07/11/2008

A dinâmica de mudança do Presidente Barak Obama, USA

O Presidente Barak Obama no seu site de transição em change.gov enuncia princípios de governação que passo a citar:

Na Educação:
"Hoje vamos começar a sério o trabalho de nos certificarmos de que o mundo em que iremos deixar as nossas crianças, será só um pouco melhor do que aquele em que vivemos hoje." [Presidente Barak Obama].

Na Ciência, Tecnologia e Inovação:
Deixem-nos ser a geração que reformula a nossa economia para competir na era digital. Vamos estabelecer padrões elevados para as nossas escolas e dar-lhes os recursos que necessitam para terem sucesso. Vamos recrutar um novo exército de professores, e dar-lhes melhores salários, compensações para os mais efectivos e mais apoio em troca de uma maior responsabilização. Vamos investir na investigação científica, e vamos criar novas redes de banda larga no coração do interior das cidades e vilas rurais em toda a América. " [Presidente Barak Obama].

Plano de combate à pobreza:
"Estou nesta corrida, pela mesma razão que eu lutei por empregos para os desempregados e de esperança para os sem esperança das ruas de Chicago. Pelo mesmo motivo eu lutava por justiça e igualdade dos direitos civis como advogado, pelo mesmo motivo que eu lutei pelas famílias de Illinois durante mais de uma década ... É por isso que estou correndo, para manter vivo o Sonho Americano, para aqueles que ainda têm desejo de oportunidade, os que continuam com sede de igualdade. " [President Barak Obama].

Na economia (entre muitos outros) :
".......... Investir numa economia de energias limpas que criarão 5 milhões de novos empregos. Investir 150 biliões de USD, ao longo de 10 anos para avançar na próxima geração de infra-estruturas de biocombustíveis e de combustíveis. Acelerar a comercialização de híbridos "plug-in", promover o desenvolvimento das fontes renováveis de energia à escala comercial e iniciar a transição para uma nova rede eléctrica digital. Neste plano caberá também o desenvolvimento em indústrias transformadoras e centros de fabrico altamente qualificados, para garantir que os trabalhadores tenham as habilidades e ferramentas de que necessitam para que o País seja pioneiro na primeira vaga de tecnologias "verdes", que serão de grande procura em todo o mundo..............(....., projecto da Google de Larry Page. )....." [President Barak Obama].

Espero que estes possam servir de inspiração à nossa classe política que está cristalizada, gasta e sem ideias, mas sobretudo à Governação Sócrates, para que Portugal e os Portugueses possam também vir a alimentar o sonho de um País mais moderno, inovador, produtivo e socialmente mais justo.

Mas para isso é ainda necessário e urgente, à semelhança do que está a fazer Barak Obama, saber e procurar os conselheiros mais capazes de produzir novas ideias e de inovar, que existem decerto na sociedade. O sentido de mudança nunca poderá ser protagonizado por amigos e colegas de partido, que se encontram igualmente "esgotados", tal como o têm demonstrado há pelo menos 34 anos.

Francisco Gonçalves 7Nov2008

No "site" change.gov poderá confirmar estes e outros planos do Presidente Barak Obama, para os EUA.

15/10/2008

A redução de custos "versus" a adopção de vantagens competitivas na gestão da sua Empresa.

Sobretudo em tempos de crise, há a tentação para optar por políticas de redução de custos, de que peculiar exemplo é o popular "poupar no papel higiénico".
Mas a redução de custos normalmente é contraproducente, até porque vai normalmente cortar nos activos, que de alguma forma influenciam a capacidade de produção da empresa, tendo também inevitavelmente como consequência um "downgrade" dos negócios e desde logo hipotecando a capacidade de crescimento no futuro.

É obviamente uma má escolha, mas os gestores talvez porque educados numa lógica e um raciocínio meramente contabilístico de áridas colunas de deve e haver, apenas conseguem raciocinar entre estas, que são: ou crescem pelo lado da receita ou reduzem a despesa (e reduzir a despesa, ponto.!!!!!..).
Mas o mundo ficou repentinamente mais complexo, que uma simples lista de deve e haver e aparentemente muito poucas pessoas se deram conta deste fenómeno.
Há normalmente vida, para além das cores do clássico "Benfica x Sporting". Existem outras cores e outros "mundos", com significado e impacto cada vez maior nos negócios e nas nossas vidas, bem como as opções que lhes estão associadas.
E em tempo de alguma contenção e falta de confiança dos mercados é bom ter algumas lufadas de "ar fresco" (1) e ideias inovadoras, que possam de alguma forma reduzir os custos e simultâneamente acrescer em impacto no crescimento dos negócios. Não acredita???? Parece-lhe impossível??? Mas não é. Se a sua empresa já não pode ser inventada..... Então tente uma reinvenção desta!!!!!!
E neste ponto é melhor passar a citar Tom Peters ! (uma ilustração vale bem mais que mil palavras).
"Atenção Patrões de Lixo Encrostado !!!!! Se não tiverem cuidado, a tecnologia vai acabar por passar-vos por cima.....".
O sucesso e a experiência, são normalmente fruto de sequências: tentativa, erro, fracasso. Por isso Falhe Depressa, porque obterá Sucesso mais cedo. Uma crise gera também normalmente confusão, e por entre esta há sempre quem obtenha óptimas oportunidades.E sobretudo, observe bem o que está por detrás da textura normal das coisas, para aí descobrir ironias e particularidades.

E por entre as suas tentativas não deixe de consultar a lista que anexo abaixo e que pode ser obtida no seguinte endereço web: Click Aqui.
Algumas ideias serão certamente boas para o seu negócio!!!!! Então Boa Sorte .... E não esqueça, que se for tentado a reduzir no papel higiénico, acaba por não poupar nada porque os seus empregados, pura e simplesmente vão gastar mais rolos........!!!!!!.

Por Francisco Gonçalves, IT Architect/Consultant @ Oct 2008.

(1) "A lufada de ar fresco" que atrás lhe referi, se desconhece, pode ser a leitura dos 10 segredos da gestão, segundo Richard Branson da Virgin Corp.

Anexo Link @ 78 Ways to Save Money in this Economy.

13/10/2008

Será que o Linux pode ajudar a reduzir a pobreza no Mundo?

Será que o Linux pode ajudar a reduzir a pobreza e assistir às populações carenciadas em todo o Planeta?

Nos nossos dias, a pobreza no Mundo não é só um problema especifico dos Países do designado Terceiro Mundo. São também as Nações mais desenvolvidas como é o caso dos Estados Unidos da América, que tem uma taxa de pobreza que ronda os 18%. Portugal obviamente não escapa às estatísticas e segundo os últimos dados era estimada em mais de 19%.
As razões para esta situação de pobreza acentuada têm várias causas desde as catástrofes naturais, guerras, religião, politicas económicas e decerto muitas outras.
Mas independentemente destas e outras causas, que naturalmente acrescem e aceleram os níveis de pobreza em todo o Mundo, haverá certamente muitas ideias e iniciativas que poderão mobilizar-se no sentido de atenuar este fenómeno, destruidor e desagregador de toda a humanidade.

E de entre essas ideias e seguindo o ditado que diz "que se virem um homem com fome, não lhe dês de comer por um dia, ensina-o antes a pescar, para que se alimente para o resto da vida....", serão iniciativas que decerto farão e trarão futuro amanhã e não apenas hoje. Não basta trazer alimentos e outros bens essenciais às populações carenciadas do mundo. É urgente que as novas gerações sejam ensinadas para o futuro e que este possa ser "aberto". Isto é, que todas as ferramentas de software que sejam ensinadas sejam do domínio público, quer ao nível de ensino, investigação e mesmo empresarial, para que os cidadãos, as empresas e as Nações não fiquem hipotecadas às tecnologias, que são propriedade de uma única entidade do Mundo.


E de entre as muitas iniciativas que têm mobilizado milhares e até milhões de cidadãos em todo o mundo, destaca-se o OLPC One Laptop Per Child "/ Um Laptop (" por criança), cuja missão é a de criar oportunidades educacionais para as crianças de todo o mundo e principalmente das populações mais pobres do mundo, fornecendo a cada aluno do Planeta um Laptop, projectado com software Open Office e conteúdos colaborativos, alegre, divertido e auto-habilitado para a aprendizagem off e online.

Este é um daqueles projectos cujo retorno apenas se poderá esperar daqui a pelo menos uma década, mas estão lançados os dados para que novas gerações floresçam habilitadas a lidar com um laptop ou Pc e sistemas e software livres. Obviamente o Linux é o sistema operativo seleccionado, baseado no Linux Fedora Open-Source.

E adoptar Linux e open-source é mais importante do que se poderia pensar à primeira vista. Significa sobretudo uma nova abordagem às metodologias de desenvolvimento, que oferecem "know-how" e acessibilidades próprias, para produtos e serviços inovadores e livres.

Fruto destas iniciativas, que tiveram o seu nascimento no MIT, e com Nicholas Negroponte ( apelidado de Paladino da Era Digital), já existem muitos grandes projectos Linux espalhados pelo mundo na área da educação, de que se destacam alguns, por serem os mais relevantes:

  • Brasil abriu concurso para o fornecimento de 150,000 "laptops educacionais", para que o projecto Um Computador por Aluno, onde uma exigência principal é o de "GNU / Linux sistema operativo" (http://webeduc.mec.gov.br/ - Em Português).
  • República da Macedónia que tem implantado 180,000 Linux Ubuntu em ambientes de computadores "thin client".
  • Funcionários do governo de Kerala, usando somente software livre, que roda na plataforma Linux (computador de educação) . Iniciaram com programas no governo, assistidos por escolas superiores.
  • Em Indiana (USA), 22,000 estudantes tem acesso a postos de trabalho Linux, nas suas escolas secundárias.
  • Na Alemanha, 560,000 alunos e material escolar em processo de migrar para Linux.
  • Até 2009 todos os computadores em escolas russas estão a ser executados no sistema operativo Linux e com Open Office.
  • Nos 28 Estados da Índia existem planos para distribuir laptops para os estudantes em número superior a 100,000 sistemas com Linux.
(Nota - A inspiração para este artigo bem como os elementos estatísticos e o gráfico acima, foram obtidos a partir do site: How Linux Can Help Reduce Poverty), que dá também título a este "post". (FGonçalves.).

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[Computador iniciativa OLPC] - Este Laptop não fica atrás do Português Magalhães (que nasceu da ideia inicial do OLPC, com Projecto ClassMate da Intel, ao qual se juntou a MicroSoft, com o seu Windows XP).

E o Linux pode também desempenhar um papel crucial nos escritórios do governos, administrações centrais das Nações e mesmo nas empresas públicas e privadas, com vantagens significativas, quer em termos da capacidade de inovação presente e futura, e mesmo reduzindo consideravelmente os custos da adopção de novas tecnologias, assegurando ainda as continuadas actualizações e ainda maior automatização de serviços.

Especialmente no terceiro mundo e nas nações em desenvolvimento, esta opção pode desempenhar um papel vital, pela legalização de software e sistemas operativos e sobretudo pela drástica redução no licenciamento de sistemas Linux e ferramentas colaborativas e de escritório, disponíveis em "open-source". É ainda importante salientar que, quer novas facilidades ou mesmo software colaborativo diverso, idêntico ao que está ser usado nos programas escolares atrás referidos, poderão ser obtidas através do modelo "open-source" e assim poupar divisas das nações, que de outro modo teriam como destino multinacionais do sector tecnológico de software, contribuindo ainda mais para as assimetrias regionais e a pobreza extrema.

Existem várias escalas na adopções de computadores com Linux, que são estimulados directamente pelos vários governos dos Países, e isto independentemente do seu estádio de desenvolvimento:

  • A cidade de Munique está a migrar os seus 14,000 "desktops", para uma distribuição Linux gratuita.
  • O Banco Industrial e Comercial da China (iCBC) seleccionou o O/S Linux para todas as suas sucursais e agências, num total de mais de 20,000 locais.
  • Em Janeiro de 2006, na Venezuela entrou em vigor lei a tornar obrigatória uma transição (em dois anos) para sistemas de fonte aberta ("open-source"), em todos os organismos públicos.
  • O Instituto Federal de Emprego da Alemanha migrou 13,000 postos de trabalho para Linux openSUSE.

Pese embora todos estes exemplos, são no entanto poucos comparativamente com o trabalho que ainda há a fazer, no sentido de fortalecer e sensibilizar os Governos Locais e o de educar as crianças das nações pobres do mundo, para que sigam adoptando o Linux e o software "open-source".
Este é certamente mais um passo na direcção certa para ajudar a reduzir a pobreza, nem que seja apenas uma modesta contribuição que o Linux poderá dar, contribuindo para um melhor futuro do Mundo. E isso por via do Linux e das comunidades de "open-source", sediadas e desenvolvendo actividades em todo o Globo (ver comunidades abertas).
Só assim valerá apena ser um cidadão do mundo, principalmente nos Países menos evoluídos, e sentir que se evolui no sentido de uma plena integração, em comunidades e economias cada vez mais globais.

E finalmente respondendo à pergunta inicial com que iniciei este artigo, eu sou dos que acredita que sim. O Linux e os sistemas "open-source" fazem toda a diferença, quando se trata de distribuir gratuitamente acesso às tecnologias e à Internet e gerir recursos que custam dinheiro aos contribuintes e que são escassos. Sim o Linux, acredito, faz toda a diferença porque dá ferramentas gratuitas às pessoas e às empresas, para que possam continuar produtivas e até mesmo inovadores, agora e no futuro, principalmente quando se fala de educar as novas gerações e de as preparar para lidar com a nova ordem mundial, de uma sociedade da informação e do conhecimento.

Também as empresas, que independentemente de se situarem em Países do terceiro, segundo ou mesmo primeiro mundo, terão todas as vantagens em aderir ao sistema operativo Linux e ferramentas e software "open-source", já que os recursos financeiros que poupam, em muito poderão ser canalizados para a riqueza dos seus próprios Países. E com isto se aproveitam recursos para o desenvolvimento local, que de outra forma lhes escapariam e iriam certamente engordar ainda mais um conjunto cada vez mais restrito de entidades de algum País mais desenvolvido.

É por esta e outras razões que não entendo a decisão do Governo de Portugal, ou seja do meu País, de continuar a perpetuar soluções fechadas baseadas em Windows e MicroSoft, que apenas visam assegurar a sobrevivência no futuro, amarrando as gerações futuras, de software e soluções completamente proprietárias e de um único construtor de software do mundo.

A continuar assim, não haverá inovação e criatividade que nos valha e o tão badalado "choque tecnológico" terminará como diz o provérbio, "a montanha pariu um rato".

E é neste sentido que a Governação Sócrates deveria ponderar e decididamente alinhar Portugal com as verdadeiras oportunidades tecnológicas e sinergias que o Linux e o "open-source" podem verdadeiramente impulsionar, tirando o nosso País deste "pátio de lodaçal" em que fazemos questão de não sair.

Francisco Gonçalves, IT Architect (Out-2008).
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BTW: Para ilustrar ainda mais a razão de ser deste artigo deixo-vos com uma notícia que nos chega da Austrália e bem actual:

News: Australian State May Give Students Linux Laptops
2008-10-14 19:02 Posted by kdawson on Tuesday October 14, @07:02PM
from the keep-it-cheap dept.
Whiteox writes "The Australian Prime Minister's plan to equip high schools with 'one laptop per child' may go open source - OLPC. Kevin Rudd's $56 million digital revolution will include 'laptops [that will] run on an open source operating system with a suite of open source applications like those packaged under Edubuntu. This would include Open Office for productivity software, Gimp for picture editing and the Firefox internet browser.' So far this has been considered for New South Wales and I think other states may follow.".

Extraído de SlashDot online (c) in http://www.slashdot.com. ( Noticia integral. ).

25/09/2008

A aprendizagem em e-learning e a partilha da informação

A aprendizagem focada no desenvolvimento do grupo e no trabalho colaborativo, traduz uma nova ordem assente numa nova cultura da partilha da informação e do conhecimento.

E a cultura da partilha no interior de uma comunidade é deveras importante, porque é através desta dinâmica de colaboração que de forma mais eficaz se pode ´transmutar´ informação em conhecimento.
Conhecimento que é por sua vez propagando pelos membros do grupo, dentro das próprias comunidades em que se inserem, dotando estas de aquilo que se designa por inteligência colectiva. E esta é, em meu entender, uma das receitas de sucesso para as organizações do futuro.

A nossa cultura, até à data muito baseada no lema de que "dispor de informação e conhecimento significa poder" está a ser subjugado pela ideia de que "quem tem a capacidade de partilhar informação e conhecimento é que detém o poder".
"Knowledge is useless unless you share it".

É a partilha de conhecimento, hoje em dia na sociedade caracterizada "do conhecimento e da partilha", que aumenta consideravelmente a nossa capacidade de "saber mais fazer" e "porquê", e que é exactamente a base daquilo que hoje se considera conhecimento.

O sentimento, que está ainda deveras enraizado na sociedade, de que ao partilhar conhecimento se perde poder ou influencia é falso, já que sendo o conhecimento um bem cada vez de vida mais curta, é importante que o mesmo seja partilhado, para que possa ter a hipótese de ser útil e produtivo.
A partilha de conhecimento cria uma dinâmica de inovação, que motiva o espírito de grupo, permitindo deste modo o seu aperfeiçoamento continuado. Se uma ideia é partilhada, poderá desde logo ao ser conhecida, beneficiar de melhoramentos, adoptada e ser de alguma forma útil à comunidade.

E a melhor maneira que conheço de beneficiar de uma cultura de partilha, é desde já começar a implementa-la na nossa rotina diária, nas comunidades em que nos inserimos.
"The best thing you can do with knowledge is sharing it".

Francisco Gonçalves
SoftElabs (2008).

Anexos:
Hiperconectividade: o poder da partilha
- O Video

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