30/05/2011

Como deixar de ser vulgar e passar a ser notável !


"Como é evidente, o primeiro passo para se tornar extraordinário é tomar a decisão e "deixar de ser vulgar". Decerto que gostaria de obter lucros notáveis enquanto organização, não é?
E recompensas extraordinárias enquanto individuo, certo? Então, comece a comportar-se de uma forma notável.
E, como começar? Eis cinco sugestões sucintas e fáceis de aplicar:

1. Recolha ávidamente experiências em primeira mão. Seja o seu próprio Sherlock Holmes. Esforce-se por observar e compreender os cambiantes das linhas da frente da sua actividade. Mesmo numa sala cheia de especialistas, você continua a ser o dono das suas experiências pessoais.

2. Pratique o princípio Zen da "mente principiante". As pessoas ávidas de aprender podem abstrair-se momentaneamente de tudo o que "sabem". Possuem muitas vezes uma formação académica e uma experiência profissional profundas, mas conseguem "pôr de lado" tradições, dogmas e noções pré-concebidas. Confiam nos seus conhecimentos e sabedoria, mas estão dispostas a questioná-los todos, quando se confrontam com novas informações.

3. Mantenha uma "carteira de ideias" para não perder as que lhe ocorrem momentaneamente  Os antropólogos, por exemplo, que fazem muitos estudos de campo andam sempre com um caderninho e uma câmara para registar as suas novas descobertas. Tente anotar as suas ideias (todas) em tempo real, na sua agenda electrónica ou numa folha de papel, que guarda no bolso e mantém sempre acessível.

4. Seja um "corrector de ideias" proactivo e pratique a "polinização" cruzada permanentemente. Pense em metáforas a fim de tirar lições que aprendeu num determinado contexto, para um contexto completamente diferente. Tente equilibrar a aprendizagem e a colaboração a fim de poder funcionar como um canal para novas ideias.

5. Adopte a força das narrativas para juntar tudo. As narrativas possuem um apelo emocional que suplanta todos os dados colhidos em bruto. A emoção e a paixão mudam tudo e são a diferença entre agir com motivação e convicção de sucesso e apenas fazer sem qualquer empenho! Jogue a sua emoção e apaixone-se por tudo aquilo que faz, e terá metade do caminho para o sucesso percorrido!

Por conseguinte, estabeleça e mantenha uma resolução definitiva para a sua nova vida : rejeite a rotina e dê à sua equipe um rumo notável, assente na inspiração humana, nas narrativas e numa colaboração radical que a destinguirão de todas as outras.
Não seja perfeito, seja notável !   "

Extraído de "O Grande MUU! " de Seth Godin (coordenação de)


Ainda sobre o projecto Magalhães e-escolinha e o porquê da escolha da MicroSoft como parceira !!??


A Ansol tem vindo a denunciar que : "O magalhães funciona perfeitamente com Linux, que é gratuito, mas o Estado gasta milhões com windows e office para o pequeno portátil. A Associação Nacional para o Software Livre veio a público denunciar que, num momento em que o governo tanto fala de cortar os gastos, continua a adquirir licenças de software Microsoft, sem qualquer fundamento".

Ora eu também me tenho vindo a perguntar a mim mesmo, porque razão haveria o governo português decidido colocar uma empresa multinacional americana (logo com uma lógica de interesses bem perversa em termos de educação para Portugal), no projecto e-escolinha com o magalhães ? Qual o valor acrescentado desta proposição ?

Se o Magalhães já vem com um O/S incluído, neste caso a escolha perece ter recaído sobre uma versão do Linux compilada pela Caixa Mágica em Portugal, que julgo terá sido gratuito, para quê incluir mais outro sistema operativo, o Windows, que ainda por cima é proprietário e tem custos para o nosso país? E estamos a falar de um projecto para a educação onde todo o software deveria ser livre?

E porque está a MicroSoft, uma multinacional americana, metida num projecto nacional de educação e a vários níveis, que incluem a formação de alunos e professores ? Não seria mais lógico envolver apenas entidades nacionais, cujos enormes beneficios para Portugal seriam mais que envidentes. E porquê a MicroSoft, se o seu sistema operativo Windows até parece ser opcional no projecto magalhães?!!

Mais, Para quem ainda não conhece este facto, o Linux Ubuntu tem há pelos menos 8 anos, uma distribuição exclusivamente dedicada à educação, que seria a ideia mais feliz e gratuita para um projecto como o Magalhães, para além de que daria dinheiro a ganhar a empresas nacional, em eventual suporte, em vez de encher os bolsos a multinacionais e haver saída de riqueza do país!

As minhas perguntas lógicas e que se impõem são estas, e que me deixam preocupado todos os dias, porque sou português e como tal me interrogo:
Será que estes governos e esta gente que nos gere serão Portugueses???
Ou estarão a soldo de uma qualquer empresa multinacional ? Ou defendendo os interesses de outros países contra o nosso próprio País?? São questões pertinentes que me têm vindo a assolar todos os dias ao longo de muitos anos!

Link Edubuntu ( http://www.edubuntu.org/ ).

Nota:
Estas são as perguntas de um português naturalmente preocupado com o país e a educação em Portugal, e para as quais não tem encontrado resposta lógica, nem nenhuma explicação mais ou menos oficial!!

E um português que vê este projecto estar implementado "sem eira nem beira" e sem metas ou métricas sobre os objectivos que inicialmente o governo se teria proposto, tanto quando me é também dado saber!

Terá que ser uma fatalidade, que em Portugal tenham que vir a executar-se sempre todos os projectos, em modelos de pura improvisação, sem qualquer planeamento ou estratégia objectiva de objectivos a atingir, que levam sempre ao mais completo desvario de custos e a que nada se conclua por inteiro? Será que estamos condenados s ser incompetentes e irresponsáveis para sempre?

Francisco Gonçalves
30May2011
francis.goncalves@gmail.com


28/05/2011

A lógica que deve presidir e quando se deve recorrer aos bancos, ou a outras entidades financeiras do mundo !


A lógica de recorrer aos bancos, ou outras entidades financeiras do mundo, deve ser sempre a de pedir dinheiro emprestado quando não se está a necessitar dele (nesse momento é o Banco que está interessado em fazer o negócio e não o cliente) !
A isto chama-se prever e antecipar o futuro, e é para isso que gestores e governantes são pagos a peso de ouro, de outra forma não necessitaríamos de grandes especialistas e qualquer guarda-livros podia ser governante ou gestor !

O que os Bancos e as entidades financeiras e outros agiotas deste planeta mais gostam, é de ver aparecer clientes com a corda na garganta, aí estão nas mãos deles e obrigados a fazer o jogo que eles mais dementemente gostar de jogar, e fazem-se pagar escelentemente e escandalosamente bem, exactamente por o cliente estar sem qualquer alternativa.
É esta a lógica simples, e apenas há que gerir empresas e países contrariando esta, que embora sendo perversa, não é mais do que é a realidade do mundo e no fundo uma lei imutável da natureza, e mesmo do universo.

Já alguma vez ouviram dizer que o mundo nem sempre é justo? Pois estes são alguns desses momentos, de entre muitos outros !!

O grande problema é que as pessoas, as empresas e os governos, não governam, não gerem, mas limitam-se a assinar cheques (em branco) e a gastar desgovernadamente, e com este "modus operandi", mais cedo ou mais tarde acabam sempre inevitavelmente nas mãos dos agiotas, e depois lamentam-se, dizem mal da vida, que tudo lhes correu mal, etc. Ou seja a lógica da vitimização tão bem conhecidas dos portugueses, pois estes são peritos nesta técnica aburda e perfeitamente inadequada de enfrentar os problemas.
Fazer o quê? Tal como os erros devem ser evitados, antes de ter que pedir desculpas!

No fundo o mundo é injusto, e portugal é um caso claro de uma nação que há mais de 800 anos se sente injustiçada, tal como o seu povo, salvo alguns séculos de excepção. E isso porque os portugueses aindam não entenderam as leis imutáveis do universo, e pior, resolvem sempre agir e gerir no caos, actuando sobre o caos natural. Se resolverem apenas operar sobre um nível de caos vão talvez constatar que algum controle é possível, mas torna-se impossível a gestão de dois ou mais níveis de caos, como facilmente poderão compreender!

Claro que neste caso o resultado será sempre o pior e o inimaginável ! Aliás Portugal e os portugueses estão neste preciso momento a perceber isto, e espero que não o esqueçam mais para o futuro.

Author: Francisco Gonçalves
23May2011
francis.goncalves@gmail.com

Notas:
1) Para quem estiver interessado em perceber como agir sobre o caos, deixo aqui alguns tópicos de interesse fundamental para uma nova abordagem aos negócios e às oportunidades que sempre se nos deparam, principalmente em momentos de enorme crise e clima perturbação ( Inovação e Caos - Explorando o Caos - Seja perturbador como a Internet, Surf o caos ! - https://www.facebook.com/note.php?note_id=10150097992394925 )

2) Rework - A Nova Realidade dos Negócios !!! ( https://www.facebook.com/note.php?note_id=10150105207249925 ).


26/05/2011

Re-inventar Portugal é urgente e possível !


Nunca ouvi falar tanto em invenções, inovações, empresas tecnológicas de sucesso e outras "buzwords" do género como em Portugal nos últimos 30 anos. Mas também nunca vi qualquer outro país falar tanto e fazer tão pouco, que é sobretudo a nossa especilidade lusa. Acrecentando ainda a usual prática da "crónica de mal dizer", em que somos todos peritos, mas poucos conseguem ser críticos, objectivos e construtivos. E aqui também Portugal e os Portugueses devem fazer um esforço de melhorar significativamente.

Acresce-se ainda que nunca vi nenhum país destruir tanto dinheiro em projectos de investigação (I&D), apoio a projectos "inovadores", financiamento de empresas visando a exportação (sempre com o dinheiro dos contribuintes claro!!), e obter resultados tão parcos e na maioria das vezes mesmo miseráveis, porque esses projectos nem chegam sequer a dar os primeiros passos, e entretanto o dinheiro dos contribuintes sempre a ser destruído, sem qualquer reprodução de riqueza.

Ora como bem sabem todos, somos um país de parcos recursos e como tal os mesmo têm que ser devidamente geridos e gastos com, para além de bom-senso, baseados em critérios bem claros e transparentes, e sobretudo atendendo ao potencial sucesso dos projectos que se decidem apoiar.
É sobretudo necessário que exista em Portugal visão de futuro e a capacidade de o vir a desenhar também, e não destruir recursos em tudo quanto é investigação, sem qualquer meta especifica ou tendo em conta a visão anteriormente delineada.
"Tentar adivinhar o futuro é uma tarefa ingrata e até missão impossível, e a única forma de o fazer é sermos nós próprios a desenhar e a participar na construção do futuro!".

Ou de outros modo, através dde uma metáfora simples, tal como o caçador quando se propõe atirar a um bando de pássaros, terá que se focar no(s) possíveis alvo(s) a abater e não atirar para qualquer lado, também as verbas e dinheiros destinados a investigação, processos de inovação e comercialização visando a internacionalização terão obviamente que ter um foco bem claro e objectivo, sob pena de apenas termos "pássaros a voar" e nenhum "na mão", o que aliás tem sido a experiência aventureira e irresponsável de Portugal, nos últimos 30 anos, nestes domínios.

Dir-me-ão, que existem a empresa A ou a B que tiveram sucesso, empreenderam e até estão a singrar no mercado internacional e eu direi que de excepções não se fazem "primaveras". O sucesso e a excelência têm que ser perseguidos todos os dias e não apenas nos feriados, e Portugal e os responsáveis nestes domínios têm-se comportado um pouco assim, isto é descansam durante todo o ano e resolvem apenas inovar, trabalhar, arriscar e apostar, nos feriados ao longo do ano. É pouco e não chega!!!

Claro que o sucesso só se obtem com muita persistência e após muitas tentativas e erros, e se não forem tentados muitas vezes o número de sucessos reduz-se a insignificâncias como aquelas que temos vindo a obter. Embora a comunicação social paga faça enorme alarde de tudo isto, um pouco para que os contribuintes não se alarmem com os dinheiros irresponsávelmente canalizados para estes projectos falhados, e até sintam um orgulho "nacionalista tonto" porque, de tempos a tempos, ouvem a propaganda oficial dos governos falar de que Portugal inventou aqui, inovou ali e teve um sucesso num qualquer "Burondi" deste Paneta, tal não chega amigos, é preciso mais, muito mais trabalho, persistência e sobretudo orientação e inovação estratégicas flexiveis, assentes numa visão sobre o mundo e o futuro.

Vem tudo isto que acabei de escrever a propósito de uma nota recente que publiquei, em que considerei ser o momento mais que oportuno para que Portugal apostasse sério e estratégicamente, em projectos de energias renováveis, grid de energias inteligentes e carros eléctricos (ou EV´s) e tecnologias que lhe estão associadas e envolvesse mesmo a maioria dos cientistas e investigadores portugueses num esforço sem paralelo na inovação nestes domínios, tentando dar ao mundo um sinal de que Portugal está vivo, tem capacidade de se re-erguer e re-criar uma indústria em áreas emergentes e com futuro à vista de pelo menos 15 anos. E sobretudo poderia ser um grande balão de oxigênio para a nossa mais que morta economia nacional.

A nota que publiquei sob o titulo " As energias renováveis e a grande oportunidade de Portugal se re-inventar já hoje! " pode ser consultada neste link: ( http://www.facebook.com/note.php?note_id=10150174887149925 ).
Sobre esta nota obtive inúmeros "feedbacks" positivos, mas também muitos que demonstram nem sequer conhecer o que são energias renováveis nem o "state-of-the-art" destas no mundo e muito menos o seu potencial para alavancar o futuro, em termos de alternativas ao petróleo e ao carvão, que já mais o não são, pelo menos em minha modesta opinião.

Até em termos de custos as renováveis há muito ultrapassaram em rentabilidade as tradicionais energias do passado e mesmo as de fonte nuclear, e se para tal houver dúvidas agradeço consultem a nota acima, pois esta contem estudos bem claros sobre esta matéria, bem como estratégias bem claras já em curso delineadas por países que estão a pensar já o futuro, o que não é o nosso caso.
São hoje uma aposta de tal maneira forte as grids inteligentes de distribuição de enegia eléctrica (que serão realidade em 5-10 anos, ou menos), de tal forma que estudos apontam que a enegia a pagar pelos consumidores dentro de 40 anos, se distribuiída através de grids, terá um custo de apenas 50% realtivamente aos custos actuais, e teria um custo acrescido de 400% se continuasse a ser fornecida através das actuais e obsoletas redes de energia em exploração.

Até por aqui se poderá ver que a aposta em grids inteligentes, energias renováveis e veiculos eléctricos (EV´s) é o futuro e o único caminho a seguir, e no qual é preciso jogar forte e com todas as nossas capacidades, se quisermos ser um "player" activo em algo que será estratégico para a própria humanidade e na sua própria relação com o planeta, de forma muito mais equilibrada e sustentável. Está nas nossas mãos ir a jogo, ou ficar mais uma vez na bancada a assistir e a reclamar das "faltas" e dos "penálities" marcados pelos árbitros deste mundo.

Apenas para demonstar tudo aquilo que tenho vindo a afirmar sobre as energias renováveis e os veículos eléctricos (EV´s) e mesmo sobre as grids inteligentes de distribuição de energia, quero destacar um dos exemplos pioneiros ( de muitos já em curso pelos EUA, China, Japão, etc.), de EV´s e o actual "State-Of-The-Art" do carregamento das baterias destes, através de tecnologias "Wireless", que bem podem vir a suprir aquilo que ainda hoje constitui um grande problema (o único) dos EV´s, que é a sua autonomia.

Como tal o desenvolvimento de carros eléctricos EV já está ao nível do carregamento via "Wireless". Esta investigação pioneira está a cargo, entre outras empresas, instituições e universidades do mundo, também pela Volvo - Ver notícia ( http://reviews.cnet.com/8301-13746_7-20064771-48.html).
Isto quer dizer que poderemos, a médio prazo, vir a circular por uma auto-estrada e obter carregamento automático das baterias enquanto o carro circula, tal como hoje funcionam os telemóveis relativamente à conexão de rede!

Por último apenas gostaria de vos lançar uma pergunta final: Alguém ainda tem dúvidas de que os EV´s, as grid´s inteligentes de distribuição de energia eléctrica e a produção de energia através de renováveis (painéis solares, eólicas, etc), e tudo o que se pode implementar de soluções de hardware e software à volta destas tecnologias, como gestão de consumos, automação doméstica, etc, etc, são o futuro nos próximos 15 anos e seria estratégico para Portugal investir de forma focalizada e num esforço que envolvessse Portugal de Norte a Sul ?

Eu estou mesmo convencido de que, se Portugal se empenhasse estratégicamente nestes domínios poderia estar não só na vanguarda da tecnologia em muitas áreas (onde hoje é apenas um "player" curioso na matéria e nas áreas de investigação, embora sem qualquer foco) e poderia mesmo revitalizar a nossa economia e erguer Portugal definitivamente, fazendo-o sair deste fosso de pobreza e miséria, que no fundo, pelo que no ínicio descrevi também o é de pobreza de espírito, a qual considero a pior dos tipos de pobreza que nos têm atingido como sociedade, pelo menos nos últimos 100 anos, e talvez a razão maior para o nosso grande falhanço enquanto Nação e democracia, e do qual todos nós portugueses somos responsáveis, em maior ou menor grau !

Francisco Gonçalves
24May2011
francis.goncalves@gmail.com


16/05/2011

Porque as Técnicas de Meditação podem melhorar muito a sua saúde e mesmo aliviar a dor crónica e o stress !


Já se constatou em investigações anteriores, ao longo de várias décadas e comprovado por inúmero e rigorosos estudos cientificos, que a meditação pode reconstruir o nosso cérebro, promovendo uma melhor qualidade de vida, melhorando significativamenteo nosso estado vital, e evitando mesmo a sobrecarga de informações, numa sociedade cada vez mais exigente, e onde a informação nos chega sob a forma de autênticas avalanches.

Agora uma nova pesquisa bem mais recente vem demonstrar como a meditação funciona no nosso cérebro para nos ajudar a uma maior concentração e, possivelmente até aliviar a dor crónica.
Neurocientistas do MIT e de Harvard descobriram que as pessoas treinadas para meditar são mais capazes de controlar as "ondas alfa" geradas pelos cérebro, as quais se pensa serão responsáveis por minimizar as distracções.

Depois de aprender a meditar, constatou-se que nos vários participantes nesta investigação do MIT, que as suas "ondas alfa" foram significativamente maiores quando estes se focaram em partes específicas do seu corpo.
Os resultados sugerem que aqueles que sofrem de dor crónica, incluindo o stress podem se beneficiar da meditação devido a um aumento da capacidade do seu cérebro em "diminuir o volume dos sinais de dor.".

Se você tem dor crónica ou sofre de situações de dor originadas pelo stress, e se quer mesmo reduzir os níveis do stress, as técnicas de meditação podem ajudar a diminuir esse seu sofrimento.
(Para uma consulta rápida sobre como começar a meditar, visite o Guia do leigo para a meditação em: ( http://lifehacker.com/5591576/a-guide-to-meditation-for-the-rest-of-us ).

Se pretende mesmo aprender uma técnica comprovada cienticamente, e validada ao longo de investigações cientificas de várias décadas, e sob a orientação e acompanhamento de técnicos profundamente especializados, então aconselho pense em Meditação Transcendental, e o link para mais informações pode consultar em : ( http://meditacaotranscendental.blogspot.com/ )
"A técnica de Meditação Transcendental...
- fortalece a comunicação entre o córtex pré-frontal e as várias áreas cerebrais, desenvolvendo a totalidade do cérebro.
- abre a percepção a um campo interior de criatividade e inteligência ilimitadas na fonte silenciosa da mente pensante.
- promove a saúde ao reduzir a activação do sistema nervoso simpático - o que, por sua vez, dilata os vasos
sanguíneos e reduz as hormonas do stress.
- e desenvolve o pleno potencial do cérebro - aumentando o QI e melhorando a performance académica e profissional, ao mesmo tempo que reduz o stress, a ansiedade e a depressão.".

E já agora como nota, embora grande parte da meditação deriva de costumes, filosofias e práticas associadas a certos credos (o hinduísmo e o budismo, em particular), a prática do que a maioria das pessoas conhece como a meditação, ou consciência, não está indelevelmente ligada à religião prática de forma nenhuma. Aliás o budismo embora uma religião, que tem subjacente uma filosofia poderosa, não coloca qualquer limitação, ao invés do que se pode observar nas outras religiões, a crer num Deus ou outra qualquer entidade supra-natural, pois não existe sequer tal imposição.

Por outras palavras, a meditação é uma parte integrante de muitas crenças, mas as crenças não são parte integrante da meditação só por si. Tal como o Yoga existe numa esfera semelhante. Mantenha apenas a sua mente aberta!
Ainda para reforçar todas as investigações e estudos efectuados, em que são sempre ressaltados os enormes beneficios da prática diária da meditação (uma prática bem simples e ao alcance de todos), são confirmadas pelas últimas investigações e conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro humano, cujo magnifico resumo poderemos apreciar no último livro lançado por António Damásio, com "O Livro da Consciência" (recomendo vivamente a sua leitura). Nesta obra excelente do cientista António Damásico, só mais uma vez se comprova que estas técnicas ancestrais estão não só correctas, como funcionam em sintonia com o que hoje de mais avnaçado a ciência sabe sobre o funcionamento do cérebro.

E para reforçar o que acabo de referir, aconselho por último também a leitura do livro "A Alegria de Viver" de Youngey MingYur Rinpoche ( http://yongeybr.tripod.com/mingyur-rinpoche.html ). Ao ler este livro e depois da leitura do "Livro da Consciência" de António Damásio, verá como a filosofia Budista e a técnica de meditação estão mais próximas da ciência e das ultimas descobertas do cérebro, do que alguma vez poderia imaginar. Incitou-o pois a que descubra por si !

Por último importa referir que nenhuma técnica de meditação implica para o seu praticante qualquer crença religiosa ou de outra indole. Trata-se apenas de uma técnica de controle da mente, simples e de resultados assegurados. Experimente e constate por si mesmo e verá que os resultados serão no mínimo benéficos para o seu dia-a-dia !

(Baseado num artigo escrito por Pinola Melanie em Lifehacker)

Nota elaborada por Francisco Gonçalves
11 May 2011
francis.goncalves@gmail.com


O Porquê dos Sistemas Políticos Blindados na Europa e no Mundo !


".... (..)... Ao contrário da grande maioria dos espanhóis, sou um admirador dos Estados Unidos. Há razões pessoais que justificam a minha admiração mas, fundamentalmente, esta radica na constatação, tal como no Reino Unido, dos efeitos singulares e permanentes da revolução liberal Inglesa no Século XVII. Uma revolução política que colocou o rei e os cidadãos em igualdade de condições, perante a lei comum.

Neste sentido, alguns historiadores afirmaram mesmo que foi a única revolução realmente social da história da humanidade. Quatro séculos depois, os dois países (Reino Unido e EUA), continuam a ser, práticamente, os únicos no mundo em que o Estado não está blindado e sobreprotegido face à lei. A revolução francesa do Séc. XVIII, estranhamente, estabeleceu as liberdades políticas dos cidadãos, mas assumiu o direito do "Ancien Régime".

Daí que, na grande maioria dos países europeus, a ditadura, como a franquista em Espanha, ou a de Salazar em Portugal, se tenham acomodado perfeitamente com o regime jurídico herdado, e já de si blindado.

O General Franco não precisou modificá-lo, porque o Estado já estava e continua hoje a estar perfeitamente blindado, juridicamente face aos cidadãos; conta até com os próprios advogados do Estado e os seus próprios tribunais ..(..).".

[Extraído de Livro de Eduardo Punset, Advogado, Economista e Político Espanhol]


15/05/2011

A massa de que são feitos os patrões de Portugal !

Os patrões em Portugal, e é assim que eles se intitulam nas associações, e não como empresários ou menos ainda como empreendedores, que infelizmente quase não temos, salvo umas honrosas e poucas excepções, são temperados de uma massa especial e em geral herdaram algumas das características do típico burgesso português!
Os patrões de Portugal genéricamente apresentam uma cultura geral bastante baixa, não sabem lidar com recursos humanos, não imaginam sequer, ou não querem saber o que é uma liderança séria, e olham sempre para os colaboradores como empregados (ou seja "gente inferior" em que eles mandam como querem, e até onde podem livremente despejar as suas frustrações e complexos no seu dia-a-dia!). Não impera o respeito nem a consideração pessoal e menos ainda a profissional.

Aliás, basta olhar para o panorama das empresas em Portugal, a sua (falta) de organização, a sua forma típica de trabalhar, sempre com os modelos e princípios retrogrados e baseados na "mesmice", para se concluir facilmente que de patrão a burgesso vai um pequeno passo, a diferença é mesmo muito ténue, e esta é a minha opinião confirmada pela experiência de campo ao longo de muitos anos, e lidando com muitas empresas, desde as mais pequenas até às grandes empresa privadas e públicas (esta é a regra e as excepções só confirmam a veracidade da primeira).
A falsidade e a imoralidade são o seu forte, nas jogadas de submissão a que se atêm, na perspectiva de imporem o seu poder pela força e ignoram sobretudo aquela máxima, se não estou em erro, de Napoleão Bonaparte "de que o poder que lhes é conferido, não é para ser usado, pois de cada vez que se usa vai-se gastando". E ninguém ainda soube explicar a estes senhores, ao fim de tantos anos (e em pleno Séc XXI), ou eles não querem de todo aprender, que o poder é efémero, sobretudo quando é conferido apenas e se usa impondo-o pela força, e não conquistado e exercido de forma natural através do respeito, da consideração pessoal, do desenvolvimento de ralações humanas sãs, e da competência profissional.

E depois, a agravar tudo isto, também desconhecem regras básicas, que se ensinam em psicologia humana (e isto apesar de muitas e muitas empresas até terem departamentos de RH e técnicos com os conhecimentos adequados), o poder sempre e sempre a ser usado, cansa as pessoas e leva-as sempre ao desânimo, à frustração, e mesmo à mais completa exaustão, e essa é a mais triste realidade das relações de trabalho em Portugal !

Os patrões lusos preferem ainda a adulação, a submissão e a subserviência ao profissionalismo e à competência, não são capazes de delegar; usam a punição e a chamada de atenção, mas nunca o elogio; não compensam o esforço nem a competência, antes preferindo compensar quem se lhes submete e é o informador "pidesco" de serviço; não têm estratégias claras sobre os objectivos a atingir (individuais e/ou de grupo); ao invés do que seria desejável, praticam 80% de improvisação para 20% de planeamento / estratégia; tentam sempre tirar partido da fraqueza do trabalhador em vez da motivação adequada de forma a que pudessem tirar partido máximo do seu potencial; usam as mais elementares e até às vezes, fraudulentas técnicas de dividir para reinar, etc.

Com todas estas práticas destrutivas, colocam assim a sua empresa na rota do maior falhanço da produtividade, eliminando de todo qualquer capacidade de colaboração dos seus trabalhadores, o que é talvez o mais valioso contributo e forma de trabalhar nos dias de hoje, já que a inovação, factor primordial para as empresas serem bem sucedidas nos tempos que correm, é impossível ocorrer sem o factor colaborativo e o empenhamento pessoal estarem mínimamente assegurados.

Em suma são autênticos assassinos (mas convictos) da produtividade individual e de grupo, e cuja actuação de verdadeiro "burgesso" tem como único fim explorar tudo e todos, desde que para ele resulte lucro e dinheiro "vivo", não respeitando sequer os compromissos com o estado (o Estado também parece não se importar muito!!) , e sempre na mira da mais absoluta fuga ao pagamento de impostos, a que está sujeito legal, moralmente e civicamente.

Mas aqui também a moral e o civismo não são própriamente o seu forte, como atrás ficou bem patente. São assim os patrões de Portugal, e a (falta) de produtividade e (falta) de competitividade são o resultado das metodologias que em regra geral adoptam as empresas geridas por estes "gurus" da gestão lusa, através do emprego muito bem conseguido e melhor aplicado, de algumas das "melhores práticas" que acima mencionei.

Aliás, há ainda outro fenómeno bem perverso que faz parte da "prática empresarial deste país", embora também exista noutros países, e de que acima não falei propositadamente, porque este merece um parágrafo especial, tal é a gravidade do mesmo. Estou aqui a falar do fenómeno de "mobbing", mais conhecido por assédio moral, que é um crime perverso e hoje prática comum nos atentados contra os trabalhadores nos seus locais de trabalho, perpetrados pelas chefias lusas, sem que a legislação nativa ofereça qualquer protecção para este fenómeno, que afecta não só gravemente a saúde dos próprios trabalhadores, como é mais um factor importante de quebra na produtividade individual e ainda um prejuízo para o país, nomeandamente pela enorme quantidade de baixas médicas que este fenómeno produz anualmente.

Estima-se que existam mais de 100,000 trabalhadores a sofrer diáriamente na pele estes atentados por parte dos "patrões" e suas "chefias", contra os seus empregados nos próprios locais de trabalho. Para mais detalhes sobre este fenómeno :
Há assédio moral em excesso no trabalho e nas empresas em Portugal - Como fica a colaboração e o "Team-Working" nas empresas? ( http://fgonblog.blogspot.com/2009/05/ha-assedio-moral-em-excesso-no-trabalho_06.html ).

Eu por último apenas acrescentaria que qualquer ferreiro ou sapateiro na Idade Média faria o mesmo, ou até melhor!

Mia Couto acrescentará algo mais e dirá melhor que eu : ( http://www.facebook.com/notes/francisco-goncalves/pobres-dos-nossos-ricos-/10150192378884925 ).

Francisco Gonçalves
14 May 2011
Francis.Goncalves@gmail.com
Nota:
1) Definição de Burgesso, dict. de Português - diz-se de pessoa com falta de bons modos, rude, bruta, e mal educada / mal formada.
2) Para os Patrões, Empresários e/ou Empreendedores que não se revêm no descrito nesta nota, decerto não têm empregados, mas sim colaboradores e estes reflectirão no seu balanço, os activos intangíveis bem mais preciosos!
3) A Gestão de talentos no Séc XXI - ( https://docs.google.com/present/view?id=ajkr37d8bd33_11613hfgc2jdx ).

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