25/01/2013

As redes sociais como factor potenciador da produtividade e da inovação nas empresas

Quando se fala de incremento da produtividade (individual e de grupo) temos que admitir que a produtividade aumentou continuamente nestas últimas décadas, mas que apesar de tudo isso as empresas parecem não ter conseguido 
Softelabs-small.gifmelhorado sua situação financeira nem a dos seus colaboradores. Aliás esta é a problemática da produtividade desde há já longos anos, em que apesar da evolução e dos enormes saltos tecnológicos, os processos em si não evoluíram tanto como seria de esperar, tal como não evoluiu a "tradicional forma de fazer as coisas". Facto aliás que desespera oSocial-Networks1.jpg mundo, envolvido numa lógica de competitividade acrescida não correspondida pelo factor produtividade.
 O mundo está a viver um processo de mudança disruptiva e a assistir-se a uma vaga transformacional que se iniciou com o movimento de open-source e que ameaça estender-se a toda a sociedade e actividades humanas. Todas as ideias desenvolvidas de forma aberta tem o contributo activo de grandes comunidades levando as pessoas a participar cada vez mais nos processos de inovação e a criar valor. A democratização da inovação e a partilha acelerada do conhecimento é um processo aberto, dinâmico e viral, que está a determinar por sua vez novas forma de fazer ciência, investigação, aprendizagem, etc.
O sucesso no mundo dos negócios depende hoje de factores que dizem sobretudo respeito à organização humana e em torno de aspectos como: a colaboração, inovação e resolução de problemas. Através da introdução da computação social, pode trazer-se racionalidade e rigor a esses domínios e, simultaneamente, fornecer as ferramentas para a comunidades florescerem e se desenvolverem.

E é aqui que as 
redes sociais e as plataformas de software de web social, como blogs, wikis e principalmente organizadas em torno de comunidades on-line podem tornar as empresas, e as sociedades em geral, mais produtivas e eficazes. Considero pois que o futuro da colaboração dependerá, no futuro, inteiramente do que se poderá designar porprodutividade social - fazer as coisas acontecerem através de redes sociais ad hoc em vez de dependerem apenas de progressos individuais ou em colaboração num grupo de trabalho, que é sempre muito mais restrito.
Charles Darwin, afirmou: "Na longa história da humanidade (e das espécies animais também) aqueles que aprenderam a colaborar e improvisar mais efectivamente têm prevalecido".
A produtividade social irá crescer geometricamente e de modo viral, tanto mais quanto as pessoas e os serviços aderirem à revolução que já está em marcha. E a "magia" da adesão, que à partida parece complexa e difícil de atingir, consiste em Social-Networks2.jpgtransformar os colaboradores e pessoas passivas, em actores num comunidade que se identifique com a sua forma de ver o mundo e que lhe proporcione uma participação activa e imersiva nos processos e negócios da empresa ou da organização em que se inserem. Imagine ainda os seus clientes a participarem e a contribuírem com ideias e opiniões sobre novos produtos e serviços, bem como sobre novas formas de fazer as coisas? Aqui, cito Albert Einsten que disse "Love is a better teacher than duty.".
Pois, que benefícios acrescidos tem este tipo de colaboração ad hoc, indo para além das fronteiras organizacionais ? Talvez para projectos ambíguos e incertos e para as tarefas em que os próximos passos e destinos eventualmente não sejam de todo evidentes - concepção de um produto inovador ou resolver um problema do cliente, especialmente espinhoso, por exemplo. Tais projectos exigem conversas com pessoas fora dos grupos normais de trabalho, rajadas de percepção, "feedbacks" e resolução criativa de problemas, ao invés de discussões com colegas de equipe actual, o conhecimento estático, e processos pré-definidos.
Usando recursos como fóruns de discussão, blogs, wikis e gestão de documentos, uma rede social une os funcionários das empresas e os seus processos de trabalho com os clientes, prospects, fornecedores, colaboradores, colaboradores externos e terceiras partes interessadas.
No processo de socialização, uma rede de relações sociais é estabelecida. A Computação Social é, portanto, em essência, uma forma de codificar e explorar as relações entre pessoas e agentes articulados em espaços sociais com multidões, comunidades, países, mercados, etc.
Um aspecto deveras importante desses serviços providenciados pelas plataformas de redes sociais, que não podem ser ignorados no entanto, é a forma como permitem às pessoas conectar-se com os outros, construindo uma rede de amigos e conhecidos. Muitas destas conexões podem até trabalhar para outras empresas que são clientes potenciais ou existentes, e amizade deste colaborador poderia potencialmente resultar numa ligação e oportunidade de negócio. Por muitos anos, os executivos têm usado o campo de golfe como sua base de redes sociais. Agora podem utilizar as redes sociais para esta tarefa concentrarem-se no seu jogo, quando forem jogar golfe !!!
As aplicações de computação social estão agora a centrar-se na web com suporte às comunidades on-line, como redes sociais, wikis, blogs e mundos virtuais, fornecendo feedback sobre o comentário social interactivo, o entretenimento, os avanços científicos, médicos e serviços empresariais, etc. Esta também suportam as técnicas de previsão colectiva e a tomada de decisão, utilizando o poder combinado de grupos e comunidades para resolver problemas difíceis, como aqueles associados com as grandes catástrofes e conflitos. Além disso, são cada vez mais aplicados para ajudar a analisar como evolução das tecnologias e políticas podem alterar o comportamento político, social e cultural.
Sem dúvida que as redes sociais, o social bookmarking, os fóruns, blogs, Wikis, partilha de vídeo e microblogging são os novo caminhos para a produtividade nas empresas, nas escolas e em todas as outras formas que a actividade humana assume.
Demonstrar os benefícios de produtividade social de uma forma que faça sentido para as empresas em adaptar a TI às exigências do mercado de formas quantificáveis e com retorno sobre o investimento, são talvez difíceis de mostrar quando se fala de incentivo à inovação e solução de problemas ambíguos ao invés da sua efectividade em melhorar processos individuais ou de grupo de trabalho e com menores custos.
Como já atrás mencionado, as redes sociais ou software social está totalmente focado em capacitar as conversação e a troca de ideias. As redes de cooperação são focalizados em grupos de acesso e organização de dados em formatos de recursos variados que permitem a tomada de decisões, a colaboração e reutilização da informação ou conhecimento. As redes de cooperação será cada vez mais criticamente importantes para as empresas e organizações, ajudando a estabelecer uma cultura de inovação e materializando a excelência operacional.
Ainda de acordo com o analista de mercado Gartner, esta aponta em análise divulgada na última terça-feira (27/10/2009) que, em 2013, 80% das plataformas de colaboração das empresas serão inspiradas nas técnicas adoptadas por redes sociais, sites e blogs de hoje (ver Artigo). Ainda segundo este analista do mercado de sistemas de informação, também por 2013, mais de 80% das empresas terão como norma partilhar informações na Web, através de mecanismos e sites web social (ver predict da IDC).O Futuro

Muitas organizações têm vindo nos últimos anos a adoptar ferramentas Web 2.0 para estimular a inovação e a produtividade. E algumas estão a começar a abraçar as redes sociais como uma forma mais eficaz de serviços de marketing e acompanhamento do comportamento dos seus clientes. Aliás, as redes colaborativas na empresa, já são hoje tão indispensáveis como e-mail ou o telefone.

Mas a aplicação de computação social para melhorar a qualidade do processo de decisão, a optimização de processos e cenários de previsão ainda não estão no horizonte das empresas, mas serão certamente os próximos passos no sentido da adaptação e capacidade de sobrevivência das empresas, num mercado globalizado e cada vez mais competitivo.

O negócio não está separado da mudança social. No futuro, a computação social será um componente essencial e integrante da gestão estratégica e operacional da empresa do futuro, ao mesmo tempo, transformando a web numa plataforma verdadeiramente global, colaborativa e social, tirando partido da 
inteligência colectiva ao nível planetário.

Num futuro não muito longínquo (2-5 anos) os 
mundos virtuais em 3D, os jogos e as simulações farão também parte da panóplia de interacções, numa sociedade integrada em rede e capacitarão as redes sociais e empresariais do futuro, que terão características altamente imersivas e facilitarão ainda mais a socialização, independentemente do local físico de cada pessoa num dado momento.
Mais, serão ainda as 
redes sociais o elemento aglutinador que determinará quais as tecnologias que serão adoptadas em cada momento, em função do ponto evolutivo em que a humanidade se encontrar !!
Softelabs-small.gif

"A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise ! Ela é a crise!”.


Rob Riemen. “A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!”.

Como tenho afirmado, esta classe politica e os actuais partidos são parte do problema do País e já não fazem mais parte da solução.

A solução terá de vir dos cidadãos, que terão obrigatóriamente que se mobilizar em massa e organizarem-se, para resolver os seus próprios problemas e os do seu País. De outra forma espera-nos mais MISÉRIA, CORRUPÇÃO E UM SEM NÚMERO DE INJUSTIÇAS e a regressão ao mais puro sub-desenvolvimento da Nação.

Os problemas apesar de complexos têm sempre solução na maioria das vezes simples. Temos é uma classe politica de manhosos, mentirosa, vigarista e corrupta, que em vez de contribuirem para a resolução dos graves problemas dos cidadãos, são eles a principal fonte de todos os nossos problemas.

Recordo que a Assembleia da República foi recentemente considerada o CENTRO DA CORRUPÇÃO EM PORTUGAL, pelo Dr. Paulo Morais.

Mais palavras para quê? Os factos estão aqui e não me desmentem!

"Não se podem resolver os problemas utilizando o mesmo tipo de pensamento que usámos quando os criámos." [Albert Einstein]

Francisco Gonçalves em 23Abril2012
francis.goncalves@gmail.com

"A humanidade não se divide em heróis e tiranos. As suas paixões, boas e más, foram-lhe dadas pela sociedade, não pela natureza." [Charles Chaplin]

“A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!”
O filósofo holandês Rob Riemen esteve em Lisboa à conversa com o i sobre o espírito de resistência e o “eterno retorno do fascismo”.

"A democracia parece estar limitada a ir às urnas de x em x anos. O que é afinal uma verdadeira democracia?Quando Sócrates foi levado a julgamento disse “Vocês já não estão interessados na verdade” e isso continua a ser assim. É por isso que chamei ao meu primeiro livro “Nobreza de Espírito”, porque para a teres não precisas de dinheiro, nem de graus académicos. Nobreza de espírito é a dignidade de vida a que todos podem ter acesso e é a essência da democracia. O espírito democrático é mais do que ir às urnas e se eles [políticos eleitos] não se baseiam nessa nobreza, os sistemas colapsam, como estão a colapsar. Foi Platão que disse que “a democracia pode cometer suicídio” e é assim que começo o “Eterno Retorno do Fascismo”. A grande surpresa para Ortega y Gasset foi que, livres do poder da Igreja e da tirania e aristocracia, finalmente havia democracia e o que fazemos? Estamos a matá-la! Isso aconteceu em Espanha, em Portugal, em Itália, na Alemanha, esteve perto de acontecer em França... Há um livro lindíssimo que Sinclair Lewis escreveu, “Não pode acontecer aqui”, mas a verdade é que pode facilmente acontecer nos EUA. O livro de Philip Roth, “A Conspiração contra a América”, prova-o.
(...)..  Ler o Artigo completo ...".



Como será o Trabalho no futuro próximo !?


Trabalho do futuro

(...)..
Com as tecnologias de impressão em 3D o consumidor pode virar um pequeno produtor, descentralizando a produção. Não apenas consumindo o que produz, mas vendendo em pequena escala industrial. Seria essa uma nova revolução industrial.
Milhares de produtos feitos em fábricas poderiam, no futuro, ser produzidos em casa, com alta qualidade. O diferencial vai estar no design personalizado.

Outra notícia. Um jovem queria produzir um relógio inteligente, usando aplicativos e uma tela especial. Não tinha nenhum dinheiro. Colocou seu projeto num site de financiamento coletivo --e arrecadou cerca de R$ 10 milhões.
Isso significa que, no trabalho do futuro, haverá cada vez menos intermediários, e o consumidor terá cada vez mais força.
Será que vamos ter um renascimento dos tempos em que as cidades eram tomadas por mestres de ofício?
...(...).



O futuro de incertezas e de mudanças rápidas na sociedade e no mundo!


A roda do progresso que já está em movimento no sentido de um novo estádio da globalização, e em aceleração cada vez maior, não augura nada de bom para o futuro do País e do Mundo. Se a deixarmos em "roda livre", como temos feito até aqui, ela irá agudizar ainda mais o fosso entre ricos e pobres, agora com uma diferença maior porque além da diferença entre os que têm dinheiro e os que não o têm, passa a existir uma outra segmentação de forças, que é entre os que têm especializações e competências vastas e os que as não as possuem de todo.

Logo a exclusão social terá tendência a agravar-se ainda mais e para níveis que poderão ser fatais para as sociedades. Portanto só há um caminho que passa por reabilitar a politica e os politicos, que façam politica verdadeiramente em nome do povo, e para o povo, com total independência do poder económico e mais apoiados nos poderes verdadeiramente democráticos da nação, actuando de forma totalmente transparente e que possam assegurar alguma equidade e justiça social e sistemas de educação e ensino, ajustados a estes novos tempos que estão a chegar, perante um mundo que terá tendência a ser mais desigual, do ponto de vista económico e social.

Daí o meu activismo por mudanças no campos politico, porque se não as fizermos atempadamente, o país será cada vez mais um pardieiro mal frequentado, onde a instabilidade social ganhará terreno e a destruição do país e o atraso social serão o único garante, na vida de todo um povo.

Francisco Gonçalves in 18 June 2012
francis.goncalves@gmail.com

24

A competição "versus" a coopetição saudável !


Já por aqui tenho escrito algumas vezes que a sociedade enferma de uma doença grave relativamente à competição. 

Na escola, nas empresas e em geral na sociedade incitam-se as pessoas a competirem entre si, e esquece-se completamente o espírito de colaboração e a partilha, até porque estas são mutuamente exclusivas em minha opinião.

A sociedade até ao Séc. XX conseguiu razoavelmente os seus objectivos, pela competição entre as pessoas, mas no séc XXI, para que as sociedades possam evoluir mais rapidamente, necessita não de competição, mas de colaboração e cooperação (ou seja coopetição). Até porque a competição em si é um mito (do ponto de vista de obtenção de resultados), já que a própria evolução das espécies na Terra, se fez sempre em função da colaboração e adaptação ao meio e não pela competição.

Nas sociedades actuais para além da colaboração é preciso substituir a competição entre pessoas, pela luta de cada ser humano pela sua superação individual, e tendo sempre como meta a excelência.

"Um homem criativo é motivado pelo desejo de alcançar, e não pelo desejo de vencer os outros. "Ayn Rand 

Francisco Goncalves.
(Francis.Goncalves@Gmail.com)

Portugal vive hoje por entre elites “doentias” e paranóicas que insistem em (des) governar-nos !


Portugal vive hoje por entre elites “doentias” e paranóicas, que insistem em divergir da realidade que nos rodeia !

Vivemos tempos complexos, não porque a sociedade seja mais intrincada que em qualquer outra época da história, mas sim porque os valores e a moral se evaporaram e a mentira, a falácia e a dissimulação passaram a ser as ferramentas de "marketing" de toda uma sociedade, em que metade do mundo tentar enganar a outra metade! Em que um cidadão engana o seu vizinho, através da ostentação de riqueza e/ou de poder, que de facto não tem, nem nunca teve. O empresário que ostenta riqueza que não possuí e que o leva a criar compromissos danosos para a sua empresa, pondo em risco projectos e dinheiro privados e públicos. E tudo isto e muito mais ocorre, sem qualquer responsabilidade, ética, moral e menor responsabilização ainda de quem deveria assegurar que, situações desta gravidade não ocorreriam nunca ou então seriam gravemente punidas, para que mais não se pudessem repetir!

Eu sempre assumi que numa empresa, colectividade ou mesmo a governação de um país, não será necessário passar o ano a publicitar aquilo que supostamente se quer "mostrar" como obra feita ou resultados a conseguir/conseguidos. Mas esta é a prática e é difícil perceber porque se gasta tempo e esforços, a tentar demonstrar todos os dias, aquilo que deveria estar à vista de todos no final desse mesmo ano, pelo menos!

E eu pergunto e questiono-me: Então se a obra está feita e os resultados foram atingidos, qual a necessidade de publicitá-los e convencer as plateias disso mesmo??Digo eu - os resultados e as obras feitas não falarão por si só ?

Sempre aprendi que quando alguém tem necessidade de explicar algo, então é porque já perdeu !

Vivemos, como tal, um tempo de ilusionismo onde brilham os "encantadores de serpentes" e onde o espectáculo e a ribalta são mais importantes do que as realizações, ou pior que isso, o que conta não é obter sucesso, mas sim simular o sucesso!

Portanto, não admira que os resultados de 38 anos de politica assim dissimulados, nos tenham conduzido a este lodaçal dantesco e a um país na mais absoluta falência económica, social e à mais densas trevas, onde perdura a ignorância e a iliteracia, que transpira hoje por todos os poros de Portugal.

É caso para reflectir e perceber que “antigamente  os homens realizavam e não falavam. Depois começaram a falar e a realizar. Hoje, falam e já não realizam “ [Omar Ibn Al-Hores]

Mas não realizar já nem é o mais grave nesta sociedade doente e completamente paranóica. Já o é, e de gravidade letal, o facto de nada se realizar e ao mesmo tempo se vender a ideia de que tudo está a ser feito e com muito sucesso, o que nos fez chegar ao conceito supremo de “democracia de sucesso”, com o líder da manipulação e da mentira atroz, chamado José Sócrates, ao qual sobreveio e chegou ao poder o (Cândido) Passos Coelho, enfermando exactamente dos mesmos sintomas clássicos, e com as mesmas técnicas comportamentais (abjectas),  mas que como povo ainda não aprendemos aparentemente a distinguir!

E, só reconhecendo estes factos autênticamente criminosos e o engano a que todo um povo foi vilmente condenado ao longo de 38 anos, poderemos inverter estas ideia peregrinas e estas prestigiações diabólicas de que a imitação do sucesso é mais importante que o real sucesso, de que mais importante parecer do que ser, e de que o “segredo do sucesso é a honestidade - e uma vez aprendido o truque de como fingi-la, o sucesso é garantido”.

"O truque supremo da demência em massa é que convence que a única pessoa anormal é aquele que se recusa a aderir na loucura dos outros, aquele que tenta resistir." [dramaturgo Eugene Ionesco].

E.. O poder quando não se legitima pela conquista diária, torna-se ilegítimo, corrompe e é corrompido!

Francisco Gonçalves in 26July2012
francis.goncalves@gmail.com

19/01/2013

O exercicio abjecto do poder nas sociedades e democracias actuais!


Eu sou contra toda e qualquer forma de protagonismo e de teatrização na politica ou na sociedade em geral.

Para circo já bastou o que os romanos inventaram e o que já trouxemos até nós!

E tenho para mim que enquanto se mantiver este fenómeno como teatral, mantendo-se o centro de toda a atenção, e também através dele as opiniões sempre manipuladas, a começar pela realidade objectiva, este mundo será sempre propriedades intrinsecas de um pequeno grupo de malfeitores. Malfeitores estes sempre a escravizar milhões de seres humanos, que serão sempre manipulados e exercendo-se sobre estes um poder abjecto autênticamente medieval.

Aliás tal como enunciam as leis de Murphy “Tudo aquilo que passa a ser aceite como verdade por todos, está destinado a ser falso”.

Precisamos sobretudo começar a por em prática nas sociedades, novas formas de gestão e de controle de poderes, para que estes não virem um mero e continuado exercício abjecto de poder, sempre de uma minoria sobre uma maioria, sem defesa. E passo a citar:"Cada vez mais numa sociedade global as empresas organizam-se de forma a tornarem-se cada vez mais competitivas, ocuparem a linha da frente nos negócios e evidenciarem-se pela performance que adoptam. Os dois autores deste livro recorrem a uma metáfora para tipificarem as organizações institucionais em dois modelos. Segundo eles, existem empresas que adoptam o conceito estrela-do-mar e outras que se regem pela máxima da aranha. 

As que se enquadram no espírito de estrela-do-mar são empresas que se regeneram tal como a estrela, se lhe arrancarem um pata, ela volta a criar uma nova extensão a partir daí. Quanto à aranha, se lhe arrancarmos a cabeça, classificada como o topo da hierarquia, ela desmorona-se e a empresa pode ficar em situação de risco. No caso das empresas estrela-do-mar mesmo quando sofrem uma perda, elas vingarão pois ao contrário da aranha são descentralizadas e os seus lugares de topo substituídos, mantendo a organização inabalável.

As empresas estrela-do-mar estão a mudar as regras estratégicas e de competição das empresas tradicionais que têm uma hierarquia piramidal e uma estrutura muito definida. O livro mostra o poder destas organizações descentralizadas e a sua superior capacidade de resistência relativamente às organizações centralizadas, um facto ilustrado através de inúmeros exemplos. "Um livro inovador que mudará a forma de encarar o mundo empresarial.”. (Fim Citação).

Extraído do livro A Estrela-do-Mar e a Aranha de Rod A. Beckstrom, Ori Brafman

Francisco Gonçalves 16Dec2012
(francis.goncalves@gmail.com)

O poder quando não se legitima pela conquista diária, torna-se ilegítimo, corrompe e é corrompido!

16/01/2013

Alcançando a felicidade num mundo em constante mudança e cada vez mais complexo!


A vida e o mundo cada vez são mais complexos e tendem a enredar-nos nesta complexidade crescente e se não estivermos atentos, quando nos damos conta estamos num mundo interior e exterior tão denso e complicado, que a nossa própria vida se começa a tornar quase insuportável e de tensão sempre crescente. Até a saída desta situação muitas vezes começa a perecer impossível e ainda mais insuportável!

Para inverter esta tendência moderna de caminharmos para o abismo, até porque não fomos educados e preparados para enfrentar tal grau de complexidade crescente, só há uma chance em minha humilde opinião. E essa  solução tem o nome de simplificação. Já dizia Leonardo Da Vinci que "a simplificação é a última sofisticação". Penso também que a decisão terá de passar pelo nosso compromisso em assumir a simplificação de toda a nossa vida, começando por inverter o papel do "ter" e do "ser" nas nossas vidas e qual a importância relativa de cada um deles em relação ao outro.

Já dizia também Tomás de Kempis "Homem: Deves sempre preferir a necessitar menos, que a possuir mais". Com base nestes pressupostos a felicidade fica também bem mais fácil de alcançar do que anteriormente! E a simplificação da nossa vida passa por adoptar sempre o lema e em escolher sempre a simplicidade “versus” a “sofisticação”e a complexidade.

O tempo não passa mais rápido do que antes, é apenas a nossa mente que pretende entrar no abismo de querer sempre fazer mais do que consegue, resultando isto na sensação de que o tempo jamais é suficiente. Ora isto gera angustia, tristeza e insatisfação em nós mesmos e uma crescente e muitas vezes imparável ansiedade que muitas vezes acaba mesmo em perturbações e doenças do foro mental, bem graves e sempre com um sofrimento muito grande.

Ainda  porque hoje a humanidade em geral prefere adoptar sempre a sofisticação em vez da simplicidade, e em vez de tirar conclusões simples, prefere elaborar teorias complexas sobre tudo e todos, teorizando sobre aquilo que existe e o que não existe.E nada mais perigoso do que pouco conhecimento e muito orgulho e ego, pois esta combinação é letal para os seres humanos e para a sociedade no seu todo.

Prefira assim, sempre resolver seus dilemas com simplicidade e, também, levar uma vida simples. desfrutando mais das poucas e boas coisas que tem, do que almejar conquistar ainda mais, que ainda não têm.

Não precisamos satisfazer todos nossos desejos e em todos os relacionamento devemos privilegiar, poucos e bons e apenas os objectos que nos bastam e que sejam eficazes e nos ajudem ainda a simplificar mais a nossa relação com os outros e a vida em geral.Estas simples atitudes atrás enunciadas brindar-nos-iam com a sensação de que sobra tempo para tudo e até para buscarmos a felicidade que todos nós seres humanos almejamos!

E a terminar nunca esqueça este lema e tente interiorizá-lo na sua relação consigo próprio, e com os outros : " A SIMPLICIDADE É A ÚLTIMA SOFISTICAÇÃO".

VALE A PENA PENSAR NISTO ! :)

Por: Francisco Gonçalves
"In" Notas Soltas @22 December 2012
( Francis.Goncalves@gmail.com )

05/01/2013

Portugal e a falta de recursos realmente especializados!



Em Portugal, ao contrário da maioria dos países não se valoriza a experiência profissional, nem as pessoas com mais idade, que obviamente terão mais experiência, pelo menos de vida, e o resultado a que chegámos e a situação que vivemos hoje na nação, é também consequência destas "estratégias" demenciais, de quem tem mais responsabilidades na condução do país e das suas empresas. 

Aqui neste país, cada vez menos produtivo e sempre sem capacidade de inovação que faça a verdadeira diferença, quem tem mais de 35 ou 40 anos já está "velho" e é mesmo comum ver em anúncio de emprego (algo que a própria constituição não permite) anunciar uma vaga, mas exigindo uma idade inferior a 35, 30 ou ate 25 anos (pasme-se!!) !!?

Um País que não se respeita nem aos seus cidadãos, não se pode dar ao respeito nem ser tido como um parceiro sério, mesmo perante o mundo.

A demência de políticos e gestores sem qualquer cultura humanista e menos ainda aptidão para perceber o que são recursos humanos e como estes podem ser motivados, leva a que este país venha a ser condenado cada vez mais, a ter baixa produtividade e competência, a caminho de um terceiro mundo imundo.

E Cito [Antoine Saint Exupery] na esperança que se faça luz na ininteligência nacional vigente -

"É preciso viver muito tempo para se tornar um homem. Entrelaça-se lentamente a rede das amizades e das ternuras. Aprende-se lentamente. A obra compõe-se devagar. É preciso viver muito tempo para que a pessoa se cumpra”.[Antoine Saint Exupery]

E para as empresas que não sabem como se obtêm um especialista, bem.... Na Coreia do Sul há a noção exacta que para formar um excelente técnico especializado são precisos em média 10 a 15 anos...(como cá, não??!!). Ou seja, são necessárias no mínimo 15,000 horas de imersão na(s) área(as) de especialização.



E lembremo-nos que "a conquista da excelência só pode ocorrer se uma organização promover um ambiente e uma cultura de insatisfação criativa." [Lawrence Miller]

Vejam (no vídeo abaixo) como a Coreia do Sul está a preparar as gerações do futuro e assim a mudar radicalmente o país, corrigindo os aspectos negativos que a sua cultura tem de momento!

Francisco Gonçalves in 31Dec2012


A revolução em curso na educação na Coreia do Sul!


Francisco Gonçalves


( francis.goncalves@gmail.com )


02/01/2013

O Pensamento de Agostinho da Silva e o devir !

O Pensamento de Agostinho da Silva

O pensamento de Agostinho da Silva tem que ser bem analisado no contexto daquilo que é e será a nova economia da conceptualidade.
Foi de facto um homem com uma visão, muito para além do que o comum dos mortais seria capaz de divisar !
Para constatar o que pretendo explicar,  vale a pena ler e reflectir sobre o pensamento de  Agostinho da Silva , só depois de ler este artigo da Wikipedia sobre a nova economia da conceptualidade (e links associados), que não tenho dúvidas dominará o Séc XXI e será o seu esplendor maior, e ainda mais criador de riqueza, que a humanidade jamais sonhou!  a nova economia da conceptualidade!

Agostinho da Silva será mais um homem que poderá ficar esquecido nos anais da história apenas, e pela incapacidade da humanidade em entender contextos com futuro e apenas se situar no plano do passado.
São pessoas que nascem para ter razão muito antes do tempo. Eu sei e consigo entender minimamente este potencial inato, porque de alguma forma se tem passado comigo ao longo  de toda a minha vida, embora a uma escala modestamente mais pequena, como me é óbvio!

Outro exemplo, entre muitos outros que poderia citar, de incompreensão humana é Marx, que teve razão muito tempo antes do tempo, e agora como é história e politica, e não filosofia é esquecido ou mal tratado pela estupidez humana pura e dura!
Obviamente é a minha opinião (e alguma visão pessoal também), mas só o conseguirá entender à luz daquilo que é a economia da conceptualidade e para isso aconselho (modestamente é claro) a leitura deste livro onde tudo lhe ficará mais claro, acredito ! - A Nova Inteligência de Daniel H. Pink !

O Prof. Agostinho da Silva é para mim, um homem maior que simboliza o espírito das descobertas e o Infante D. Henrique, e que se fosse descoberto (pelos portugueses), nos permitiria catapultar a Nação, 
 para o centro do mundo novamente!

Infelizmente somos um povo dirigido por um bando de "surdos", que por não ouvirem nada, são uma espécie da família dos calhaus portugueses: inertes e sem visão!

‎"Na vida, não existem soluções. Existem forças em marcha: é preciso criá-las e, então, a elas seguem-se as soluções."[Antoine de Saint-Exupéry]

Francisco Gonçalves in Jan2013
E-Mail: Francis.Goncalves@Gmail.com

Pérolas de saber e devir!
As conversas Vadias de Agostinho da Silva, entrevistado pela Jornalista Maria Elisa !


Combater a Opressão 
"É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem; a existência passou a ser para ele o meio que um deus benevolente colocou ao seu dispor para conseguir, pelo que lhe toca, deixar uma centelha onde até aí apenas a treva se cerrara; é um esforço de indivíduo que reconheceu o caminho a seguir e que deliberadamente por ele marcha sem que o esmoreçam obstáculos ou o intimide a ameaça; afinal o poderíamos ver como a alma que busca, após uma luta de que a não interessam nem dificuldades nem extensão." 

Agostinho da Silva, in 'Considerações'

‎"A invalidação do individuo, eu a considero o pior dos males do capitalismo. Inculca-se no estudante uma atitude competitiva exagerada, instruindo-o a adorar o êxito aquisitivo."
[Albert Einstein]

‎"Sou suficientemente artista para desenhar livremente com a minha imaginação.
A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado.
Com a imaginação posso englobar o Mundo."
[Albert Einstein]

Translate