10/03/2011

Um país à beira da loucura, com empresários e políticos gastos e sem qualquer préstimo para a sociedade !


Este texto é mais uma confissão pessoal, do que propriamente uma indignação perante a indiferença de quem nos (des) governa face à situação do País, e porque que ao longo dos últimos 37 anos, nunca vi um esforço sério e consistente, evolvendo a sociedade civil, numa lógica de encontrar ideias criativas para resolver o sistemático atraso de desenvolvimento do País.

Pois por mais que eu tente entender que estratégias e ideias que poderão ir na cabeça da nossa actual classe dirigente, onde incluo políticos autarcas, gestores de alta roda, empresários e organismos, que andam a fomentar a inovação e a "vender" a imagem de Portugal lá fora, gastando milhões e milhões de euros sem que algum resultado visível resulte desse enorme esforço financeiro, nunca consegui atingir tal desígnio pessoal, e pior a cada medida que é tomada avulso ou para cumprir calendário, tenho a nítida sensação que o País tem vindo a ser gerido por pessoas que vivem num mundo muito próprio, envolvendo apenas os seus interesses pessoais e de suas famílias.

Não é possível que um governante, atento aos problemas que se têm vindo a avolumar em Portugal, muitos de enorme gravidade e ainda de maior injustiça social, e que se espera também atento ao que se passa no mundo e a sua evolução constante, não seja capaz, mesmo pensando só no período de uma legislatura, de por em prática um plano consistente para resolver, não todos, mas apenas aqueles, que se pensando de forma inteligente e criativa ao alcance de qualquer ser humano, se perfilassem com susceptíveis de ser alcançados com sucesso e que tivessem o máximo impacto positivos sobre as populações e o País.

Permitam-me que cite aqui o economista Pareto ( 1874 ) : “Só um pequeno numero de coisas produz resultados importantes. ”Poucas vitais” e ”muitas triviais” e “A maioria dos esforços realizados não atinge os resultados pretendidos.”.
E sendo os nossos governantes a elite de craveira intelectual superior, já que nunca os vi recorrer a cidadãos normais, mas que decerto têm muita experiência não só de gestão, mas sobre tudo criatividade e capacidade de pensar diferente e explorando outros ângulos, só poderei concluir, e em pleno estado das minhas faculdade intelectuais (juro), que aqueles não estão interessados em resolver nenhum dos problemas que afrontam o País, ou então eu pessoalmente deverei estar a tirar conclusões erradas sobre a sua actuação e a minha simples mente não alcançará por certo sequer um vislumbre, do que estas mentes iluminadas e elites benditas, que governam Portugal poderão estar a conceber para o bem da Nação e dos seus cidadãos.

E se em cada época as dificuldades do País têm sido sempre muitas e de má sorte, e vamos sempre assumir que me estou a referi aos últimos 37 anos em democracia apenas, eu tenho para mim, um comum mortal, que se limita a estar vivo, a ser curioso e que não tem preguiça de pensar, que o caos ou as circunstâncias adversas de cada momento do País e mesmo dos cidadãos, sempre cria outras tantas oportunidades de explorar o vazio deixado pela adversidade que nos atinge nesse dado momento.
Posto por outras palavras, quero eu dizer que em cada período de dificuldades que atravessamos, se estivermos atentos e formos perspicazes, encontraremos outras tantas oportunidade, muito embora completamente diferentes das que existiam antes de ter surgido a adversidade ou fatalidade.

Já Francis Bacon dizia que “Um homem sensato criará para a sua vida mais oportunidades do que aquelas que a vida lhe proporcionará”.
E porque a ideia que atrás expus pode ainda não estar a ser adequadamente entendida, por encerrar alguma complexidade, Shakespeare dizia que “A Paz e a abundância engendram homens timoratos. A necessidade sempre foi a mãe da audácia”.
Então é neste contexto que me parecerá fácil concluir, e diz-me a experiência já de muitos anos, que qualquer que seja a crise que nos atinja (como Nação), não adianta cruzar os braços e rezar. O que é preciso é entender adequadamente a conjuntura da mesma e as forças globais em que estamos inseridos, e no meio da dificuldade encontrar as oportunidades que o mais rapidamente nos farão sair da crise, em que quis o destino nós caíssemos.

Portanto concluirão comigo que, perante as sucessivas adversidade com que Portugal se foi deparando, nunca sequer os nossos governantes e toda a classe dirigente, foram capazes de outra atitude, que o simples cruzar de braços, esperando apenas que a crise fosse embora de novo, e seguem sempre o ditado do povo “Não há mal que sempre dure nem bem que não acabe”. Este parece ser o lema adoptado pelos sucessivos governos de Portugal, e daí que talvez o provérbio não esteja correcto e tenhamos chegado a um ponto de rotura económica e social, como aquela que estamos a viver.

Como penso que ainda continuo lúcido, mas talvez já abandonado por muitos que vinha a seguir a minha escrita, vou tentar abordar de uma forma prolixa a actual crise, e sem sequer ser preciso a minha habitual bola de cristal, que sempre uso nestas ocasiões, eu me arriscaria a “antever” que a economia do Sec XXI (aos que agora acordaram Bem-Vindos Ao Século da conceptualidade), vai permitir descobrir novas “riquezas naturais” ou seja novos tipos de “petro-dólares”.

E serão mais do que a grande maioria imagina. Mas como me quero centrar em Portugal e nos Portugueses e nas suas crises sucessivas, é minha opinião e convicção que a Nação tem tudo a ganhar, e nada a perder, se apostar (Mas é já para começar hoje!!) em dois novos tipos de “petro-dólares”, que são as energias renováveis e o negócio da informação e da colaboração (ou seja a inovação séria e com fortes incentivos e apoios, no campo das tecnologias de informação, como redes sociais, e paradigmas como “Social Innovation”, CrowdSourcing”, “Co-Creation”, “Social Collaboration” e “competitive Intelligence”.

Desculpem todos estes chavões, mas para que esta minha nota não fique excessivamente longa e ainda mais maçadora, solicito possam consultar estes termos na Wikipédia, onde estes estão devidamente explanados, e mesmo alguma oportunidades que cada um deles já está a libertar pelo mundo fora, e com que força !!
Basta lembrarem-se de alguns nome que já estão fartos de conhecer como a Google (quem conhecia a google há 8 anos atrás?), FaceBook, Linkedin, MindTouch, Zoho, Zimbra, etc,etc....

Bom, de uma simples nota que comecei apenas ao estilo de uma confissão, eu também um simples cidadão, mas que me considero estudioso, bem informado e sobretudo curioso, já aqui descrevi duas potenciais ideias de foco de Portugal.
E disse-me, mesmo agora, a minha “bola de cristal” que estas, se aproveitadas devidamente, terão sucesso mais que garantido para Portugal nesta década, e ainda por cima num futuro globalizado, que o projectaria no Mundo e o faria certamente sobressair( a ser bem gerido também e de forma rigorosa), como um dos Países mais desenvolvidos do mundo, e apenas no espaço de uma década.
Acham impossível ?? Pois eu acho o contrário e digo mais “Impossível é quase sempre aquilo que nunca se tentou”. E aqui para nós, que ninguém nos ouve, Portugal e os Portugueses têm tentado muito pouco, ou mesmo nada, nestes últimos 37 anos (não são dias!?!).
E ainda se lembra do que atrás Pareto dizia “Só um pequeno número de coisas produz resultados importantes. ”Poucas vitais” e ”muitas triviais” e “A maioria dos esforços realizados não atinge os resultados pretendidos.”.

E a própria e “tenebrosa globalização, abominada por todos, que apenas vêm nela malefícios, catástrofes, perigos, desaires, etc, mas que se ao contrário se atreverem a olhar sob outros ângulos e prismas masi atentos, facilmente concluirão, até pelo que atrás expus, que esta nova era tem tantos ou mais benefícíos, que malefícios. E porque nos havemos nós de concentrar nos malefícios, no negativo, no pessimismo, no fado, etc..
Tentemos antes concentrar-nos apenas nos benefícios que a globalização poderá oferecer, de “mão beijada” ao País e aos Portugueses, mas isto apenas se os seus Governantes, Elite de Poder e o Povo Português em conjunto trabalharem no sentido de apanhar essas oportunidades, que normalmente são como os comboios, pois é preciso estar previamente na estação para os apanhar.

Claro que as duas ideias de foco, e que constituem por certo grande oportunidades a quem as souber explorar o mais convenientemente possível, contêm em si a necessidade de muitas outras transformações na sociedade que teriam que acontecer, nomeadamente na educação, na ligação empresas-universidades, e por aí fora. Mas apesar de tudo isto exigir esforço, (E iria desde logo gerar muito emprego que precisamos urgentemente como “pão para a boca”), mas também grande capacidade de planeamento e obter mesmo grandes financiamentos.

Mas isso não constitui nenhum problema, porque eu nunca no mundo vi nenhum projecto viável, seja ele o de uma simples compra de casa por um cidadão comum, ou a re-construção completa de um país, que tenha um plano consequente de crescimento, ver-lhe negado qualquer financiamento. O mundo tem montes de dinheiro disponível agora mesmo, para investir em quem mostrar ser capaz de criar mais riqueza e se aventure a explorar aquilo quew nunca foi tentado, mas de forma consequente e com elevada probabilidade de sucesso, claro. Lembrem-se da economia “Não há almoços grátis”. Só não há dinheiro para quem o quer gastar apenas, pois como diz o povo e bem “quem quiser vícios que os sustente”.

Posto isto, e para terminar a exposição do porquê, talvez de um dos meus problemas existenciais enquanto cidadão português e perante concidadãos meus, que constituem hoje ainda em pleno Séc XXI, um povo triste, acabrunhado, pobre, sem literacia, etc, gostaria de me focar apenas num dos “petro-dólares” que atrás referi (porque o outro é mais complexo e exige uma abordagem bem mais extensa), que é o das celebres e altamente faladas por todos: as energias renováveis.
Julgo que ninguém duvida sequer no Mundo, que as energias renováveis vão constituir enorme riqueza para quem primeiro conseguir materializar redes e sistemas o mais integrados possível, tirando partido das actuais mais recentes tecnologias, e sobretudo de uma forte capacidade de inovação, a qual só por si constitui já hoje o grande motor das economias mais desenvolvidas do mundo.

Até aqui julgo que não terei nenhuma contestação de ninguém porque todos estaremos de acordo.
Pois se temos um País com exíguos recursos naturais à luz do Séc XIX (embora não tão poucos assim e ainda dignos de serem explorados, como é o caso do lítio para as baterias dos automóveis eléctricos, onde, vejam senhores, até a sorte se conjura para nos ajudar, e nós teimamos em não apanhar o comboio!!??), será natural sejamos os primeiros que nada temos a perder (nem sequer temos que destruir valor com outros países terão que fazer!), a lançarmo-nos “de cabeça” em projectos inovadores, tirando partido do enorme potencial criativo, já demonstrado ao longo de gerações de portugueses inventores, como é o caso das energias alternativas.

Não temos petróleo, gás natural, produção de combustíveis de origem vegetal, ou qualquer outra fonte de energia de rentabilidade assegurada, pois tudo temos de adquirir ao estrangeiro, excepto o que algumas barragens produzem, mas que não serve nem metade das nossas necessidades energéticas, seria, à luz dos conhecimentos que detenho e do que outros países estão já a fazer, de começar já hoje, e em força, a investir fortemente num projecto global e abrangente para o País inteiro, que integrasse os vários sub-sistemas de energias renováveis, a implementar pelo País inteiro, incluindo neles o nosso mar sem fim!!

E por isso não entendo um Portugal, os Portugueses, o Governo e os empresários deste País, que se continuam a manter de braços cruzados, à espera que a crise passe, e hesitam em se lançar como toda a sua força em projectos de energias renováveis pelo país inteiro, incluindo os Municípios de Norte a Sul, as empresas do Estado (que com os elevados lucros que obtêm à custa do esforço dos portugueses bem poderiam investir em projectos à partida altamente rentáveis).
Haveria que lançar igualmente um carro eléctrico, mas de tecnologias integralmente portuguesas, e tirando partido das ultimas tecnologias e inovações do mundo neste segmento, que viesse a ser de tal forma competitivo, que a sua adopção para os percursos citadinos não oferecesse qualquer dúvida aos cidadãos dentro de 2-3 anos (numa relação custo/benefício inequívoca e bem atractiva). Era de ver sempre o país a ganhar mais e mais.

Tal como uma rede de parques de estacionamento pelo país inteiro e outros edifícios que teriam obrigatoriamente painéis solares e sistemas de abastecimento para os veículos que aí estacionavam ou circulariam nas cercanias.
Ou ainda porque não está já implementada legislação mais efectiva que obrigue a que todas as novas construções (públicas e privadas) tenham que ser capazes de ser autónomas em energia eléctrica e água potável, em pelo menos 50% / 60 % dos seus gastos totais energéticos e de água.
Daqui não só resultaria riqueza para o País como uma enormidade de empregos, desde os que exigem menores qualificações até aos mais qualificadissímos quadros de gestão, técnicos e investigadores de elevado potencial e realizações pioneiras mesmo.
Mas o que impede o Governo, os Empresários, Organismos e Empresas do Estado, Parcerias estratégica Estado Empresas nestes domínios e bem negociadas, e outros, de avançar e fazer progredir a Nação Portuguesa?

Estarão, por preguiça e conformismo puro, à espera que seja uma qualquer multinacional, daqui a 3-5 anos, a vir concretizar inevitavelmente estes projectos e a lucrar aos milhões, mas para fora de Portugal ?
Ou estão estão com medo do lobby internacional do petróleo ou energético em geral? Esperam um milagre da senhora de Fátima ou enfim???!!!

Eu não encontro explicações para este amorfismo, este pessimismo e imobilismo nacionais, com enorme incompetência e falta de visão pelo meio!!???? Ou serei eu que estou a delirar???!!!!

Sim, porque isto que se passa é de loucos e há muitas vezes, quando me debruço sobre os problemas da economia, da gestão das empresas e da falta de incentivos à colaboração e inovação, do ensino, da inovação e parcerias universidade-empresas, vejo tanta bestialidade à minha volta, tento compreender todos esse problemas, e constato que a grande maioria deles era pura e simplesmente resolúvel com um pouco de empenho, alguma criatividade, aguçado engenho, inteligência e algum senso-comum, logo nada de especial........

E depois acordo e pergunto? Então e porque nada disto é sequer pensado, mesmo planeado, simulado e muito menos tentado executar?? E aí começo com os meus problemas existenciais nestes domínios!! Será que sou eu que estou louco e estou a simplificar coisas demasiado complexas, ou que não as compreendo, e volto a pensar de outro ângulo e novamente o meu espírito e a minha imaginação partem por aí fora, por novos caminhos, e novamente me fico pelo dilema da simplicidade ou da minha incurável loucura de cidadão inconformista ??!!!
Mas muito recentemente fiquei mais calmo e menos preocupado com a minha aparente "loucura", quanto li numa qualquer obra que nem lembro agora, seguinte pensamento "O truque supremo da demência em massa é que convence que a única pessoa anormal é aquele que se recusa a aderir na loucura dos outros, aquele que tenta resistir." [dramaturgo Eugene Ionesco].

Agora sim, posso finalmente afirmar a minha sanidade e voltar a dormir sossegado, pois os loucos são eles, mas ainda não perceberam!!! Conclusão: Somos actualmente governados por um Bando de Loucos completamente Varridos, ou terei eu voltado a cair no sonho de um País inventado e virtual!!

Autor: Francisco Gonçalves
Francis.Goncalves@Gmail.com
Skype : fasgoncalves


Estou mesmo furioso !! Por entre Muros, barreiras e Tiranos!
Porque estou lixado !!
"As pessoas.... nos negócios, no governo.... são, de uma forma geral bem intencionadas. Gostariam de andar para a frente. Serem úteis para os outros. Mas são travadas..... a cada passo do caminho.... por barreiras organizacionais absurdas .... e pelos egos de tiranos mesquinhos (quer sejam gestores, governantes, políticos, coronéis do exército ou superintendentes escolares).".
"As organizações que criámos tornaram-se tiranas. Tomaram o controle, restringem-nos criando barreiras que prejudicam os negócios em vez de os ajudarem. As linhas que desenhámos nos nossos diagramas organizacionais transformaram-se em muros que não podemos saltar, nem penetrar ou mesmo espreitar por cima.
Sim. Muros, barreiras. Tiranos!
Poderemos recuperar o controle ?
Extraído de Reinventar o Mundo! (c) do Guru da Gestão Tom Peters! (2010)
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