13/10/2013

O nosso sistema escolar é uma conspiração mal disfarçada para eliminar a criatividade !

"Estamos num ponto de inflexão. Parece que estamos a reinventar tudo excepto o sistema de ensino, que devia (em teoria) ser a base de tudo o resto."

"A crise principal nas escolas de hoje e a irreverência."

"O nosso sistema de educação e uma organização de segunda categoria, estilo fábrica, a deitar cá para fora informação obsoleta apresentada também de forma obsoleta."

"O nosso pensamento educacional está preocupado como: ' o que é' . Não é por isso bom a criar. 'o que posso fazer?' "

"Quando passo por uma cadeia ou uma escola, tenho pena das pessoas que estão lá dentro!!!"

TOM PETERS!


Um país em letargia desde há mais de cem anos !!! Para quando o acordar ?

Este país está completamente subjugado a jogos de poder e interesses que nada têm a ver com o país real e os portugueses.
Tal como na idade média, onde os senhores (classes dominantes, como o clero e a nobreza) reinavam sobre o povo ignorante e subserviente, assim está Portugal onde os senhores das ordens, das sociedades ocultas e visíveis se movem na mais completa ilegalidade em torno de um governo de senhores absolutos, que tudo podem e tudo determinam.
Não fazem a mínima ideia de como vive o seu povo e pior, fazem de tudo para que este não perceba, nem possa reinvindicar os direitos em que uma vã constituição é pura letra morta!

A democracia é uma palavra vã e os portugueses ainda não acordaram da letargia em que vivem, tal qual povo na idade média, escravizados e despojados do seu bem mais precioso, que é a liberdade e a libertação dos danos que lhe são infligidos todos os dias por este poder absoluto e surreal em pleno séc XXI!!

Tal como no Salazarismo (embora este mostrasse a sua cara real) o povo vive oprimido e sem capacidade real para sair deste sistema, enredado e dominado por uns quantos senhores que ascenderam ao poder e o tomaram nas suas mãos de forma firme, deixando o país desvanecer-se em sonhos e na destruição real da sua estrutura produtiva e capacidades de criar riqueza. Têm usando a pilhagem de recursos a seu bel-prazer partilhando entre os seus pares de forma abominável e como nunca antes visto, mesmo no regime anterior e na monarquia!!

Foram cem anos de oportunidades perdidas, e os últimos 36 de uma época em que tudo foi feito de errado, relativamente a mudar o passado.

Os Portugueses estão finalmente a acordar desta letargia, e não sei se já demasiado tarde!!

Francisco Gonçalves / Jan 2011

O Abominável Des-Governo de Portugal!

A tirania e prepotência desta governação de autênticos saloios medíocres é tanta que nem sequer imaginam o país real que julgam governar. Apenas não passam de um grupo de contabilistas e merceeiros, que aparentemente estarão mandatados pelos portugueses, para se submeterem aos interesses da Troika (ou seja isto o que for!!?).

Não fazem ideia do rasto de miséria que estão a semear, deixando milhões de portugueses na pobreza e mais de meio milhão de crianças a passar já fome e este fenómeno em crescendo todos os dias, conforme a Caritas está já farta de alertar e não só.

Ainda não os vi sequer pronunciarem-se sobre estes graves problemas que devem estar a afectar, ao nível da pura sobrevivência, mais de 3 milhões de portugueses, entre os quais estão os mais frágeis da sociedade (crianças e os mais idosos), e muito menos a apresentação de um plano para lidar com este drama e emergência humanitária.

E o silêncio do presidente da república é de facto uma ignomínia para a nação e o seu povo e uma vergonha maior perante o mundo.

Estamos perante gente cara-sem-vergonha e sem escrúpulos ou moral e que apenas se querem salvar a si próprios. E enclausurados nos seus castelos dourados pagos pelo povo, não estão a fazer absolutamente nada por portugal e os seus cidadãos, a não ser provocar ainda mais pobreza, miséria e desolação social, por todos os cantos deste pobre país, que em decadência e sem governo que lhe valha ou assista no mínimo, está em colapso eminente.

Deplorável e vergonhosa a situação em que se arrasta no caminho da desagregação completa, esta nação de quase 900 anos de história!

Francisco Gonçalves.
11March2013

Portugal - Inovar é preciso e Urgente !

A Arte e a orientação para a inovação nas empresas como forma de criar riqueza e robustecer a economia!

Muito pouca atenção tem sido dada às políticas para a melhoria da capacidade das empresas em absorver e aplicar os frutos de uma maior compreensão da oferta da ciência e investigação, nem de como as necessidades dos mercados e os clientes são servidos e de como os efeitos de produtividade beneficiam as empresas e a comunidade de um País.

A inovação não trata apenas da descoberta inicial, é sobretudo sobre o processo de aprendizagem - aprender fazendo, a aprendizagem através da aplicação da tecnologia, de equipamentos e de sistemas de e-learning, através da interacção com os outros, e com o mundo. Os maiores benefícios da inovação são activados quando as empresas decidem estrategicamente criar uma vantagem competitiva, pela percepção do valor da descoberta de novas e melhores ofertas de produtos e serviços, e pelos quais alguém estará disposto a pagar. Trata-se sobretudo de criar produtos e serviços que as pessoas necessitam, mas que ainda não se tinham dado conta desse facto. Inovação é também criar novas motivação, despertando emoções no consumidor.

É crucial para compreender melhor como a inovação funciona ao nível da empresa e, em particular, como as empresas adquirirem, absorvem e aplicam o conhecimento de todas as fontes (da ciência e investigação, bem como dos mercados e clientes) para fornecer novas, diferenciadas e valorizadas ofertas de negócios, e continuamente sendo capaz de o fazer sempre que as condições e as circunstâncias mudam.
Essa inovação empresarial envolve a criação de competências e aprendizagem por parte das empresas. Mais do que apenas o toque empresarial, requer-se proficiência em sustentar o dia a dia de sistemas de negócio e competências de gestão para trazer produtos e serviços para o mercado e melhorar continuamente ofertas de mercado em resposta às mudanças deste, mesmo em circunstâncias adversas como em tempos de turbulências e crises económicas.

Mark Dodgson, da Universidade de Queensland na Austrália, identificou uma ampla gama de planos estratégicos, operacionais e de integração e sumarizou quais as capacidades necessárias para guiar as empresas inovadoras, e que são:
As competências estratégicas e de liderança
• capacidade para responder às mudanças no ambiente de mercado;
• comunicar claramente a intenção estratégica e articular a necessidade de operar a mudança através da inovação;
• capacidade de nutrir ideias inovadoras e criatividade em toda a empresa;
• compreender o valor que a inovação pode oferecer, e estar aberto a novos modelos de negócios alternativos;
• abertura para aprender com o fracasso ("quanto mais depressa errar, mais rapidamente poderá tentar de novo e acertar", Tom Peters 2008);
• pensar e agir a partir de uma perspectiva global.

Competências operacionais
• avaliação de oportunidades de inovação através de métodos formais para sua análise, avaliação e selecção, incluindo o mercado pesquisa e avaliação de riscos;
• identificar os desafios na gestão das actividades inovadoras, aquisição de ferramentas para tornar os processos mais sistemáticos e necessidade de configurar os recursos para apoiá-los;
• reduzir o tempo de ciclo e custo da inovação através da simulação, modelagem e uso de prototipagem virtual e rápida (uso de redes sociais e Web 2.0 e Web 3.0);
• criação de valor do projecto; capacidade de inovação dos colaboradores;
• Incentivar, através de incentivos e recompensas para a experimentação e inovação;
• proteger a propriedade intelectual de forma adequada e;
• Auditoria e medição do desempenho da inovação de forma significativa, incluindo a opção de valores que ela cria.

As capacidades integrativas
• colaborar efectivamente com parceiros, clientes e fornecedores na criação e entrega de inovação;
• respeitar e desenvolver quadros regulamentares, normas técnicas e exigências ambientais;
• intermediação de conhecimento sobre a inovação em toda a organização, limites profissionais e disciplinares.

O sucesso assenta em estratégias de longo prazo e deliberadas, concentrando investimento no suporte da empresa detendo e cuidando dos activos tangíveis e intangíveis. O mais importante aqui são a formação, aquisição qualificações e competências, gestão de risco, recrutamento, design, transferência de tecnologia, proficiência em vendas e marketing, produção e capacidades específicas de gestão na óptica da inovação.
Inovação, portanto, precisa ser entendida não como apenas um sistema envolvendo novos produtos e tecnologias, nem apenas criatividade e empreendedorismo. A essência da inovação na prática é a criação de novo valor de mercado voltado para a transformação do negócio numa perspectiva aberta e colaborativa.
Como tal as a administração das empresas necessitam estar cientes de que estas têm que adaptar às tecnologias do século 21 e à luz das mais recentes ciências do comportamento. Só a inovação nesta perspectiva poderá impulsionar as empresas e as sociedades na senda do sucesso e de mais progresso.

Francisco Gonçalves @ Softelabs (2009).

Fontes: Agenda Austrália on Innovation (c) 2009 (Studies & White Papers).
O Open Source e seu impacto económico 2008 (c)

Ver também:

A aprendizagem em e-learning e a partilha da informação

A aprendizagem focada no desenvolvimento do grupo e no trabalho colaborativo, traduz uma nova ordem assente numa nova cultura da partilha da informação e do conhecimento.

E a cultura da partilha no interior de uma comunidade é deveras importante, porque é através desta dinâmica de colaboração que de forma mais eficaz se pode ´transmutar´ informação em conhecimento.
Conhecimento que é por sua vez propagando pelos membros do grupo, dentro das próprias comunidades em que se inserem, dotando estas de aquilo que se designa por inteligência colectiva. E esta é, em meu entender, uma das receitas de sucesso para as organizações do futuro.

A nossa cultura, até à data muito baseada no lema de que "dispor de informação e conhecimento significa poder" está a ser subjugado pela ideia de que "quem tem a capacidade de partilhar informação e conhecimento é que detém o poder".
"Knowledge is useless unless you share it".

É a partilha de conhecimento, hoje em dia na sociedade caracterizada "do conhecimento e da partilha", que aumenta consideravelmente a nossa capacidade de "saber mais fazer" e "porquê", e que é exactamente a base daquilo que hoje se considera conhecimento.

O sentimento, que está ainda deveras enraizado na sociedade, de que ao partilhar conhecimento se perde poder ou influencia é falso, já que sendo o conhecimento um bem cada vez de vida mais curta, é importante que o mesmo seja partilhado, para que possa ter a hipótese de ser útil e produtivo.
A partilha de conhecimento cria uma dinâmica de inovação, que motiva o espírito de grupo, permitindo deste modo o seu aperfeiçoamento continuado. Se uma ideia é partilhada, poderá desde logo ao ser conhecida, beneficiar de melhoramentos, adoptada e ser de alguma forma útil à comunidade.

E a melhor maneira que conheço de beneficiar de uma cultura de partilha, é desde já começar a implementa-la na nossa rotina diária, nas comunidades em que nos inserimos.
"The best thing you can do with knowledge is sharing it".

Francisco Gonçalves
SoftElabs (2008).

A Colaboração e a Inovação como Vantagem Estratégica e Competitiva

Tendo nos últimos anos, estado envolvido em projectos, estudos e "provas-de-conceito" de múltiplas plataformas inovadoras baseadas em Open-Source e Linux e orientadas à Web, tenho a forte convicção de que as redes de colaboração (onde se incluem as redes sociais) irão dar clara vantagem competitiva às empresas que primeiro ousarem tirar partido destas para inovar, tornando-se mais produtivas e actuando estrategicamente no mercado e nos negócios.

As redes colaborativas estarão focadas, na interacção entre as equipes e comunidades de forma horizontal e na organização dos dados, accionáveis em formatos que permitam a tomada de decisões, a colaboração e a sua re-utilização através de processos de mashup´s. Desta forma as ferramentas colaborativas vão ser cada vez mais criticamente importantes para as empresas e organizações, ajudando-as a criar uma nova cultura de inovação, através de novos níveis de excelência operacional, que determinarão enormes vantagens competitivas perante a concorrência.

Sem dúvida que o segmento de ferramentas de Colaboração vai representar, nos próximos anos, um dos maiores eixos de investimentos que as empresas terão que efectuar necessariamente em TI, juntamente com as áreas de Virtualização (desktops, servidores, storage e redes), Intranet Cloud Computing e "inteligência" no Data-Center, por forma a acelerarem a agilização de recursos, mantendo-se deste modo competitivas.

A colaboração está inclusive já há algum tempo no centro das atenções dos principais "players" com capacidade de inovação do mercado, como a CISCO (actualmente em processo de aquisição de empresas na área da colaboração Web Office), a IBM como Sametime 3D (SecondLife) e GOOGLE (com o GoogleDocs, GoogleWiki, GoogleWave, etc.) e muitos outros "small players", que estão continuadamente a inventar a colaboração para a próxima década.

Destacam-se startups inovadoras como a ThinkFree, Zoho, Alfresco, ActiveCollab, MindTouch, EtherPad, e alguns Projectos no universo do Second Life. Ainda as vagas transformacionais da Internet e as inovações nos domínio das designadas Web 2.0, Web 3.0, Web 3D e Web semântica, estão a irromper e lançar novas formas de interagir, aprender, comunicar, colaborar e partilhar, que terão impacto cada vez mais significativo na forma como as empresas vão ser capazes de inovar e lançar produtos e serviços competitivos na próxima década. Nunca antes o lema "Inovar ou morrer !!!!" se colocou com tanta acuidade no mundo dos negócios, como o vai ser na próxima década.

A colaboração está assim no centro da inovação nas empresas, sendo crucial para para dinamizar processos inovativos nas empresas e organizações em geral e prometem enormes benefícios como o aumento da produtividade, redução de custos e, em última instância, o melhor alavancar do conhecimento entre grupos internos e externos (conhecimento organizacional), e o desenvolvimento de produtos e serviços mais eficientes e rentáveis e contribuindo para uma melhor satisfação dos clientes.

No sentido de contribuir com algumas ideias que possam lançar a colaboração nas empresas, elaborei uma apresentação que foca toda esta temática e quais as vantagens e benefícios que estas poderão colher, na próxima década, com a adopção de uma nova cultura de inovação, colaboração e partilha activa entre colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros de negócio, bem como a sua repercussão na geração de novas ideias produtivas e reprodutivas, aliando produtos / serviços mais competitivos e próximos dos seus clientes.

Francisco Gonçalves (June2009)

IT Architect / Consultant & Strategic Open-Source Advisor.

A Apresentação : A Colaboração no Centro da Re-invenção da Empresa

O perfil genérico do assediador segundo os psicólogos clinicos

Estes criminosos agressores no local de trabalho possuem traços narcisistas e destrutivos, a insegurança é a essência, quando se reporta a sua competência profissional e podem exibir, às vezes, fortes características de personalidade paranóica, pela qual facilitam a projeção da sua “sombra” aos demais, ou seja, a não aceitação de si mesmos. 
Apresentando extrema dificuldade para verdadeiramente admitir críticas, essas pessoas podem agir com desconfiança e excessiva suspeita em relação às atitudes alheias, a quem atribuem intenções maldosas em tudo que desenvolvem ou produzem, e, aparentando hipersensibilidade, exageram no risco e na incerteza presentes em diversas situações, atitudes essas que ajudam a supervalorização de seu trabalho e o fortalecimento de sua auto-estima.

O perfil genérico do assediador segundo os psicólogos:esses agressores possuem traços narcisistas e destrutivos, a insegurança é a essência, quando se reporta a sua competência profissional e podem exibir, às vezes, fortes características de personalidade paranóica, pela qual facilitam a projeção da sua “sombra” aos demais, ou seja, a não aceitação de si mesmos. Apresentando extrema dificuldade para verdadeiramente admitir críticas, essas pessoas podem agir com desconfiança e excessiva suspeita em relação às atitudes alheias, a quem atribuem intenções maldosas em tudo que desenvolvem ou produzem, e, aparentando hipersensibilidade, exageram no risco e na incerteza presentes em diversas situações, atitudes essas que ajudam a supervalorização de seu trabalho e o fortalecimento de sua auto-estima.

Assim, o agressor, ou os agressores, principalmente aqueles que possuem traços de frieza, de calculismo e de covardia, sentem-se mais seguros, autoconfiantes e poderosos à medida que menosprezam, dominam e afastam as suas vítimas da função que exercem, ou até mesmo do seu local de trabalho, mormente quando estes são mais qualificados.

FGonçalves "in" 06Feb2010

O assédio moral no trabalho (Mobbing) e os seus contornos criminosos!

O assédio moral possui uma prática subjetiva, silenciosa, e, pode ser conceituado como sendo toda conduta intencional que cause constrangimento psicológico ou físico à pessoa, no seu local de trabalho. 
Ou seja, é a manipulação perversa, o terrorismo psicológico, caracterizado por uma conduta abusiva, de natureza psicológica, que desfavorece a dignidade psíquica do funcionário atingido, de forma repetitiva e prolongada, expondo-o as situações humilhantes e constrangedoras, capazes de causar ofensas à sua personalidade, à sua dignidade ou à sua integridade psíquica, podendo levar a vítima ao estado severo de depressão ou até mesmo culminar no seu suicídio. 

Praticado em geral, ou pelo chefe imediato, dado ao abuso de poder na sua posição hierárquica, ou por um ou mais colegas de trabalho, com a finalidade de excluir alguém indesejado do grupo, podendo ser decorrente, tanto por motivo de competição, quanto pela discriminação pura e simples, quando o funcionário demonstra que as suas idéias são contrárias às dos mesmos, bem como, pela a sua evidente eficácia, competência na função em que desempenha, sendo estas vistas como uma ameaça ao suposto poder que um ou mais colegas agressores acreditam possuir na posição, na função ou no cargo que ocupam.

FGonçalves "in" 10Jan2010

A verdadeira crise que Portugal enfrenta hoje !

O problema de portugal mais grave não é de ordem económica como todo o mundo anda a referir, incluindo o FMI. Insistir nesta perversa interpretação da verdadeira crise do país e impedir que este se re-invente.
Nada pior do que um diagnóstico persistentemente errado, que pode ser fatal e o "doente" já dá mostras de asfixia clara !!!.

Claro que temos um problema económico a prazo com o deficit e a elevada divida pública (mas pontual apenas, embora com história grave já), mas isso seria resolvido mais cedo ou mais tarde se o país fosse produtivo e capaz de aumentar e produzir mais riqueza. 

Ora é aí que "a vaca torce o rabo", porque em minha opinião, Portugal está num beco sem saída em termos de criação de riqueza. Principalmente pela falta de competitividade e produtividade que decorrem de uma cultura avessa ao risco e à mudança, falta de inovação, incapacidade para mudar e actualizar-se, não colaboração e partilha de conhecimento.  
E ainda mais por continuar a implementar sistemas de gestão de pessoas baseadas no comando e controle, do tipo tayloriano, que são ineficazes na sua totalidade, numa sociedade baseada no conhecimento, em transformação acelerada, com mudanças constantes e de partilha a uma escala planetária!!!!.

A nossa sociedade precisa de uma mudança radical de cultura e mentalidades, principalmente ao nível dos sistemas de educação e de gestão de recursos humanos, como forma de ser capaz em 2015(?), de dar a volta por cima. De outro modo em 2025 estaremos a falar exactamente dos mesmo problemas da nossa economia, mas ainda mais pobres e com ainda menor potencial de criação de riqueza !!!!

Francisco Gonçalves 09-10-2010.

Como a produção Social pode revitalizar e reinventar a Economia do País !

Estamos actualmente a enfrentar uma economia global em recessão, mas esta será melhor caracterizada se descrita como um emaranhado de desalavancagem e de deflação, o que pode demorar dez ou mais anos para resolver. Mas, entretanto, enfrentamos uma que crise de vários anos afecteando milhões de pessoas, especialmente os milhares de universitários que poderão passar anos sem encontrar um emprego adequado? Um longo período de recuperação económica, não só mas também o desperdício de talentos de milhões de pessoas, vai privá-los da capacidade de aprender e ampliar os seus conhecimentos. Se os governos e a actual elite empresarial se apegarem aos seus privilégios e não quiserem divisar o futuro, um longo período de recuperação poderá muito facilmente levar a instabilidade social grande entre os jovens insatisfeitos e os desempregados, que gerará ainda maiores ondas de descontentamento social e uma sociedade mais instável e com ainda maiores assimetrias entre ricos e pobres.

Enquanto esperamos por uma reestruturação dos mercados financeiros (que vai demorar anos) e de desalavancagem de activos, há outra maneira de contornar a crise? Existem políticas que poderiam alcançar um maior valor para os investimentos públicos em vez de jogá-los no mercado que vai levar anos para se re-organizar? 

A resposta é positiva e esperançosa. Sim, existe. Tudo tem a ver com o estimular o potencial do que podemos chamar de "inovação social", ou "produção social." Este é o domínio da produção através da Internet e com a sua mediação, que aproveita as capacidades de abrir as redes sociais e melhor alcançar as externalizações positivas ".

Para entender a lógica desta promessa, podemos olhar para uma recente e menos severa, mas ainda assim grave crise económica - a Internet e o colapso das "dot-com" em 2000-1. Os analistas previam, então como agora, que, sem capital, a inovação iria parar. Na realidade, ocorreu o oposto. Quase tudo o que já tomamos como uma conquista - a Web 2.0, o surgimento dos meios de comunicação social e participativa - nasceu no cadinho dessa onda de choque. A inovação não abrandou, mas antes pelo contrário aumentou consideravelmente durante a crise de investimento. 

Esse fenómeno revela uma nova tendência no trabalho: o capitalismo está cada vez mais divorciado do empreendedorismo. Empreendedorismo está  a tornar-se  uma actividade em rede a ter lugar através de plataformas abertas de colaboração, e  que pode ou não exigir injecções de capital. 

Em essência, a tecnologia da Internet está mudando fundamentalmente a relação entre inovação e capital. Antes da Internet, no mundo da "destruição criativa" decretado pelo economista Joseph Schumpeter, os inovadores precisavam de capital para suas pesquisas, e que a investigação seria então necessariamente protegida por direitos autorais e patentes. Fundos adicionais seriam necessários para construir as fábricas necessárias. 

No mundo pós-schumpeteriana, no entanto, as almas criativas de todo o mundo podem se reunir através da Internet. Eles podem criar novos tipos de plataformas de colaboração de baixo custo, e então construir um novo software, novos repositórios de informação, música e vídeo de sites partilhados, sites de redes sociais, e muito mais. 

Paradoxalmente, esses empresários só precisam de capital quando forem bem sucedidos, e os seus servidores passarem a ter sobrecarga. Pense no Bittorrent, o software mais importante para a troca de conteúdos multimédia através da internet. Foi criado por um único programador, auto-financiado através de seus cartões de crédito pessoal, com zero de financiamento externo. 

Embora a Internet tenha muitas pessoas com poderes para lançar-se no jogo de inovações em mudança - Linus Torvalds (Linux), Shawn Fanning (Napster), Richard Stallman (software livre) - a verdadeira história da Internet é sua capacidade de permitir que grandes comunidades ao redor do mundo possam cooperar. As colaborações não são limitados ao conhecimento e software, mas estendem tudo o que o conhecimento que o software permite, inclusive a sua própria fabricação. Qualquer coisa que precisa ser fisicamente produzida, precisa ser "virtualmente concebida" em primeiro lugar. 

A Colaboração em rede - muitas vezes chamada de "inovação social" ou "produção social" - é cada vez mais responsável pela maior parte da inovação a nível mundial. Numa época onde a maioria das pessoas educadas têm seus cérebros interligados através de múltiplas redes de sua escolha, a ideia de que toda actividade valiosa ocorre através do "mercado", e que um ou é um produtor activo ou um consumidor "passivo" é um anacronismo perigoso. Actualmente, nenhuma empresa com os seus próprios sistemas proprietários podem competir com ambientes de negócios e práticas abertas de co-design e co-criação com outras empresas e mesmo envolvendo os consumidores (uma prática muitas vezes chamado de "crowd-sourcing", tirando partido da inteligência colaborativa). 

Empresas que desejam colher os frutos de plataformas abertas, que servem um ecossistema de negócios abertos estão adoptando novas atitudes em relação à propriedade intelectual. Eles percebem o que é privatizar o trabalho da colectividade, ninguém estará disposto a colaborar para o seu ganho ou propriedade exclusiva! Portanto, as empresas que possibilitem inovação social, e que usam formas abertas de propriedade intelectual, têm mais sucesso em atrair a cooperação. Eles podem construir os seus negócios no intercâmbio social que ocorre num espaço comum de conhecimento próspero - assim como todos os outros também colhem os benefícios da participação na comunidade.

Os tradicionalistas ou "velhos do restelo" podem troçar deste modelo, mas o sistema é fantasticamente produtivo e inovador. A economia do Linux estima-se valer mais de US $ 36 biliões, e este é apenas um dos inúmeros projectos de software livre. Chris Anderson, da revista Wired, estima o valor total anual produzido através da inovação social em US $ 300 biliões. 

Um dos sub-sectores mais robusto da economia é o de conteúdos gerados pelo próprio utilizador. As novas empresas de sucesso, como o Google, YouTube, Flickr, Twitter e todas as outras, não são a criação de valor em si, mas sim o de permitir que as comunidades de utilizadores possam criar valor através das suas bem concebidas plataformas. Como regra, todos os ecossistemas bem sucedidos de produção social acabam por produzir ecossistemas de negócios vibrantes, e obtêm o  lucro a partir do conhecimento livre. A IBM agora colhe mais de metade de suas receitas provenientes de serviços relacionados com o Linux e de apoio - mais do que do seu portfólio de patentes! - Ainda a sua participação na comunidade Linux tem fortalecido as comunidades sociais e troca de conhecimentos dentro dos círculos abertos Linux. Nos países latino-americanos, como Equador e em alguns estados da Índia, como Kerala, diz-se que quase todos os programadores de software livre tem um emprego. 

Mas o que isso tudo significa para a nossa actual crise económica? Significa a forte distinção entre trabalho produtivo por um salário, e estar passivamente à espera de um. Todas as ferramentas técnicas e intelectuais estão disponíveis para permitir que as pessoas continuem a produzir coisas valiosas. Eles podem continuar a construir a sua experiência de trabalho (capital do conhecimento "), a sua vida social (capital de relacionamento") e reputação. Todos os três, serão cruciais para mantê-los não apenas de trabalhar, mas na realidade aumentam substancialmente as suas capacidades, potencialidades e conhecimento.

E o negócio pode beneficiar, também: Ao ajudar a sustentar o bem comum social que gera inovação,  pode construir novos tipos de produtos de valor acrescentado "em cima" dos bens gerados pela comunidade. Podem lançar novas plataformas emergentes de consumo e demandas de negócios, participando activamente nos novos ecossistemas de negócios abertos, ao invés de se esconder dentro das conchas dos sistemas proprietários em que muitas vezes em crise se retraem.

E os Governos dos países podem e devem fazer muita coisa para facilitar a produção social. Seria dar às pessoas a oportunidade de continuar a desenvolver as suas habilidades e conhecimentos, ajudar as empresas e as pessoas a criar ainda mais valor. 

Há várias coisas que as autoridades públicas devem fazer para alcançar esta visão. Mas primeiro que tudo será necessária uma infra-estrutura de banda larga totalmente funcional. Em particular, deve chegar aos pontos do interior rural e interior das cidades para que seu talento possa ser aproveitado e a cooperação obter ainda maior escala. 

As autoridades públicas têm também um papel importante a desempenhar na formação de empresas e do público sobre o papel das plataformas open-source em matéria de inovação e desenvolvimento empresarial. O Governo deve criar um instituto, a de servir como um centro de intercâmbio de melhores práticas em áreas-chave da vida social e empresarial. Este deve ensinar os utilizadores sobre licenças abertas para conteúdos e explicar os seus benefícios. Em Brest, França, autoridades municipais têm sido fundamentais no apoio e sustentação da produção cultural de seus cidadãos, que não só enriquece a vida cultural local, mas tem atraido mais turistas. O Governo deve também criar "co-working de espaços públicos", que estejam ligadas a processos de incubação de empresas.

Em terceiro lugar, as autoridades públicas devem iniciar e propiciar a incubação de inovação. Em Toronto, por exemplo, a "Open Source Business Resource" tem sido fundamental no apoio para iniciativas de desenvolvimento de software livre. Ela tem ajudado a forjar uma ecologia de empresas locais que a  indústria de serviços e de código aberto fornecendo o apoio das empresas locais nos seus processos adaptativos necessário para se reinventarem. 

Em quarto lugar, as autoridades públicas deveriam oferecer diversas formas de patrocínio público - prémios, bolsas de contratos, contratos - para aqueles indivíduos que estão a efectuar desenvolvimento, e em processos de inovação. As inovações mais robustas são normalmente movidos por pessoas apaixonadas que trabalham em relações de colaboração com os outros num espaço comum de conhecimento. É portanto, bom senso, tanto nos negócios quanto em termos de política, de criar novas formas de apoio ao trabalho dos pioneiros individuais. Assim como a ciência do século 18 foi apoiada por uma rede de consumidores, levando à expansão da pesquisa científica, assim hoje o governo deveria usar a sua influência e púlpito de intimidação para promover os processos de conhecimento livre, software e design. 

Finalmente, a inovação social não deve ser vista isoladamente, mas como parte de uma crescente e interligada conjunto de tendências para infra-estruturas "peer to peer". O que em Internet é conhecido como infra-estrutura de base das comunicações digitais, há outras importantes infra-estruturas de rede, cuja fortificação vai ajudar as economias locais a sobreviver a períodos de crise globalizada. 

Por exemplo, o estímulo "verde" de Obama proposta mostra uma compreensão do valor da tecnologia peer-to-peer e redes de energia para a infra-estrutura de energia, e como uma estratégia para lidar com o pico do petróleo e a mudança climática. Para além de uma dependência de combustíveis fósseis não renováveis, uma "grid" de energia P2P permite aos cidadãos investir em casa e na sua vizinhança, na produção de energia baseada em energias renováveis, e partilhar ou vender a energia de que é co-produtor com a comunidade para a "grid" global. A rede de energia p2p desta forma reforça as comunidades locais e abre a porta a um novo tipo de prosperidade para o sector da energia. 

Os princípio "Peer-to-peer" podem ser usados para melhorar o nosso sistema monetário, bem como, permitindo os chamados "sistemas monetários complementares." A proliferação de moedas regionais nos países de língua germânica da Europa, o sucesso do sistema WIR, na Suíça Santi e da Tailândia com a moeda Suk, mostram como uma comunidade pode reter uma maior parte do valor local que produz, em vez de deixá-lo ser "exportado" para outras partes do país ou do mundo. ESta é também a grande proposição de valor de uma economia aberta. Os Sistemas monetários P2P ajudam a isolar as economias locais da volatilidade das moedas nacionais que estão entrelaçadas com a economia global, fornecendo as comunidades locais com capacidade de resistência muito necessária em períodos de convulsão global acentuada, como os que vivemos hoje.

Como estes muitos exemplos sugerem, que um bom "plano de estímulo" à inovação social pode trazer benefícios incalculáveis para Portugal, e as outras nações do mundo, neste momento de crise. Apesar da escassez de capital, a inovação social pode deixar o processo de criação de valor continuar. É possível aprofundar e reforçar o capital humano, enquanto a construção de uma ecologia resistente de empresas cooperam com as comunidades de inovação social. 

Através do apoio público activo deste sector poderemos construir economias muito mais fortes e resilientes, que podem suportar as tempestades da globalização. Ao invés de trancar mais "know-how" e criatividade através dos direitos de propriedade intelectual (cuja circulação está limitada pelas falências e pela economia deprimida), a produção social e licenciamento aberto podem desencadear a criatividade e "know-how" para os domínios do conhecimento livre. Se nos atrevermos a cultivar este precioso bem comum, podemos esperar que os mercados se refaçam - e melhor! - Re-inventando-nos sobre uma base mais sólida, e mais resistente. 

Nota baseada em artigo de Michel Bauwens e Bollier David (2009).

Como seria o mundo se a economia fosse norteada por uma filosofia aproximada à do movimento open-source ? http://fgonblog.blogspot.com/2009/11/como-seria-o-mundo-se-economia-fosse.html

A redução de custos "versus" a adopção de vantagens competitivas na gestão da sua Empresa.

Construindo pontes para o futuro com uma nova cultura de colaboração

É ponto assente nos dias de hoje que a colaboração é um factor determinante no desempenho global das empresas e resultados de estudos recentes mostram que esta pode impactar positivamente cada uma das normas de desempenho - a rentabilidade, o lucro e do crescimento das vendas - determinando o desempenho global das empresas no mercado.
Ainda de acordo com esses estudos o nivel de colaboração é medido em função de dois factores bases principais, que são:
  • A Orientação de uma organização e infra-estrutura de colaboração, incluindo as tecnologias de colaboração, tais como serviços de audioconferência, conferência Web e mensagens instantâneas.
  • A natureza e extensão da colaboração que permite às pessoas trabalhar em conjunto, bem como a cultura de uma organização e processos que estimulam o trabalho em equipe.
E as tecnologias de colaboração já percorreram um longo caminho ao longo dos últimos cinco anos. Inicialmente adoptadas como apenas um instrumento de optimização de custos nas empresas, estão agora os gestores a perceber os benefícios da sua adopção, no dia-a-dia, e que estas  podem efectivamente contribuir com crescimento e produtividade. Isso reflete-se também na pesquisa da Gartner, que estima a indústria de conferência Web deverá alcançar US 2,8 mil milhões de dólares, até 2010.

Um crescimento tão rápido em tão curto período pode ser explicado por vários factores. A colaboração (ver Gartner) "proporciona um forte retorno sobre o investimento, maior produtividade e economia em viagens de negócios para as empresas que realmente fazem efectivo uso daquela". No entanto, a adoção da tecnologia ainda é um desafio para algumas empresas e muitos dos seus colaboradores não têm conhecimento ou não querem aprender e utilizar uma nova ferramenta de comunicação. Qualquer empresa que emprega tecnologia de colaboração, sem pensar com cuidado sobre uma estratégia de adopção, pode não vir a explorar grande parte dos benefícios. 

Muitas vezes, em casos de lentidão na adopção, o cerne do problema é cultural. Métodos estabelecidos de comunicação - e, especialmente, a prevalência de e-mail - podem significar que os colaboradores não vêem a necessidade de usar métodos alternativos. Muitos acham que as ferramentas que já têm ou usam, como seja, enviar e-mail, mensagens instantâneas (IM), skype e telefonia IP, são bons o suficiente.  

Estas ferramentas são realmente muito úteis ou mesmo indispensáveis nos dias de hoje, mas proporcionam uma experiência com menos recursos do que ferramentas completas de colaboração podem proporcionar. Aplicações de comunicações em tempo real, com interação ao vivo entre as pessoas que fazem uso da visão, som e voz. 
Em contraste os e-mails permitem a troca de dados sem áudio, não oferecem o verdadeiro benefício de colaboração de uma conferência na web, onde os participantes estão em contato directo e em tempo real. 

O uso crescente de utilizadores com mensagens instantâneas conecta utilizadores remotos e dota-os de comunicação em tempo real via texto, mas não é possível partilhar documentos de forma efectiva ou executar apresentações através de IM, portanto a capacidade de realmente trabalhar juntos num projecto é extremamente limitada. 

O Trabalho em Conjunto

A Colaboração através de uma reunião on-line, por outro lado, pode ajudar a alcançar maior produtividade, permitindo aos utilizadores trabalhar juntos e partilhar qualquer documento de qualquer proveniência. As empresas que alcançaram o maior ROI ("Return on Investment") em colaboração têm deixado os seus colaboradores conscientes dos benefícios que estas tecnologias podem trazer e levantaram barreiras internas que possam desencorajar as suas equipes de utilizá-las. 

Bem como a relutância em fazer a mudança para uma nova tecnologia e novos formatos de colaboração e partilha, em alguns casos os colaboradores desconhecem os benefícios pessoais que eles podem conseguir, através de uma maior flexibilidade de trabalho e economia de tempo. 

A Construção de Confiança 

Apesar de tecnologias colaborativas serem bastante fáceis de utilizar, alguns colaboradores podem sentir que é necessário dispôr de conhecimentos mais profundos e também partilhar aplicações pode parecer assustador para o utilizador inexperiente, e similarmente a pressão de ter de apresentar algo ao vivo pode significar mobilizar-se em torno de funções mais avançadas, que ainda não foram exploradas. Os benefícios completos não podem ser alcançados sem fazer uso integral das facilidades de uma solução deste tipo.

A experiência do utilizador final é aqui a chave de sucesso, e a solução deve ter o alcance e flexibilidade para lidar com reuniões que apresentem diferentes números de pessoas, independente do local físico, e que se distingam em termos do nível de apoio necessário. 

Para uma solução de Conferência Web ter sucesso numa organização, todos esses pontos precisam ser considerados. Pesquisas recentes da Gartner sugerem que, em 2010, 70% das pessoas nos países em desenvolvimento vão gastar dez vezes mais tempo por dia interagindo com pessoas pelo mundo eletrónico, através da Internet, mais do que no físico. A comunicação electrónica está em constante estado de evolução, e para a plena realização do potencial dos colaboradores, novas estratégias de colaboração precisam ser rápidamente mobilizadas e adoptadas (ver como a experiência de reuniões virtuais através do Second Life transformaram a Elite da IBM).

Os benefícios estão aí para serem alcançados, mas deve preparar-se, e os seus colaboradores devem estar prontos e dispostos a  abraçar a mudança. Daí a necessidade de uma nova cultura de colaboração e um espírito totalmente aberto para a mudança. Citando o Gen. Shinsek dos EUA "Se não gosta de mudança, ainda vai gostar menos da irrelevância.".

Uma nova cultura é pois a chave do sucesso na colaboração e a via para as organizações obterem um retorno correspondente na adopção de tecnologias de colaboração e uma maior eficiência em todas as funções do negócio, num mundo em constante mudança e competição cada vez mais acelerada.
Charles Darwin, afirmou: "Na longa história da humanidade (incluindo as várias espécies animais) aqueles que aprenderam a colaborar e improvisar mais efectivamente têm prevalecido".

Francisco Gonçalves in 2009.

As organizações na era do conhecimento e da partilha da informação e do Conhecimento!

Em plena era do conhecimento e da partilha da informação, é bom que quem tem a seu cargo a gestão de topo das Organizações, tenha bem claro que o recurso mais importante são as pessoas. Só estas poderão, a partir da informação disponível, acumular e pôr ao serviço das organizações o conhecimento. Este é pois o combustível que alimenta o desenvolvimento da sociedade e das organizações, através de um processo consciente de inovação contínua.

E aqui as Tecnologias de Informação (TIC), têm um papel determinante e estratégico, já que são as ferramentas base para que a inovação possa ocorrer, criando maior riqueza para todos. Não devemos pois, confundir os conceitos de informação e conhecimentos , como qualquer outras matérias primas - aquelas têm propriedades "mágicas", já que permitem transformações rápidas, as quais se traduzem quase instantâneamente em mais riqueza. Assim, o conhecimento passa a deter a primazia numa civilização, em que a economia se globaliza a passos de gigante, e é o fio condutor nos processos de inovação, e com capacidade de acrescentar valor.

A gestão dos recursos (como conhecimento e informação) passam a assumir carácter de primazia nas nossas sociedades, uma vez que as organizações passam a ter que enfrentar mudanças cada vez mais rápidas, onde só a capacidade de inovar e reinventar podem introduzir valor acrescentado e flexibilidade. Das empresas de capital intensivo passámos rápidamente às organizações de conhecimento e informação intensivos.
Por outro lado as tecnologias em aceleração continua dão suporte às mudanças rápidas que se impõem na era da globalização. A capacidade de decisão é um outro factor que as organizações deverão cultivar, implementando níveis de decisão e estruturas horizontais, onde a inovação encontre lugar e alimento adequado ao seu florescimento.

Basta a análise de três tecnologias recentes de comunicações, como o fax (década de 80), e-mail (década de 90) e o actual "instant messaging" e ferramentas de colaboração integradas, e teremos que: na era do fax, as decisões eram comunicadas, em média, em dias; com o e-mail em horas; e actualmente a grande maioria de decisões, que afectam directamente os negócios, tomadas em questão de minutos. Isto só por si demonstra a rápida evolução da sociedade em matéria de necessidade de tomadas de decisões nos negócios e nas nossas próprias vidas. Neste ambiente "apenas os mais rápidos sobvreviverão" e como tal só as organizações que venham a dar atenção às pessoas e às sua enorme capacidade de inovar continuamente, poderão ascender a ser productivas e competitivas, num mercado cada vez mais globalizado.

Como tal a empresa na era do conhecimento e da partilha da informação necessita de adoptar uma "cultura" comportamental , transformando o papel das pessoas (colaboradores, parceiros, etc.), que nelas trabalham. E este papel é precisamente o de que as pessoas são o factor mais importante das organizações actuais, porque só estas podem trazer os conhecimentos e a capacidade de inovação necessários à produção, nesta nova era do conhecimento e partilha de informação, num mundo cada vez mais globalizado e à escala planetária.

Por: Francisco Gonçalves (c) Outubro 2007
( francis.goncalves@gmail.com )

Portugal é um país à beira da irrelevância e da mais absoluta falência económica e social

Um país onde impera a mais danosa corrupção perante os olhos de todos os portugueses e da justiça há décadas, onde a justiça não funciona, onde apenas os "amigos" dos partidos têm empregos e financiamentos a fundo perdido.

Onde um pobre por roubar para comer é preso, e submetido muitas vezes a violência gratuita, e os vigaristas que defraudaram, e continuam a defraudar, o país e os contribuintes em muitos milhares de milhões de euros, continuam a monte, na mais perfeita liberdade de movimentos e de acção, e até em encontros formais e informais com governantes de um país que se diz democrático!

Em suma um país que perdeu a vergonha e meteu a ética e a moral num baú qualquer no sotão, e que terá os seus dias contados, para mal dos seus cidadãos e ainda pior das gerações vindouras.

Mas cidadãos esses que também tem uma quota parte da responsabilidade, pelo estado de ingovernabilidade a que chegou o país, pois viram toda esta evolução e nada fizeram, ou disseram. Por medo, por acomodação, porque estariam a beneficiar do sistema ou talvez por muitas outras razões. Mas nada os desculpa de não terem exercido a sua cidadania e o seu direito a exigir que os politicos e os governantes deste país se pautassem por transparência e com justiça, explicando com verdade o estado da nação.

Agora parece-me tarde demais, mas talvez ainda a tempo de sair do "buraco". Vai é custar muito mais sacrificios a todo o povo, e sabe-se lá com que futuro os cidadãos, e as gerações vindouras, poderão vir a contar!!

Francisco Gonçalves @ Feb 2011

Um Cidadão inconformado e pefeitamente "lixado" com o estado de um país (que é o meu) e que se governado com rigor e honestidade bem poderia ser um exemplo de vanguarda na Europa.
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Resta-me o consolo de alguém muito mais lúcido que eu e que já sofreu a mesma mágoa que agora sofro, do qual aqui vos deixo um excerto:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.".

Excerto de Guerra Junqueiro,"Pátria", publicado em 1896

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