06/11/2009

Como seria o mundo se a economia fosse norteada por uma filosofia aproximada à do movimento open-source ?


A resposta: Aberto e acessível

E por favor não me chamem idealista !!!

O movimento e a estratégia do open-source funciona mesmo e, é rentável, inovador, inspirador e catalisador de ideias e progresso, criando riqueza, e sempre apelando às ultimas
tecnologias, ........

Mas sobretudo, assegura democraticidade no acesso aos seus bens produzidos, ... (vejam-se todas as iniciativas como o projecto OLPC, no Ensino das tecnologias em modo aberto, iniciativas nos países mais pobres, etc, etc ( e porque não a própria google com iniciativas como o acesso gratuito a ferramentas de escritório, livros electrónicos, pesquisas, Web semântica, mapas, Google Earth/Moon, etc, etc!!!).

E é movido mais pela paixão do que pelo lucro .....

Inspira outras actividades humanas e introduz liberdade de uso (já existem conceitos open-source aplicados ao Ensino (aliás o futuro do ensino será sem dúvida de base open-source !), à ciência e investigação, indústria automóvel, energias alternativas, e muitas outras... incluindo a indústria de produção proprietária em geral, que está a aprender com o open-source, de como lidar com a mudança rápida e disruptiva e o caos, sobretudo na liderança e motivação de equipes geograficamente distribuídas, de forma eficiente e mais produtiva .......
.. mas não só, pois também fomenta
rapidez, eficácia, qualidade, aumento da comunicação, participação ao nível mundial, e logo o principal motor do progresso acelerado que caracteriza a sociedade do Séc. XXI.

Ainda e de forma a tirar pleno partido das amplas possibilidades proporcionadas pela Inovação Aberta, os líderes em todo o mundo estão a aplicar o modelo de inovação colaborativo em áreas como a dos conteúdos (Wikipédia), Medicina (Open Source Drug Discovery) Publicações científicas (Public Library of Science), Direitos autorais flexíveis (Creative Commons), e em muitas outras áreas.

A inovação que foi e é possível graças aos esforços de milhares de pessoas colaborando no código-fonte do Linux, e do open-source em geral, é uma vantagem poderosa (e em constante crescimento) para o software de fonte aberta. Nos próximos anos, poderemos ver que o ritmo de inovação em código aberto superará qualquer coisa que os fornecedores de software proprietário e seu grupo fechado de programadores pagos poderão produzir.

O esforço de uma comunidade aberta é imparável e incomparavelmente evolutivo e a Inovação Colaborativa deverá tornar-se num dos pilares fundamentais do nosso futuro à escala global, quer ao nível tecnológico, social, económico e mesmo político.

Ao adoptar o open-source está a defender o espírito e iniciativas que asseguram uma sociedade e um mundo mais justo, livre e democrático !!!!

E sobretudo mais orientado pela paixão e a comunidade menos cega pelo lucro e a avidez !!!!!

"Ter princípios e ter lucro, não são mutuamente exclusivos." Simons Philips, diretor de estratégia @ ForgeRock

Junte-se a esta comunidade e contribua com as suas ideias, a sua colaboração, os seus donativos e a sua generosidade ......

Visite o link : http://www.opensource.org/

Open Source Initiative

"Open source é um método de desenvolvimento de software que utiliza a força da revisão por pares distribuídos e a completa transparência no processo. A promessa de código aberto é a de oferecer melhor qualidade, maior confiabilidade, maior flexibilidade, menor custo, e representa o fim de uma filosofia de vendor lock-in, que é altamente predatória.

A Open Source Initiative (OSI) é uma corporação sem fins lucrativos formada para educar sobre o defender os benefícios da fonte aberta e para construir pontes entre os diferentes componentes da comunidade open-source.

Uma de nossas actividades mais importantes é como um organismo de normalização, a manutenção da Open Source Definition, para o bem da comunidade. O Open Source Initiative License Aprovado é um programa que cria um vínculo de confiança em torno do qual os desenvolvedores, utilizadores, empresas e governos do mundo inteiro podem organizar o open-source numa óptica de cooperação.".

OSI Top News

16/09/2009

As Agências Bancárias do Futuro na economia Conceptual !!!

Os bancos terão cada vez mais que marcar a diferença pela qualidade e inovação dos serviços que prestam aos seus clientes. E as tecnologias de informação e telecomunicação asseguram que estes dois factores estão presentes e acentuam o domínio de mercado, pelas organizações que mais rapidamente as adoptam.

A tecnologia tem como tal, ao longo dos últimos 30 anos, vindo a redefinir o modo como os consumidores interagem com os bancos aos mais variados níveis, mas infelizmente ainda não nos moldes em que o negócio se desenvolve.

No entanto, apesar das caixas automáticos, Banca on-line através da Web e banca no telemóvel, a actividade tradicional continua a ser muito importante para os clientes e os próprios bancos. Os clientes exigem a conveniência dos serviços bancários, onde, quando e como quiserem, quer se trate da simples transferência de fundos on-line, ou de como aplicar as suas poupanças. Também a actividade comercial e a angariação de clientes continua fundamentalmente a ser conseguida através dos contactos locais, na comunidade em que os clientes se inserem. E aqui as expectativas das pessoas continuam fortemente no sentido de ter ligações mais estreitas e de obter um sentimento de diferenciação.

As agências bancárias, ou balcões, não terão como tal tendência para desaparecer, com a ainda mais rápida automatização de processos e a proliferação de acessos online e a massificação da mobilidade, como nos poderá parecer à primeira vista. Ao contrário, estas serão factor de diferenciação, através de uma maior personalização de serviços, de forma inovadora. A relação com o cliente (Customer Relationship Management) será o pólo aglutinador destes serviços, que serão adequados na exacta dimensão dos seus clientes, num novo estilo informal e flexível.

O vídeo:

As agências do futuro terão, para tal, que recriar espaços elegantes com uma atmosfera amigável. Os grupo-alvo serão as pessoas de qualquer nível de rendimento que querem tratar das suas finanças com total liberdade e sem qualquer aspecto mais formal ou rigoroso.

Terão várias áreas diferentes tecnologicamente apetrechadas e destinadas aos visitantes, com base por exemplo, na identificação por RFID do perfil bancário do cliente e após conhecer a razão da sua visita. Desta forma os clientes de maior valor podem aceder a áreas mais adequadas e obter os seus serviços mais eficazmente, enquanto outros clientes com perfil diferente podem ser solicitados a aguardar em sala onde os sistemas de informação lhe podem oferecer também informações personalizadas de utilidade intrínseca.

A Agência bancária do futuro promoverá seminários livres e eventos sobre como tratar das suas finanças e de envolver-se com o mercado monetário. Promoverá e divulgará eventos locais e regionais, envolvendo e envolvendo-se com a comunidade local em que se insere.

As redes sociais farão parte deste "puzzle" e serão o pólo aglutinador de eventos, ideias e negócios, que a tecnologia materializará através de serviços integrados de voz, dados e imagem, propiciando sessões de video-conferência, comunicação de voz, publicitação de eventos dos mais variados e de oferta de serviços bancários e outros, etc.

Os bancos do futuro flexibilizarão os actos bancários oferecendo um leque de serviços de molde a que o cliente possa lidar com o seu dinheiro com total independência e flexibilidade. E os serviços traduzirão muito mais do que dinheiro: Os bancos do futuro apresentar-se-ão como locais de reunião com total mobilidade, abrindo espaços para a arte, cultura e favorecendo a discussão de ideias e negócios, e um lugar de eleição para visitar e tomar um café, diante de um nova proposta de empréstimo / aprovação de crédito para aquisição de casa ou para investir num negócio próprio, enquanto apreciam uma pintura ou escultura de um brilhante artista plástico local.

O Séc XXI será dominado pela emoção e pela dominância do hemisfério direito do cérebro, como tal os balcões dos bancos, para além dos aspectos tecnológicos que estarão em mudança e adaptação contínuas, poderão acentuar a sua relevância e terão como tal reunidas condições para que as suas agências sejam pontos de encontro onde as artes em geral e finanças se podem interpenetrar, traduzindo espaços multi-culturais e de informação, assegurando que serão visitados pelos seus clientes, por forma a unir e, porque não, moldar preferências e tendências pessoais e de grupos.

Poderá não concordar com o que atrás descrevi, mas certamente que o vídeo acima lhe terá despertado a imaginação para outras inovadoras formas de serviços, que serão deveras apelativos para os clientes actuais e futuros dos bancos.

Francisco Gonçalves @ Softelabs as IT Architect & Open Source Solutions Advisor (2009).

Nota: Os seus comentários a este "post" são muitos benvindos !!! Diga-me o que pensa sobre este tema ou algo que queira acrescentar. Obrigado !!! (francis.goncalves@gmail.com).

Artigos relacionados:

Inovar é preciso !! A Arte e a orientação para a inovação nas empresas: a economia das Empresas, Portugal e os Portugueses agradecem....

Muito pouca atenção tem sido dada às políticas para a melhoria da capacidade das empresas em absorver e aplicar os frutos de uma maior compreensão da oferta da ciência e investigação, nem de como as necessidades dos mercados e os clientes são servidos e de como os efeitos de produtividade beneficiam as empresas e a comunidade de um País.
A inovação não trata apenas da descoberta inicial, é sobretudo sobre o processo de aprendizagem - aprender fazendo, a aprendizagem através da aplicação da tecnologia, de equipamentos e de sistemas de e-learning, através da interacção com os outros, e com o mundo. Os maiores benefícios da inovação são activados quando as empresas decidem estrategicamente criar uma vantagem competitiva, pela percepção do valor que geram ao descobrir novas e melhores ofertas de produtos e serviços, porque alguém está disposto a pagar por eles.

É crucial para compreender melhor como a inovação funciona ao nível da empresa e, em particular, como as empresas adquirirem, absorvem e aplicam o conhecimento de todas as fontes (da ciência e investigação, bem como dos mercados e clientes) para fornecer novas, diferenciadas e valorizadas ofertas de negócios, e continuamente sendo capaz de o fazer sempre que as condições e as circunstâncias mudam.
Essa inovação empresarial envolve a criação de competências e aprendizagem por parte das empresas. Mais do que apenas o toque empresarial, requer-se proficiência em sustentar o dia a dia de sistemas de negócio e competências de gestão para trazer produtos e serviços para o mercado e melhorar continuamente ofertas de mercado em resposta às mudanças deste, mesmo em circunstâncias adversas como em tempos de turbulências e crises económicas.

Mark Dodgson, da Universidade de Queensland na Austrália, identificou uma ampla gama de planos estratégicos, operacionais e de integração e sumarizou quais as capacidades necessárias para guiar as empresas inovadoras, e que são:
As competências estratégicas e de liderança
• capacidade para responder às mudanças no ambiente de mercado;
• comunicar claramente a intenção estratégica e articular a necessidade de operar a mudança através da inovação;
• capacidade de nutrir ideias inovadoras e criatividade em toda a empresa;
• compreender o valor que a inovação pode oferecer, e estar aberto a novos modelos de negócios alternativos;
• abertura para aprender com o fracasso ("quanto mais depressa errar, mais rapidamente poderá tentar de novo e acertar", Tom Peters 2008);
• pensar e agir a partir de uma perspectiva global.

Competências operacionais
• avaliação de oportunidades de inovação através de métodos formais para sua análise, avaliação e selecção, incluindo o mercado pesquisa e avaliação de riscos;
• identificar os desafios na gestão das actividades inovadoras, aquisição de ferramentas para tornar os processos mais sistemáticos e necessidade de configurar os recursos para apoiá-los;
• reduzir o tempo de ciclo e custo da inovação através da simulação, modelagem e uso de prototipagem virtual e rápida (uso de redes sociais e Web 2.0 e Web 3.0);
• criação de valor do projecto; capacidade de inovação dos colaboradores;
• Incentivar, através de incentivos e recompensas para a experimentação e inovação;
• proteger a propriedade intelectual de forma adequada e;
• Auditoria e medição do desempenho da inovação de forma significativa, incluindo a opção de valores que ela cria.

As capacidades integrativas
• colaborar efectivamente com parceiros, clientes e fornecedores na criação e entrega de inovação;
• respeitar e desenvolver quadros regulamentares, normas técnicas e exigências ambientais;
• intermediação de conhecimento sobre a inovação em toda a organização, limites profissionais e disciplinares.

O sucesso assenta em estratégias de longo prazo e deliberadas, concentrando investimento no suporte da empresa detendo e cuidando dos activos tangíveis e intangíveis. O mais importante aqui são a formação, aquisição de qualificações e competências, gestão de risco, recrutamento, design, transferência de tecnologia, proficiência em vendas e marketing, produção e capacidades específicas de gestão na óptica da inovação, acrescentando valor.
Inovação, portanto, precisa ser entendida não como apenas um sistema envolvendo novos produtos e tecnologias, nem apenas criatividade e empreendedorismo. A essência da inovação na prática é a criação de novo valor de mercado voltado para a transformação do negócio numa perspectiva aberta e colaborativa.
Como tal os gestores das empresas necessitam estar cientes de que estas têm que adaptar-se às tecnologias do século XXI e à luz das mais recentes ciências do comportamento (ver apresentação). Só a inovação nesta perspectiva poderá impulsionar as empresas e as sociedades na senda do sucesso e de mais progresso.

Francisco Gonçalves @ Softelabs (2009).

Fontes: Agenda Austrália on Innovation (c) 2009 (Studies & White Papers).
O Open Source e seu impacto económico 2008 (c)

Ver também:
Open Innovation

24/07/2009

Um Plano de Gestão de 18 minutos para o seu dia de trabalho

O poder do ritual na Gestão do Tempo

O Autor:

Peter Bregman e RSS Feed

2:27 seg. 20 de julho de 2009

Tags: Gestão do tempo

Ontem iniciei o dia com a melhor das intenções. Por isso andei toda a parte da manhã, no meu gabinete, com um vago sentimento do que queria concretizar. Então, sentei-me, girei sobre o meu computador e verifiquei o meu e-mail. Duas horas mais tarde, depois de lutar contra vários incêndios, resolver outros tantos problemas, e lidar com o que aconteceu para terem desabado tantos problemas sobre mim, através do meu computador e do telefone, eu mal conseguia lembrar-me do que tinha definido para realizar nesse dia. Afinal conclui ter sido alvo de uma emboscada, tal era a minha terrível sensação.

Nos tempos em que ensinava gestão de tempo, começava sempre com a mesma pergunta: Quantos de vocês têm muito tempo e não o suficiente para fazer isso, ou aquilo? Em dez anos, ninguém nunca levantou a mão, para obstar.

Isso significa que passamos todos os dias sabendo que não estamos a conseguir lidar com aquilo que temos para executar. Então, adoptar uma forma de como utilizamos o nosso tempo é uma decisão estratégica fundamental para a vida. Por isso é desde logo boa ideia criar uma lista com os itens a executar e outra com aqueles que se vão ignorar à partida. O mais difícil é concentrar a atenção em nós próprios.

Mas mesmo com essas listas, o desafio, como sempre, é a execução. Como você pode cingir-se a um plano, quando tantas coisas correm o risco de inviabilizá-lo? Como é que você pode se poderá focalizar em apenas algumas coisas importantes, quando tantas outras coisas exigem igualmente a sua atenção?

Precisamos de um truque. A focalização !!!!

Jack LaLanne, o guru de "fitness", sabe tudo sobre este truque, ele é famoso por si próprio mas cuida também de si todo o tempo. Faz natação de 1 milha por dia, anda e corre, enquanto os outros se movem apressada e nervosamente para os seus empregos. Mas ele é mais do que um apresentador, pois já inventou vários dispositivos de exercício, para ginásios, incluindo os com polias e os de selectores de pesos, actualmente disseminados por clubes e ginásios de todo o mundo. E apresentou o mais antigo programa de televisão sobre fitness, o Jack LaLanne Show, no ar durante 34 anos.

Mas nada disto é o que mais me impressiona. Ele tem um truque que eu considero ser o seu verdadeiro poder secreto.

O seu Ritual.

Com a idade de 94, ainda gasta duas horas do seu dia no seu exercício físico. Cerca de noventa minutos levantando pesos e 30 minutos a nadar ou caminhar. Todas as manhãs. Ele precisa de fazer isso para alcançar os seus objectivos: No seu 95o aniversário está a planear nadar a partir da costa da Califórnia em Santa Catalina Island, numa distância de mais de 20 milhas.

Para além disso, ele costuma habitualmente dizer, "Eu não posso dar-me ao luxo de morrer. Vai estragar a minha imagem.....". Perfeito, fantástico estado de espírito !!!!

Então, ele trabalha, consistente e deliberadamente, para com os objectivos que estabelece e faz as mesmas coisas todos os dias. Deixa que a rotina se instale e através dela estabelece uma disciplina consistente com a focalização que necessita para enfrentar e executar as tarefas diárias a que se propõe, na consecução dos seus objectivos e ideais.

Ele preocupa-se com a sua aptidão e e constrói-a através da sua calendarização diária.

Gerir o tempo é absolutamente necessário e terá que se tornar num ritual também. Não é simplesmente ter uma lista e um vago sentimento das nossas prioridades. Isso não é coerente ou deliberado. Tem que ser um processo contínuo, e que não importa o que a seguir acontece, mantém-nos focalizados sobre as nossas prioridades ao longo do dia e da vida.

Acho que podemos fazê-lo em três etapas diárias, que lhe ocuparão menos de 18 minutos, e isto para preparar um período de oito horas de trabalho diário, pelo menos....!!!

ETAPA 1 (5 minutos) Definir o Plano para o dia.
Antes de ligar o computador, sente-se com um pedaço de papel em branco e decidia o que irá tornar o seu dia muito bem sucedido. O que você pode realisticamente executar e que irá permitir realizar os seus objectivos, assegurando-lhe sair no final do dia sentindo que foi produtivo e bem sucedido?

Agora, mais importante ainda, ter o seu calendário e programar essas tarefas em faixas horárias, colocando os mais difíceis e mais importantes pontos no início do dia. E no início do dia eu quero dizer, se possível, antes mesmo verificar o seu e-mail. Se toda a sua lista não se encaixa na sua agenda, reprioritize de imediato a sua lista. Acredite que há um tremendo poder de decidir quando e onde você vai querer concertizar algo, e mais do que pode imaginar.

No seu livro O Poder da plena participação, Jim Loehr e Tony Schwartz descrevem um estudo no qual um grupo de mulheres concordaram em fazer um auto-exame da mama durante um período de 30 dias. 100% daquelas que disseram quando e onde o fariam, concluíram o exame. Apenas 53% dos outras o fizeram com sucesso.

Noutro estudo, toxicodependentes em tratamento, concordaram escrever um ensaio num determinado dia. 80% daqueles dos que disseram e estabeleceram para si quando e onde, concluíram a redacção. Nenhum dos outros o fez.

Se você quiser concretizar um processo ou tarefa, decidir quando e onde é o caminho certo para o sucesso. Caso contrário, tire-a a sua lista.

ETAPA 2 (1 minuto a cada hora) Redefinição. Coloque o seu relógio, telefone ou computador a tocar a cada hora. Quando ele tocar, respire fundo, olhe para a sua lista e pergunte a si mesmo se gastou a sua última hora de forma produtiva. Olhe então para o seu planeamento e deliberadamente reestabeleça o modo como vai usar a próxima hora. Efectue a gestão do seu dia, hora a hora. Não deixe que as horas se lhe sobreponham e venham a marcar-lhe a agenda.

PASSO 3 (5 minutos) Revisão de Final do Dia. Desligue o computador e reveja o seu dia. O que funcionou? Onde você se focou? Onde se criou foco de distracção? O que aprendeu com os erros e que irá ajudá-lo a ser mais produtivo amanhã?

O poder do ritual é a sua previsibilidade. Você faz a mesma coisa da mesma maneira uma e outra vez. E assim o resultado de um ritual é previsível também. Se você escolher o seu foco deliberadae sabiamente, constantemente vai lembrar-se desse foco, e vai continuar focado. É simples.

Este ritual não pode ajudá-lo a atravessar o canal da mancha a nado. Mas pode bem ajudá-lo a deixar o escritório apenas com sentimentos produtivos e bem sucedidos.

E, no final do dia, não é essa a prioridade mais elevada e a que nos faz sentir bem e em paz ? Haverá sentimento melhor ao terminar de um dia de trabalho e que nos prepare para novos e mais desafios ? Penso que não.

Tradução e adaptação por: Francisco Gonçalves em 24 Jul 2009 (My E-mail).

Obtido a partir do Artigo Original em:

An 18-Minute Plan for Managing Your Day

06/05/2009

Há assédio moral em excesso no trabalho e nas empresas em Portugal - Como fica a colaboração e o "Team-Working" nas empresas?

No inicio de Outubro do ano passado (2008) surgiram na imprensa, noticias que davam "o assédio moral no trabalho como uma grave situação e em franco crescimento em Portugal".
De acordo com o código de trabalho, há assédio moral quando se verifica um comportamento "com o objectivo ou o efeito de afectar a dignidade do Trabalhador e criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador".
Este fenómeno que poderá parecer apenas mais uma situação de discriminação, é no entanto um autêntico flagelo para a sociedade e a economia de um País, já de si débil em termos de cultura de colaboração, empreendedorismo e inovação generalizados, aspectos fundamentais para o progresso e maior criação de riqueza, na era que vivemos.

Como tal este fenómeno não é apenas Português, existindo inclusive em alguns Países da Europa legislação que enquadra e pune especificamente estes comportamentos. Em inglês designa-se por
"mobbing" ou seja "toda a violência moral ou psíquica no trabalho: actos, atitudes ou comportamentos de violência moral ou psíquica em situação de trabalho, repetidos ao longo do tempo de maneira sistemática ou habitual, que levam à degradação das condições de trabalho idóneo, comprometendo a saúde ou o profissionalismo ou ainda a dignidade do trabalho" (Ver mais Info ).

Na prática, a estratégia mais vulgar passa por colocar o funcionário "na prateleira" (expressão bem Portuguesa e cada vez mais frequente), muitas vezes sem computador e até sem acesso ao telefone. Mas o isolamento é apenas um dos métodos maquiavélicos mais usados. Isolamento não só físico mas também social porque os seus colegas chegam a ser instados a não conviver com o "
emprateleirado", tornando-o uma autentica "peste negra", de que ninguém se deve aproximar sequer. Tal é o terrorismo provocado por estas entidades medíocres.
E ainda pior, quando estes actos maquiavélicos levam aditivos e assumem ainda mais requintes de malvadez pérfida, já que são apenas motivados para desequilibrar profissionais competentes e sérios, que segundo este tipo de chefias, "os podem colocar em xeque", pela capacidade de realização pessoal e profissional e também por "dizerem verdades inconvenientes".

Estes comportamentos passam por humilhação, degradação das condições trabalho, hostilidade e postura pela negativa face ao trabalho prestado. E tudo isto para levar os profissionais ao desânimo e à desistência.
É também sobretudo um
crime, quer contra o trabalhador, mas sobretudo e principalmente contra a própria Empresa, que apenas perde com estas atitudes de chefias "doentes" e "de mal com a vida e com os outros" e que apenas sabem "chefiar" usando o seu "pequeno e mesquinho poder para atormentar os outros, que de si dependem hierarquicamente. Também não se importam com as consequências para a Empresa, que as suas posições completamente desequilibradas assumem.

E é muito usual colocar na "prateleira" não só quem é categorizado como "não prestando profissionalmente, mas sobretudo e principalmente porque se trata de um subordinado incómodo que "fala verdades" não interessam à chefia directa pessoalmente e ainda porque é um profissional que tem realizações e competências que também incomodam. Aliás este ultimo é um dos grandes motivos para que as chefias deste tipo, ao sentirem-se "de algum modo ultrapassadas tecnicamente ou nas suas funções", tomem como medidas perseguir o seu colaborador, até o levar a desistir do seu projecto profissional.
Normalmente trata-se de uma perseguição individual determinada por uma chefia, que confiante no poder hierárquico que tem, se move na obscuridade da sua Empresa, ocultado pela inflexível estrutura hierárquica vigente, para executar este tipo de
crimes, apenas e tão só motivados por questões psicológicas e de índole meramente pessoal e bem subjectiva.

O que mais lhes importa (a este tipo de "chefias") é demonstrar o seu poder, perante posições de vantagem hierárquica, que lhes foi conferida pela Empresa. Isto leva a que as Empresas não obtenham a produtividade que lhes era devida, em função destas chefias, na maioria intermédias, que não tem qualquer capacidade de liderança nem competência, e que apenas dominam pelo poder que lhe confiaram à partida. São sobretudo estas chefias castradoras e pouco equilibradas que bloqueiam o diálogo e impedem a produtividade, a cooperação e a inovação nas Empresas Portuguesas, em geral.

Normalmente estes comportamentos patológicos tem como consequências para as Empresas, a de que são os melhores colaboradores e os mais profissionais que acabam por sair, restando-lhe apenas os que de alguma forma se acomodam e ainda os mais medianos e até medíocres.
É pois nesta "apologia da mediocridade" que hoje se vive nos meandros de muitos sectores da função pública e mesmo em muitas das empresas privadas, alinhavada na sua grande maioria pelas famosas "cunhas" e compadrios de que nos tornámos, nós todos os Portugueses, reféns. E refém fica o progresso da Nação e também o futuro dos nossos filhos e das próximas gerações.

A UGT está neste momento (Outubro/2008) a trabalhar numa proposta a incluir no Código de Trabalho que moralize e penalize mais duramente este tipo de assédio moral, que convive passivamente, é mesmo tolerado e considerado na sua maioria um tabu hoje ainda nas empresas, mas que, e convém não esquecer, é um crime hediondo contra o individuo (trabalhador), a empresa e também contra a sociedade. São de prestigiar estas acções que os Sindicatos e os Governos possam levar a bom termo no sentido de não deixar degradar ainda mais as relações de trabalho em Portugal.

Mas esta situação não é apenas uma praga que deva ser apenas indagada pelos Sindicatos e eventualmente de alguma forma precavida pelos Governos. Ela é mais do interesse dos gestores e administradores das Empresas, mas ainda e principalmente também dos seus accionistas, que continuam a reclamar sem sentido da produtividade dos trabalhadores portugueses.
E urge fundamentalmente também agir no plano da prevenção, como forma de conter estes atentados ao progresso e à dignidade humana, actuando-se no domínios da formação de recursos humanos, dentro e fora das empresas e responsabilizando directamente as empresas e os seus gestores também pela prática activa dessa prevenção, à semelhança do que por exemplo o Brasil está a desenvolver em termos legislativos sobre a matéria, e mesmo as campanhas de sensibilização envolvendo todas as comunidades de um país.

Como tal, falta ainda e sobretudo a capacidade de denunciar estas situações e empresários com dinâmica e estratégias de (
RH) recursos humanos de futuro, que percebam de uma vez por todas estas envolventes perniciosas e altamente penalizantes para as suas Empresas e decidam começar a combatê-las sem redenção, varrendo de vez esta insanidade reinante nas relações de trabalho.

Não vislumbro outra forma de Portugal aspirar a melhorar a sua produtividade no quadro das nações Europeias e estimular ainda mais a competitividade numa base séria, com empreendedorismo, verdadeiro espírito de grupo, inovação e criatividade, que certamente dará ainda mais resultados positivos no futuro.
Mas para isso também é preciso que todos nós acreditemos que é possível mudar este estado de "prostração", em que nos encontramos e contribuir todos os dias, nos respectivos locais de trabalho, para criar um País melhor, mais são, mais activo, colaborativo e participado, e a capacidade de resistir e ajudar a combater este autêntico flagelo que desvirtua e distorce valores, ética, moral e a própria sociedade.

Só deste modo sério, competente, enquadrando verdadeiros valores morais e éticos e desenvolvendo um espírito de comunidade aberto e colaborativo sempre no sentido de credibilizar os trabalhadores (o tal activo intangível de valor de que tanto se tem falado nas últimas décadas!!!), será possível começar a melhorar finalmente os indíces de produtividade, eficiência e eficácia desejáveis e necessários para que possamos competir e exportar com segurança e garantia de futuro.
Eu sou dos que ainda acredita que, mesmo em Portugal ainda é possível reverter este estado de sítio !!!!!. E você ?

Francisco Gonçalves (2009),
IT Architect & Open-Source Solutions Advisor.

O que é o fenómeno de Mobbing e os seus efeitos devastadores sobre a sociedade, quer em termos de economia, quer em termos de saúde pública.



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06/01/2009

Reflexão sobre a Internet, Bibliotecas Digitais e os Sistemas Educativos no Futuro.

A revolução tecnológica, com a ainda mais acentuada banalização dos computadores a que nos últimos tempos temos vindo a assistir, para a qual contribuiu muito a personalidade de Nicholas Negroponte do MIT, com a sua ideia original de um computador a 100 dólares para a educação (OLPC) e dedicado especialmente ao Terceiro Mundo, veio acelerar ainda mais a transformação da sociedade e do mundo em que vivemos.

A Internet e as bibliotecas da era digital, pela sua abrangência e universalidade vêm introduzir uma mudança de paradigma na democratização, no acesso a conteúdos e na produção de conhecimento, contribuindo para a construção de espaços virtuais, fluídos e navegáveis, onde a informação do mundo está ao alcance através de um simples click. São sobretudo ambientes virtuais, que podem facilmente ser incorporados nas actuais salas de aulas e que permitem a rápida disseminação da informação, a partilha e a colaboração digitais, potenciando múltiplas e inovadoras oportunidades de aprendizagem.

As bibliotecas digitais à semelhança de outros espaços virtuais na Internet, estão em construção e transformação permanente e o que hoje constitui o ambiente de web 2.0, será amanhã a web 3.0, centrada em alguma inteligência artificial e baseada em objectos de 3D (Web tridimensional ), da qual se poderá avaliar o enorme potencial, navegando no Second Life.

Neste ambiente rico de informação e universal, onde residem também as bibliotecas digitais, é prometedora a sua capacidade de contribuir para uma aprendizagem que efectivamente desperte o interesse, a sensibilidade e o gosto de cada indivíduo, conduzindo os sistemas de ensino a uma continuada inovação e um alcance sem paralelo, na criação e exploração dos conteúdos.

Em função desta explosão exponencial de informação e conhecimento ao alcance da humanidade, aliada às característica de interactividade on-line da Internet, os estudantes e os sistemas de ensino passam a estar em contacto (em tempo real) com todas as bibliotecas e informação do mundo, facilitando-se o acesso a conteúdos mais apelativos, novas culturas e principalmente novos instrumentos de interacção e socialização em rede. Em suma o desenvolvimento de "competências para a vida" será mais rápido e poder-se-á responder mais adequadamente às necessidades específicas de uma sociedade em rápida evolução.

Tudo isto se traduz numa dinâmica de mudança que vai impulsionar o sistema de ensino para níveis nunca antes conseguidos de democratização, partilha de informação e colaboração, que assistirão no desenvolvimento de novas e multifacetadas competências, e decerto irão transformar a nossa sociedade e a alteração do paradigma de um mundo de capital intensivo para o de conhecimento intensivo. Estudar num ambiente virtual na Internet é sinónimo de socialização acelerada e integrada à escala planetária, num modelo dinâmico e multi-disciplinar, em que as matérias e conteúdos de estudo estão em constante evolução, à semelhança do mundo em que vivemos, na era do conhecimento como é vulgarmente designado. "Não se exprima. Invente-se" (Peters, 2008: 195).

A Internet pela sua dimensão altamente tecnológica e de nível planetário, onde se poderá encontrar todo o tipo de informação, coloca no entanto alguns problemas aos cidadãos que lhe têm acesso e que ainda não possuem resolução fácil à vista. Trata-se da obrigatoriedade em dispor de competências digitais base, que muitas das vezes não estarão ao alcance do comum dos cidadãos, o que condiciona o acesso a este novo mundo digital e impede e limita a sua completa democratização.

Outra das barreira que a Internet, tal qual a conhecemos hoje nos coloca é a de, face à multitude de informação disponível, se poder discernir entre aquela que é a pretendida e fidedigna e todas as outras que o não são, ou até representam na sua grande maioria verdadeiro lixo electrónico. Que filtros e metodologias serão necessários para que quem acessa à Internet possa recolher informação credível e legítima, é um desafio actualmente para o ser humano e para a qual a única resposta de momento é a aquisição de competências, conhecimentos e capacidade crítica.

As limitações impostas pela Internet, atrás descritas, estão por sua vez associadas à acreditação de conhecimentos, isto é o reconhecer que competências e conhecimentos adquiridos em processos de aprendizagem autónoma ou informais, deverão ser reconhecidos pela sociedade. A acreditação de conhecimentos constitui pois um desafio para as comunidades de ensino formal, como as actuais escolas e universidades e qual o papel que estas irão desempenhar no futuro, com a cada vez maior profusão de informação na Internet e das bibliotecas públicas e consequentemente o crescimento das competências ganhas ao longo da vida, em processos de educação informais e fora do seio dos recintos escolares tradicionais.

A adopção massiva de sistemas de e-learning e uma urgente reinvenção da escola são processos entre muitos outros, que poderão responder às novas necessidades dos cidadãos em se adaptarem rapidamente à era digital e do conhecimento.

As tecnologia, sejam elas o machado de sílex, de bronze ou os mais avançados módulos de inteligência artificial à face da terra, só poderão significar progresso e evolução para a humanidade e para as sociedades.

Como tal, o avanço tecnológico, tal como a marcha do progresso são imparáveis e cada geração deverá ser preparada através do sistema de ensino (que deverá educar para a vida e para a mudança), de molde a que possa enfrentar as evoluções, revoluções e mudanças de paradigma, que o progresso impõe deliberadamente às sociedades. "Em termos tecnológicos o que se puder fazer será feito. Não poderemos evitar essas mudanças. Devemos é preparar-nos." (Grove, 1996: 15).

O progresso mais não é pois, do que um ambiente hostil idêntico a ambientes naturais tal como o que encontramos se nos colocarem de repente no meio de uma floresta inóspita, na qual temos que lutar pela sobrevivência. A resposta, nesta como na anterior, é uma característica inata e biológica dos seres humanos: a adaptação à mudança e é a única saída viável. "Se não gosta de mudança, ainda vai gostar menos da irrelevância." (Shinsek apud Peters, 2008: 17).


Francisco Gonçalves em 08 Nov 2008.


IT Architect at Softelabs

Apresentação - A edução e as bibliotecas em mundos virtuais no Second Life:


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Bibliografia:

Isaías, Pedro (1999), Bibliotecas Digitais. cap. 5, Lisboa, Universidade Aberta.

Peters, Tom (2008), Reinventar o Mundo !. Porto, Civilização Editores.

Grove, Andrew (1996), Só os Paranóicos Sobrevivem. Viseu, Gradiva.

s.a. (2005), E-learning in Tertiary Education: Where Do We Stand?. OECD Publishing.

Gadotti, Moacir (2004), "Informação, Conhecimento e Sociedade em Rede: Que potencialidades?". Página consultada em 05 de Novembro de 2008, Link da página.

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