28/12/2011

Quem será a próxima Google? Como apanhar a próxima grande onda ?

"A importância das universidades para a economia está crescendo. É uma grande mudança", diz o professor Boutellier.

Em termos de encontrar o próximo Google, ele diz que as universidades prestam-se a desenvolver ideias on-line. Os campus estão cheios de jovens criativos que se podem dar-se à experimentação de forma relativamente barata - e cujas ideias podem servir um mercado crescente, para as aplicações digitais que estão a transformar o mundo.
"Nele só precisa de um pouco investimento para começar, de um computador portátil e acesso à internet. Não precisa comprar máquinas pesadas como na indústria do petróleo na era industrial do Séc passado.".

Mas é sobretudo necessário conseguir criar-se uma cultura certa para que tal inovação aconteça. Os ingredientes incluem a internacionalização, o mix diversificado de pessoas de diferentes culturas e pensamentos,e em seguida, a mais completa liberdade académica e empresarial para exploraras ideias.
"Vai ser preciso juntar muita diversidade e liberdade. A diversidade ajuda a acelerar a criatividade. E se se tem a liberdade para aplicar a diversidade então por certo terá os ingredinetes base para que ocorram as novas coisas que dão origem às ideias.

"Na universidade existe uma grande diversidade, diferentes nações, diferentes culturas, diferentes experiências de vida. Esta diversidade é o principal engrediente que está por trás da criatividade".
O panorama da economia global também está mudando muito rapidamente. Há uma abundância de ideias que estão a ser geradas todos os dias.

As empresas podem vir às universidades em busca de "ideias", ou mesmo criarem equipes mistas que incluam alunos e colaboradores das empresas, para trabalharem ideias especificas. É preciso acabar de vez com o mito da universidade fechada à sociedade e da empresa trancada para o exterior. A ordem mundial actual é a da colaboração e inovação abertas e da coopetição.

As oportunidades estão aí para serem exploradas. Basta alguns ingredientes atrás referidos e as iniciativas do governo e das empresas, para por em marcha a colaboração entre as universidades e as empresas, que é fundamental e urgente aconteça, mas em total liberdade de acção e respeitando sobretudo a diversidade.
Será pois que Portugal vai saber aproveitar esta nova onda e apanhá-la, ou mais uma vez fica a ver os outros, limitando-se a contemplar ondas gigantescas de oportunidades que sempre lhe escapam!!

Francisco Gonçalves / March 2011
Baseado num Artigo de BBC News
By Sean CoughlanBBC News education correspondent


23/11/2011

A Inovação em Portugal e a falta de uma cultura organizacional

O porquê da falta e da falha de Portugal em matéria de Inovação ?
Em minha opinião o problema continua a estar centrado na cultura, ou na falta dela. Sobressai-nos em Portugal, uma cultura avessa ao risco e à mudança, falta de inovação (é preciso mais e melhor inovação e principalmente incentivos a quem inova), muita acomodação, incapacidade para mudar e actualizar-se, resistência (muita) à mudança, cultura avessa também à colaboração e partilha de conhecimento, organizações tipicamente taylorianas e inflexiveis, etc, etc..

É sobretudo necessário que as organizações alterem a sua visão, organização e cultura, de molde a contemplarem a inovação dentro das suas rigídas organizações actuais, que de alguma forma terão que deixar de o ser, até porque nos dias que correm a ordem deverá ser "Inovar ou Morrer".

As organizações em Portugal insistem ainda em ser demasiado formais de uma forma geral, e até pior que isso rigorosas em excesso, e porque a formalidade é inimiga da curiosidade e do espírito de investigação, e estes mandatórios para empreender os processos de criatividade e da inovação.

É necessário empreender uma autêntica cultura de re-evolução e " a chave de comando no caos reside não na sua estratégia, mas sim na sua organização e cultura". E Lembre-se sempre que "a cultura come estratégias ao pequeno almoço".

"É pois fundamental adoptar-se criando "uma cultura de rebeldia, uma mentalidade de que as regras são feitas para serem testadas e quebradas "...
Inevitavelmente necessita de se fazer o processo de planeamento e elementos para criar uma cultura de inovação ...." Mas se não estiver constantemente a esticar as ideias aos seus limites, não se poderá ir a lugar nenhum de forma rápida, tal como hoje é exigido pelo T-M".

"A inovação não tem agenda, nenhum plano, nenhuma estrutura rígida. É sobre algo que se gosta de fazer. Trata-se de descobrir as pessoas que realmente se importam, pois estas são aquelas susceptíveis de serem efectivamente inovadoras". [Exploring Chaos].

No fundo tudo se resume a ser capaz de constantemente se adaptar à mudança e fazer as coisas acontecer. Não há mais lugar para quem apenas vê acontecer e se mantem estático!
"O homem sensato adapta-se ao mundo, enquanto o insensato insiste em adaptar o mundo a si próprio." [George Bernard Shaw].

Portanto as mudanças que necessitamos urgentemente sejam feitas em Portugal e no Mundo estão inteiramente nas mãos das pessoas INSENSATAS!

Ou de outra forma parafraseando Tom Peters, o Guru da Gestão ! " Demita todos os planeadores e contrate todos os desvairados que encontrar!".

"...(...).. um empreendedor que tenta criar um negócio numa sociedade enferma é como uma semente num vaso que nunca é regado: por mais talentoso que seja esse empreendedor, o negócio nunca poderá florescer."
[Reid Hoffman Co-Fundador do Linkedin]


Francisco Gonçalves
francis.goncalves@gmail.com


Uma recomendação de leitura para melhor compreensão do que se acaba de descrever :
O verdadeiro espírito de empreendedorismo "versus" a saúde dos países !

"...(..)..A Berkshire Hathway foi fundada na América porque há mais oportunidades de negócio num país com instituições eficazes, leis, confiança e uma cultura que aceita os riscos, entre outras qualidades intangíveis. (..).
Na Linkedin, os colaboradores têm direito a vários dias de folga remunerados para se dedicarem a fazer trabalho voluntário em organizações sem fins lucrativos e locais.Estes esforços de apoio às comunidades locais fazem o bem e contribuem para o nosso objectivo final. Fortalecem a ligação da empresa tanto aos consumidores actuais e potenciais, como aos nossos colaboradores.

A saúde de uma sociedade molda os resultados dos profissionais individuais de forma semelhante. É difícil edificar uma carreira notável se a sociedade em que vivemos apresentar pobreza extrema, serviços públicos e infra-estruturas medíocres, ou níveis de confiança baixos (..).

Portanto, pense bem no local onde vai escolher para viver e trabalhar..(..).".

Extraído do livro “Start-Up - Um novo futuro”, da autoria de Reid Hoffman (Co-fundador e presidente do Linkedin) e Ben Casnosha.

18/11/2011

Banco on-line através de uma rede social ?

One Ideia

Banco on-line através de uma rede social ?

“Quando uma ideia à primeira vista não lhe parece absurda então é porque não tem futuro “ [Albert Einstein]

"No mês passado, Jim Bruene, editor do Online Banking Report, uma publicação comercial, pediu a 500 utilizadores do Facebook se eles estariam interessados em ver o saldo de conta bancária através do Facebook. Setenta por cento disse "De jeito nenhum." .


Mas......


No entanto como se pode observar pelo mundo já hoje os bancos estão surgindo com ideias inovadoras para usar as redes sociais.

Como Henry Ford disse uma vez: "Se eu perguntasse às pessoas o que eles queriam, eles teriam me disse um cavalo mais rápido.".


O que acha desta nova tendência de acesso a contas bancárias e outros serviços bancários mais especificos através de sites de redes sociais? Acha que as pessoas vão começar a utilizar este serviço?

E você tem algum interesse em realizar as suas operações bancárias através de uma rede social. Ou será que você não mais misturar negócios e prazer ?


E porque não ?


As redes sociais e as comunidades virtuais são compostas de pessoas reais que, sentem ampliadas o seu potencial de comunicação e partilha e une-as um sentimento idêntico ao de uma rede de pessoas fisicamente próximas, como o constituem as aldeias e vilas do interior, embora estas de proximidade física.


A diferença reside apenas no tamanho das respectivas comunidades: enquanto as comunidades de proximidade fisica serão sempre e apenas algumas centenas, as comunidades integram milhares e milhões de pessoas e cidadãos, que continuam a partilhar os seus anseios, as suas preocupações, as suas dificuldades, mas também o seu conhecimento e ao mesmo temo que tornam os seus conhecimentos mais vastos, ampliando-os a cada dia que passa, considerávelmente.


Por isso considero que um homem de negócios que descura um potencial destes, ou não quer participar em mais negócios ou então acha que já chega de evolução para ele !

Não vejo outra razão para descurar um filão com este das redes sociais e as comunidades virtuais para fazer negócios, tal qual como tradiconalmente se fazem (e continuam) a fazer negócios nas comunidades físicas actualmente.


Só há uma grande diferença, relativamente a este fenómeno novo mas que se irá ampliar a cada dia que passa, que é a dimensão da referida comunidade e as caracteristicas que lhe estão inerentes.

Nas comunidades virtuais a comunicação e o intercâmbio de informação, conhecimento, ideia, produto ou serviço fluem à velocidade da luz, isto é são instantâneas, e isso vai fazer toda a diferença na forma como iremos fazer negócios, produzir bens e serviços e como nos iremos ainda mais relacionar e ampliar a nossa escala de contactos, estudar, aprender e em geral, interagir como seres humanos gregários que somos.

Isto é iremos fazer tudo isto com uma rapidez incrivel que irá fazer o mundo dos negócios, e não só, girar muito mais depressa e com maior eficácia e eficiência.


Portanto as redes sociais representam hoje o começo de uma grande oportunidade para todos os negócios, especialmente os bancos, porque estes fornecem essencialmente serviços. Serviços esses que podem tornar-se bem mais eficazes ao serem entregues aos seus clientes, através desta poderosa e intensa rede de contactos (virtual), que encerra em si o poder de os fazer crescer em ordens exponenciais, tal como o poderá fazer com seu negócio.


Muitos argumentarão que não é seguro, que as redes sociais não são seguras, mas isso é um perfeito engano e se raciocinarmos em termos meramente lógicos chegaremos todos à conclusão que qualquer meio electrónico cada vez mais sofisticado, desde que adequadamente protegido, é bem mais seguro que os tradicionais meios manuais ou semi-electrónicos do passado, ainda hoje usados e dados como altamente seguros. Esta percepção errada em minha opinião, mais não é do que uma ideia instalada no cérebro do ser humano relativamente à mudança e ao que é novo e aparentemente desconhecido.


Ainda tem dúvidas que as redes sociais representam hoje a maior oportunidade de negócio, com mais potencial de angariação de clientes e de efectuar negócios com mais credebilidade e transparência ? Ou prefere esperar que um seu concorrente pegue na ideia e amanhã a implemente e saia na frente explorando este autêntico filão!

E quem sair na frente vai conseguir baixar considerávelmente os custos dos seus serviços de exploração, ganhar credebilidade e confiança juntos dos seus cliente e sobretudo mais conhecedor do perfil dos seus clientes, vai também estar na dianteira em termos da prestação de serviços mais adequados às necessidades dos seus clientes e conquistando a sua fidelização, algo que já se considerava perdido para sempre, nos finais de Séc XX!!


Francisco Gonçalves

07 Setp 2011

francis.goncalves@gmail.com

17/11/2011

Como os bancos estão usando as redes sociais para criarem valor e relações duradouras com os seus clientes !

Muitos bancos começaram a usar sites de redes sociais para ajudá-los, desde o sector financeiro para a promoção dos seus mais recente cartões de crédito. Ao adoptar as ferramentas mais populares disponíveis, a indústria também desde logo pode abraçar o melhor que cultura das redes sociais tem para oferecer, e basta analisar os bancos menores que já o fizeram, através de bancos comunitários que lhes permite tirar o melhor partido, quando se trata de inovação através das rede sociais.

Alguns bancos nos EUA que usam há já algum tempo as redes sociais para divulgar os seus planos de marketing e comunicações, de certa forma interessante e bem sucedida. Esses bancos têm aproveitado bem o o que significam as redes sociais para as comunidades, desfrutando o sucesso e trazendo de volta o valor real para suas instituições.


Construindo comunidade

Os bancos não são geralmente conhecidos pela sua orientação em torno das comunidades e são vistos de alguma forma distorcida por estas e sempre em torno de seus produtos e serviços. Quando pensamos em bancos, muitas vezes pensamos de banqueiros impessoais, de fatos cinzentos ou pretos e que negam aos seus clientes um pedido de um empréstimo de carro ou uma hipoteca.

O mundo está a mudar radicalmente, embora, e mesmo os bancos estejam a tentar promover a comunidade em vez de se apresentarem como instituições monolíticas e imponentes. Focando-se no atendimento ao cliente e adotando a personalidade das pessoas que servem, os bancos comunitários e cooperativas de crédito podem realmente ensinar as grandes instituições uma coisa ou duas sobre o que significa estar próximo dos clientes. Construção de uma comunidade é algo que os bancos devem estar preocupado em fazer, mais do porque muitos dos pontos de contato mais importantes nas nossas vidas de frequentar a faculdade, para comprar nossos primeiros carros, construção de uma casa, começar um negócio e poupar para a reforma envolvem um relacionamento com um banco.

Um banco bem integrado numa comunidade passa a conhecer melhor os seus membros, à semelhança com que no passado remoto os banqueiros conheciam numa vila do interior todos os seus habitantes e até os seus hábito e modos de vida.


Em torno dessa participação em redes sociais e integrados numa comunidade os bancos poderão não estar a “vender nada”, mas a construir e a aprender melhor sobre as necessidades e a filosofia dessa comunidade e como com os anos esta se vai desenvolvimento. Desta forma uma comunidade on-line não só vai interagir de forma absolutamente normal com os outros membros, para comunicar, partilhar, negociar e o banco passa a ser visto como mais um membro com o qual vão interagir para tratarem dos seus assuntos financeiros. As oportunidades que o “networking” lhes apresenta serão a grande vantagem para os bancos integrados numa comunidade, ou em várias, através da sua presença e envolvimento activo nas redes sociais.


Pesquisa do produtos e serviços

Uma rede social é um instrumento de pesquisa inegavelmente poderoso para explorar tendências e necessiadades dos seus membros e assim ajudar os bancos a criarem produtos mais ajustados aos seus potenciais clientes, podendo até colher o “feedback” das comunidades virtuais em que decidem inserir-se.


Para além disso o banco terá que ser capaz de usar ferramentas sociais de comunicação e pesquisas online para desenvolver um ciclo de vida financeira para os seus clientes e identificar que muitas pessoas hoje estabelecer apresentam uma relação duradoura com um banco, face à relação que com ele criaram no final da adolescência.

Sendo as pesquisas um autêntico filão na identificação dos potenciais clientes, seus hábitos, necessidades, estilos de vida, etc, usando ferramentas sociais, conseguem identificaram que características e benefícios são importantes e qual a combinação que lhes dará uma vantagem competitiva sobre a sua concorrência.


Mas para isso, não vasta estar presenta nas redes sociais, é preciso participar activamente nas comunidades de redes sociais, acrescentar valor para os seus membros, partilhar experiências, estilos de vida, preocupações comuns e estar disponível para a comunicação on-line.


Atendimento ao Cliente

As redes sociais tornaram-se também uma potente ferramenta no serviço ao cliente em muitas indústrias e o sector bancário não é excepção. No entanto, nem todos os bancos são tão pró-ativos. Um estudo feito pela American Bankers constatou Association que quatro em cada dez bancos pesquisados disseram que evitam discutir produtos e serviços específicos nas suas participações em redes sociais.


Mas para os bancos que são mais activos em colaborar com seus clientes através de canais de redes social sobre seus produtos, a busca em tempo real pode ser útil na resolução de problemas com os clientes. Em outros casos, uma conta no Twitter visível pode ser um passo rápido e fácil em primeiro lugar na cadeia de atendimento ao cliente, quando as pessoas querem obter informações específicas.


No entanto, devido à natureza sensível da banca e da abertura dos meios de comunicação social, os clientes precisam de ser cuidadosos ao partilhar informações com os representantes de atendimento ao cliente em canais sociais. E esse é também um desafio para os próximos anos, para as comunidades informáticas, em tornar as redes socais e dotá-las de canais seguros em conversações fechadas e canais de comunicação ou salas privadas.


Marketing & Promoção

Os Bancos que estão usando as redes sociais para demarcar-se ou para anunciar um produto ou serviço específico tiveram sucesso ao integrar ferramentas sociais nas suas campanhas já existentes ou criar novas que capitalizam sobre o espírito das comunidades virtuais (redes sociais). Se um banco consegue virar sinónimo de aconselhamento financeiro sólido ou para dar às pessoas o poder de fazer algo de bom no mundo, os bancos têm encontrado que as técnicas de imersão de marketing usando ferramentas de redes sociais que capitalizam fortemente nestes instrumentos e conseguem mesmo obter resultados sólidos.


Transparência

A actual crise financeira tem levado muitos clientes para os bancos que lhes asseguram mais credibilidade e segurança, que é uma das razões pela qual muitos bancos agora estão transformando as rede sociais de forma a apresentarem-se com mais transparência para os clientes e de forma a construirem a confiança de que necessitam. Estando facilitado do diálogo logo a transparência está mais fácil de obter, tal como a credibilidade, e isto é válido para os bancos, para as pessoas ou para qualquer indústria deste planeta.


Baseado num artigo extraído do link original How to Create Long-Lasting Customer Relationships

(http://smallbusiness.foxbusiness.com/entrepreneurs/2011/11/03/how-to-create-long-lasting-customer-relationships/)

Francisco Gonçalves em 16Nov2011

francis.goncalves@gmail.com

Um contributo para uma Reflexão sobre a Escola do Futuro no Séc XXI !!!


O Construtivismo é essencialmente uma teoria de aprendizagem, que se desenvolveu a partir da obra de Jean Piaget. Este é baseado na crença de que a "realidade" não é um fruto absoluto e externo, mas uma composição pessoal construída a partir de nosso pensamento activo e experiência anterior.

Aprender exige a construção activa do conhecimento, ao invés de absorvê-lo dos livros e dos professores (Eckerdal, et al. (2006).

Assim, o entendimento é criado na forma como nos envolvemos mentalmente com o nosso "ambiente" num esforço para lhe dar sentido, contextualmente, e de como o fazemos, com o que já se "sabe".

E este poderá significar o mundo que nos rodeia, uma situação específica, um problema de matemática ou um poema; essencialmente qualquer situação em que nos esforçamos para que essa "situação" possa fazer sentido.
É importante observar que o construtivismo não sugere uma particular pedagogia. Na verdade o construtivismo, descreve como a aprendizagem deve acontecer, independentemente de os alunos estarem a usar as suas experiências para compreender uma palestra ou a tentativa de projectar um modelo de avião. Em ambos os casos, a teoria do construtivismo sugere que os aprendizes constroem conhecimento. O Construtivismo como uma descrição da cognição humana é freqüentemente associada com abordagens pedagógicas que promovam aprendizagem activa e aprender fazendo, que é uma abordagem cada vez mais distante na educação vigente.
"Muitos Construtivistas, e não só, acreditam que a função da educação não é apenas para aculturar os alunos, mas para que estes venham a ser individualmente e culturalmente capazes de transformar a sociedade e a cultura, sempre na senda do progresso".
Não só é importante que os cidadãos de uma república democrática, sejam bem-educados (no sentido tradicional), mas também é importante que eles compreendam como podem mudar (ou até mesmo criar) a sua própria cultura e sociedade.
Os Educadores construtivistas têm como objectivo estimular os estudantes que irão ser inovadores e transformar as formas tradicionais de pensar. Para fazer isso, os alunos devem aprender a resistir (ou pelo menos a avaliar criticamente) a cultura dominante e as formas dominantes de pensar.
Penso inclusivé que os actuais "parodiantes" actual realidade social Portuguesa, tanto como o Salazar, não estão dispostos a permitir este desvario, mas não deixa de ser uma teoria bem pensada e que certamente funcionará.
Os adeptos do Construtivismo há muito tempo que colocam um enorme valor na equidade e diversidade na educação, como força transformadora e de valor nas sociedades modernas e desenvolvidas. Eles olham para a educação como forma de proporcionar aos estudantes, "janelas" para outras formas de vida e, assim, ajudá-los a desenvolver um sentimento de empatia com outras pessoas, outras forma diversas de pensar e de ser e outras culturas.
Os Construtivistas também têm a esperança de incutir em cada aluno um sentido de serviço e um desejo de contribuir para um bem comum.
Contribuindo para a sociedade e acreditando em mudanças sociais positiva não são coisas em que os estudantes só participam após a sua educação, na vida adulta. Na forma construtivista do pensamento, as escolas são comunidades (ou pequenas sociedades) onde os estudantes podem contribuir em qualquer idade. Também, "uma escola construtivista vai estar intimamente ligada (e contribuindo para a) a comunidade envolvente". .....(...).
‎"A principal meta da educação deverá ser a de criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." [Jean Piaget].

É fundamental que se empreenda a revolução da aprendizagem. Já não chega fazer pequenos ajustes aos sistema de educação através de reformas. Alterar o que está errado de base nunca nos fará chegar ao objectivo de uma educação para o Séc XXI. 
É preciso mudar a base em que assenta este sistema de ensino com mais de dois séculos, e que foi concebido para a era industrial e para a produção em série !



Por Francisco Gonçalves (francis.goncalves@gmail.com)
Jan 2011
Fontes usadas: Wikipédia ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Socioconstrutivismo ) e outras():
* UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE O PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA
* Moodle uma plataforma de e-learning construtivista

03/11/2011

O PAÍS ANALFABETO E A BAIXA POLITICA !

"O politicamente correcto" é apenas uma definição para tudo aquilo que encaixa na sociedade medíocre que domina o País e o impede de se renovar e re-inventar !


"Não é politicamente correcto" dizer-se que o ensino em Portugal está a formar alunos que não são capazes de ter sentido critico e de pensar pela sua própria cabeça, assim como o não é dizer-se que a falta de competitividade e produtividade das empresas se deve a gestores completamente ultrapassados, incapazes de gerir recursos humanos no Séc XXI, porque continuam a implementar sistemas de comando e controlo e estruturas organizacionais taylorianos, e por aí fora.....,...


Como fazer um diagnóstico sério dos males de que enferma o País é "sempre politicamente incorrecto", obviamente nunca se chegam a aprofundar as causas para que se possa fazer um diagnóstico sério, corajoso e rigoroso, para então poder começar a tratar o "doente" adequadamente.


Sem diagnóstico que seja aceite, o "doente" tem vindo a ser tratado a "caldos de galinha" e com mil cuidados, mas como o diagnóstico não foi estabelecido ou está completamente errado, o doente vai-se arrastando e definhando, até ao derradeiro dia final!!

É claro que num cenário absurdo como aquele em que aceitamos viver e nos deixamos ser governados, não é de admirar que existam mais de um milhão de analfabetos, mais de 3 milhões de analfabetos funcionais, e que o grau de literacia seja dos mais baixos da Europa (pois este é até mais grave). E que os níveis de abaixo do limiar de pobreza nos envergonhem a todos os Portugueses, com taxas que deverão já rondar os 22% da população.


Se a grande maioria dos Portugueses consegue dormir sossegada sobre estes factos, é pois um sinal ainda mais grave de que o país inteiro continua adormecido, anestesiado e no mais perfeito sonambolismo, esperando mais uma vez a chegada de um tal de D. Sebastião.

De facto um povo que tão bem Guerra Junqueiro definiu e emoldurou na sua descrição em 1849, e a que ainda hoje continuamos fiéis, passados mais de 170 anos!!


E pior ainda, se nos confrontarmos com a história um século depois, constataremos que estamos a cometer exactamente os mesmos erros que os nossos antepassados. E tal como há cem anos atrás o National Geographic classificava Portugal, um País péssimamente mal governado e sobretudo com uma classe política altamente corrupta, e que também aqui, afinal passados cem anos, é a situação com que hoje nos continuamos a defrontar. É a esta mais baixa política que Pessoa também se referiu.


"Na baixa política está bem. Para ser baixamente político basta saber intrujar os outros, e a ciência é completa quando indivíduo sabe começar por intrujar-se a si mesmo. Para isso basta uma mentalidade confusa, uma vaidade acentuada, a capacidade de falar muito sem dizer nada. Basta não raciocinar, porque o raciocínio dissolve as qualidades de afirmação dogmática que são necessárias para dominar o espírito confuso e místico do povo.".

Fonte: "Fernando Pessoa, Salazar e o Estado Novo", João Alves das Neves.


Ver Vídeo: Reflexão de Frei Fernando Ventura sobre A Situação do País ( http://www.youtube.com/watch?v=xaMXJ2e5_XY&feature=related ).


‎"O Analfabeto Político" - Bertolt Brecht - O pior Analfabeto é o a Analfabeto Politico (Ver Video ) http://www.youtube.com/watch?v=2RwJemF_9tY

Por Francisco Gonçalves in March 2011

e-mail : Francis.Goncalves@Gmail.com

02/11/2011

Inovação e Caos - Explorando o Caos - Seja perturbador como a Internet, Surf o caos

Seja perturbador como a Internet, Pratique Surf sobre o Caos !

"Mesmo num mundo caótico, algum senso de estabilidade pode existir. - A tendência é surfar o caos, não ganhando o controle sobre ele perpectuamente, mas aceitar a mudança. Desta forma pode abandonar o controle e ao invés disso, deixe-se ir com o fluxo" !!!!.

Como nós, as rãs dentro de uma panela a ferver em lume brando, estas são muito mais sensível à mudança chocante. Se as mudanças são moderadas, o sentido de de urgência torna-se menos aparente e até confortável às vezes. Antes que nós nos demos conta eis que..!!?? - Ei, que cheiro é esse? - Oohhhh, estamos cozidas !!!!!

E
não confiem mais na teoria antiga do vosso avô, "Equipe que ganha não se mexe"!! Tal como a educação, as mudanças são para a vida!!
"Nós agora temos de aceitar o facto de que a aprendizagem é para a vida e a missão mais urgente na educação é ensinar as pessoas a aprender." [Peter Drucker].

"A chave para a adoção é reconhecer a necessidade permanente de mudança moderada".
Como na natureza, apenas os que se adaptam sobrevivem! [Charles Darwin]
E,
acredite, há conforto no caos. Mesmo num mundo caótico, algum sentido de estabilidade pode existir. Enquanto que o caos exige que se aja, no entanto não exige tanta precisão. Depois de aceitar a inevitabilidade da mudança perpétua, poderá abandonar a busca pelo controle, e em vez disso, vá com o fluxo!!

As únicas coisas que o irão atrasar são as regras que você precisa quebrar!!

E lembre-se as regras existem para serem quebradas. Com excepção da gravidade, tudo é negóciável!
A necessidade de uma cultura da revolução "- chave de comando no caos reside não na sua estratégia, mas sim na sua organização e cultura.

Se quiser mudar o curso da organização, e o seu futuro, você precisa iniciar uma revolução".
...... e não deixe os macacos inibir a mudança, porque a "velha maneira de fazer as coisas" e as expectativas fixas são os inimigos de adaptação e das mudanças necessárias.
"Você precisa de uma cultura de rebeldia, uma caixa de areia elástica, uma mentalidade de que as regras são feitas para serem testadas e quebradas ... Inevitavelmente você precisa fazer o processo de planeamento e elementos para criar uma cultura de inovação .... Mas se não estiver a esticar aos limites as ideias espontâneas, você não estará a ir a lugar nenhum de forma rápida. ".

"A inspiração vem dos lugares mais estranhos, por isso não deixe de procurar nos lugares onde ninguém pensaria explorar.
"A inovação não tem agenda, nenhum plano, nenhuma estrutura rígida. É sobre algo que você gosta. Descobri que as pessoas que realmente se importam, são aquelas que são susceptíveis de serem inovadores".

Admire a simplicidade das coisas, e sempre investigue uma maneira de simplificar as coisas que aparentemente são complexas. A maioria das criaturas bonitas na terra são as mais simples. Adopte o lema KISS - Mantenha-o simples e menor, o que significa flexibilidade e adaptabilidade !

No impacto das crises garanta optimismo, e normalmente verifica-se que os concorrentes se tornam medíocres e os ambiciosos encontram maneira de crescer!
e ...
inovação não é sobre "timings" de mercado. Trata-se de criar algo que preenche uma necessidade ainda não atendida no mercado, e que os consumidores ainda não se deram conta precisam !

Pequenas mudanças podem perturbar o mercado e iniciar uma autêntica revolução !!!!! Lembre-se da rã na panela!!
O seu foco não deve ser a protecção do que você tem agora, mas sim adaptar-se à grande próxima coisa !!!!! (Lembre-se de Bill Gates e Enciclopédia Encarta CD ou antes que a Microsoft destruiu valor do livro enciclopédia física, e muitos outros exemplos na história dos negócios destruindo os valores mais antigos).
Assim, também você deve estar pronto a destruir valor dentro da sua empresa e no mercado!

Caso contrário ....
Alguém vai fazer e vai pegar a onda em seu lugar !!!!!

Seja,
"Metódico, amante, explorador, visualizador, em desconfortável, áreas específicas, interiormente organizado, aberto, mente-esquemática, agindo com rapidez, nunca desistir ... e não perseguir a mediocridade nunca!!
"Ao explorar e medir a ambiguidade, o caos se torna ordem".

Quando maior é o risco ... maior é a recompensa ...!!!!

Trabalhar em vários projectos em simultâneo - Tente dois projectos, um de alto risco e outro de baixo - "A diversificação aumenta a sua consistência, reduzindo o risco".
"Num mundo em mudança rápida, o preço da inércia é muito maior do que o custo de errar"... e lembre-se que os tempos de incerteza tornam a inovação mais barata!! O poder do marketing viral e redes sociais está aí para o ajudar...

Crie uma história e invente um mito para o seu produto! Faça da sua história a sua obsessão e o seu estilo de vida!
O Caos permite-lhe pensar de maneira diferente! O Caos cria oportunidades...
Uma revolução na cultura organizacional quebra a estrutura da organização e liberta a sua capacidade em se adaptar!

"A ordem não cria a vida " (Antoine de Saint-Exupéry) e também "Não devemos ter medo dos confrontos... até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas." [Charlie Chaplin]

Por Francisco Gonçalves, 16 de Outubro de 2010.

Baseado no livro "Exploiting Chaos".


26/10/2011

O perfil de gestores que Portugal precisa urgentemente!

Nós não precisamos nem de bons economistas nem de gestores à portuguesa, mas sim apenas de boas lideranças capazes de gerir a mudança que é preciso empreender neste país!

Pessoas capazes de mobilizar cidadãos, de correr riscos, de inovar, de mudar, de pensar em grande e a longo prazo (ainda que errem e corrijam adequadamente o tiro) e sobretudo quem ouse desafiar as regras estabelecidas, criando o futuro.

É de pessoas deste calibre que precisamos e não necessitam de MBA´s, nem de grandes teorias, mas sobretudo exige-se que saibam fazer e mostrem como se fazem acontecer as coisas ! De teóricos está o inferno cheio e de consultores o purgatório já rebenta pelas costuras!!

E por certo a grande maioria dos nosso economistas (se não todos!) estudaram por livros de economia, e tiveram professores "botas de elástico", que nunca sequer foram capazes de pôr as suas ideias em prática, e que estão desactualizados face à realidade e que não têm em conta o caos e a necessidade de gerir na beira deste.

"The biggest obstacle to innovation is thinking it can be done the old way." (JimWetherbe,TexasTech,1990).

Aliás esta gestão na beira do caos é algo que necessita mais do que simples conhecimentos teóricos, e é preciso ter alguma capacidade para correr riscos, adorar a mudança, saber fazer, não desistir nunca e persistir até alcançar o sucesso.

E isso não se aprende em nenhuma universidade do mundo, quando muito existem algumas 2-3 nos EUA que darão umas pistas sobre o assunto, porque o resto é apenas conseguido pela prática, pelo cair e levantar novamente até se ter sucesso.

"Os exercícios de planeamento estático são virtualmentre inúteis! Goze a desordem!
Falhe mais depressa. Obtém sucesso mais cedo" By Tom Peters!

Por Francisco Gonçalves in 25 Oct2011
francis.goncalves@gmail.com


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