22/12/2013

Porque somos o melhor povo do mundo !?

Para que se entenda porque classifico este sistema de governação autocrático e de plutocratas e párias, de "salazarento" deixo para reflexão uma frase de um conhecido e distinto filosofo e politico do séc passado, o Marquês de Maricá que disse "até há povos que conseguem ser razoávelmente felizes, quando são GOVERNADOS POR UM SÓ DITADOR".
De facto há uma razão objectiva para nos classificarem como o “melhor povo do mundo”, em minha opinião, e que tem a ver com um facto que é  no entanto bem humano, mas que nos leva a esta passividade letal -  a nossa mente mente-nos... é muito mentirosa.. e nós nem duvidamos dela!
Não basta ser e estar bem informado e politizado (veja-se o “case study” dos comunistas portugueses)!
É preciso ter espírito critico e exercê-lo todos os dias e sobretudo começarmos por duvidar em primeiro lugar das nossas próprias ideias e crenças... algo que infelizmente muito poucos portugueses praticam...
Francisco Gonçalves “in” 22Dec2013


(francis.goncalves@gmail.com )


"Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar."

[Carl Sagan]

21/12/2013

O “país do burro” e dos muitos burros que estão a virar asnos!

Muito triste este país amoral e criminosamente injusto, e onde a própria justiça, ou tem medo ou foi já comprada pelos muitos grupos económicos que dominam esta pobre terra, e dela fazem os seus "mercados", constituindo assim os cidadãos em meros escravos.

Demasiado duras as minhas palavras? Ou a realidade objectiva de quem não a quer ver e continua a esconder-se atrás de mentiras e inverdades convenientes e sobretudo cómodas?

Mas até quando tal vai ser possível é a questão!

Pois num país onde mais de 55% dos portugueses vivem hoje na beira da pobreza e gravitam na órbita dos impérios das caridadezinhas fascistas, que se anunciam e insinuam ignóbilmente nas rádios, TV e nos média em geral.

De facto, confirma-se que a pobreza é um grande negócio e este é o estado putrefacto a que chegámos, mas com um povo submisso e que ainda apoia e vai votar neste ditadores todos! E confirma-se também que "um povo assim está a ser ele próprio o instrumentos CEGO da sua DESTRUIÇÃO".
Vivemos hoje sob uma Ditadura bem mais ignóbil que a do próprio ditador Salazar. Eu sei do que falo, vivi lá e não gostei!
No entanto tenho que admitir, embora com enorme pesar, que nos tempos de Salazar ainda havia gente honesta, pura e que não pactuava com a mentira nem a ignomínia. E a excelência e o mérito ainda eram reconhecidos na sociedade e a educação pautava-se por estes rigorosos critérios, que são os únicos que podem levar uma sociedade ao sucesso.
Hoje campeiam a mentira torpe, a incúria, a incompetência e a ignomínia, e onde só os desonestos, os corruptos, os incompetentes e os medíocres são "gente de bem", são reconhecidos pelos seus "pares" e "bem sucedidos" !
Nesta ditadura dos plutocratas e agiotas, são "maus cidadãos" todos aqueles que se pautam pela verdade, que são honestos e pessoas de bem. E a estes apenas lhes está reservado terem que emigrar para sobreviverem!
Aos que por cá ficam e que se calam submisso a estes tiranos todos, infelizmente não lhes auguro grande futuro, a não ser uma pobreza de um submundo, pior que qualquer país subdesenvolvido da África subsariana!
“Os que sabem dar a verdade à sua pátria não a adulam, não a iludem, não lhe dizem que é grande, porque tomou Calicute; dizem-lhe que é pequena porque não tem escolas. Gritam-lhe sem cessar a verdade rude e brutal. Gritam-lhe: tu és pobre, trabalha! tu és ignorante, estuda!, tu és fraca, arma-te!”
[Eça de Queiroz]
FGonçalves (03Dec2013)
Nunca as palavras de Jorge de Sena fizeram tanto sentido, nem nos tempos de ditador Salazar (e eu vivi lá!), como o fazem hoje nesta ditadura da mediocridade e onde a pobreza de espírito é quem mais ordena !
A excelência e o mérito são em Portugal perseguidos e convidados a emigrar, como nunca !
"Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas,
e todos estão contentes de se saberem sacanas.
Não há mesmo melhor do que uma sacanice
para poder funcionar fraternalmente
a humidade de próstata ou das glandulas lacrimais,
para além das rivalidades, invejas e mesquinharias
em que tanto se dividem e afinal se irmanam.
Dizer-se que é de heróis e santos o país,
a ver se se convencem e puxam para cima as calças?
Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
ingénuos e sacaneados é que foram disso?
Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
que a nobreza, a dignidade, a independência, a
justiça, a bondade, etc., etc., sejam
outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
a um ponto que os mais não são capazes de atingir.
No país dos sacanas, ser sacana e meio?
Não, que toda a gente já É, e pelo menos dois.
Como ser-se então nesse país? Não ser-se?
Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma."
10/10/1973
Poema de Jorge de Sena
(poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, tradutor e professor universitário português).

O medo de ser português e de existir

Hoje, ontem e desde sempre vivemos num país mergulhado nas trevas e onde o medo tolhe tudo e todos !
O estado a que chegámos e a imobilidade de sempre desde povo é sobretudo porque este é medroso e incapaz de se unir, rompendo com as densas trevas em que está envolto e tolhido por uma cultura do medo que lhe foi instilada pelo próprio sistema educativo!
E eles, o poder reinante, sempre se governaram apenas a si próprios, em função da velha máxima do "dividir para reinar" e de uma sociedade mantida envolta num manto de medo e que
não para de incutir  o "medo do medo" !
De facto como dizia Mia Couto, há gente que tem "medo que o medo acabe", porque quando chegar esse dia os Vasconcelos deste país serão finalmente arremessados pelas janelas, e o país talvez ainda possa conter uma réstia de esperança, de finalmente vir a ser uma democracia séria e comprometida com aqueles que deve servir e que são os legítimos detentores do poder, o povo de Portugal!
Francisco Gonçalves "in" 19Dec2013

O Jugo da Maquinaria Política! "Os interesses comuns do género humano são enumeráveis e ponderáveis, porém a maquinaria política existente obscurece-os por causa da luta em torno do poder entre diferentes nações e partidos. Máquina diferente, que não exigisse modificações legislativas ou constitucionais e que não fosse muito difícil de criar, minaria a fortaleza da paixão nacional e partidária e focalizaria a atenção sobre medidas benfazejas a todos, em vez de concentrá-la em prejudicar o inimigo. No meu entender, é por esta directriz, e não pelo governo nacionalmente partidário, que se encontrará a saída dos perigos que actualmente ameaçam a civilização. O saber existe, e a boa vontade; ambos porém continuarão impotentes enquanto não possuirem orgãos próprios para se fazerem ouvir. " Bertrand Russell, in 'Ensaios Cépticos: A Necessidade do Ceptcismo Político'

“A cultura do medo é tóxica, seja ela deliberada e subproduto da intimidação ou um efeito acidental produzido por um estilo de gestão punitiva. O medo impede as pessoas de se manifestarem, mesmo quando o seu melhor juízo lhes diz que algo está errado.”
[ ANYA KAMENETZ “in” FastCompany]

20/12/2013

Os defeitos e as qualidades vistas por cada um de nós, seres erráticos e errantes!

Um dos grandes problemas da humanidade é o de de sempre querer dividir o seu próximo e as coisas, em qualidades e defeitos e sempre julgando em função desta psicose, agigantada pela moral cristã! 

Talvez valha a pena passarmos a julgar menos, a apreciar mais as pessoas e as coisas e sobretudo aprender a entender que tudo o que nos é dados perceber pelo nosso “self” é relativo e relativizável, e portanto as pessoas e as coisas só podem ter apenas características!

Aprendamos pois a "usufruir" e fruir das características de cada um, e entre todos, e o mundo passará a ser algo bem melhor e mais "curtido" para todos.
É uma contradição apontar defeitos e qualidades nos outros, na perspectiva de cada um de nós, seres erráticos e errantes!
Que esta seja também uma época de reflexão para todos nós, que com as nossas atitudes diárias simples, temos o poder de “mudar” o país e o mundo, tornando-os locais um pouco mais “habitáveis” e fraternos!

Para todos um Bom Natal e Festas Felizes e tal como disse Bertrand Russell "saibamos nós engrandecer o coração como já fomos capazes de engrandecer o intelecto".

[ Francisco Gonçalves "in" 20Dec2013]


( francis.goncalves@gmail.com )

Tu podes, com certeza, conviver com os outros, mas nunca seres os outros. Eles podem ser muito bons, mas tu és sempre melhor porque és diferente e o único com as tuas características.
[Agostinho da Silva]

13/12/2013

Um Portugal parado no tempo e desde sempre !

Um Portugal parado no tempo e tal como na era de Salazar, fora do tempo e do modo! 

Afinal não era só o "botas" que era um bota de elástico, mas confirma-se que os portugueses
todos são uns grandes "botas" ... de elástico também...

Assim estão bem uns para os outros e ninguém se pode queixar... Como concluiu Voltaire em "O Cândido", afinal "tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis"...

Isto é de facto Portugal e os portugueses são quem faz de Portugal isto! 

Somos todos culpados.. disto!



E cito uma verdade inconveniente que li algures e que pode ajudar-nos a reflectir sobre porque somos o que somos :
"a sociedade prefere sempre os que falam bem e agem mal e condena com rapidez todos os que falam mal e agem bem".

FGonçalves “in” 13Dec2013


"Não há pensamento onde não há liberdade. Os nossos oito séculos de opressão e de intolerância deram isto: um povo cujos intelectuais raciocinam sempre a fazer figas."

Miguel Torga

06/12/2013

Os Pobres dos nossos Ricos, por Mia Couto in "Savana"

Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. 

Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia. Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade. 

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações electrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.

Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído. 

Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros. Esses outros que os vêem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada. 

A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso”? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país. 

São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode irás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação. 

Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida. Uma parte da nossa elite está pronta para cometer esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.

Autor : 
Mia Couto in SAVANA
13.12.2003
Extraído do link aqui mencionado

Eu não consigo acrescentar muito mais às palavras sábias de Mia Couto, também um dos meus autores de língua portuguesa preferido, mas apenas quero também aqui citar o Frei Fernando Ventura que disse há uns meses o seguinte "Ser Rico não é crime. Crime é ser Rico e Avarento! ".

Que economia e sobretudo que futuro para Portugal ?

Qual economia, qual recuperação, qual revitalização das empresas! E sobretudo que futuro para Portugal ??
Será que ninguém explica a estes economistas, políticos e governantes medíocres e sem vergonha, o que significa a palavra moeda (dinheiro), em inglês "currency", que implicitamente quer dizer... fluir... circular... ??!!
Pois se o dinheiro fica sempre entrincheirado nas mãos de meia dúzia de avaros e agiotas deste pobre país, e estes o põem sempre a salvo...em fantásticos "colchões” de offshores, sobretudo durante as crises económicas, e quando este é precisamente mais necessário na economia e posto a circular…
Do dicionário : currency-substantivo
moeda - currency, coin, gold / dinheiro - money, currency, dough, gold, penny, purse
moeda corrente - currency / circulação - circulation, running, currency, march
curso - course, progress, current, class, process, currency / papel moeda -paper money, paper currency, currency, paper, money, bank paper..
.. portanto não o deixam circular.. fluir… progredir.... assim o país nunca terá futuro e falar de economia é falar de corrupção, crime, agiotagem e extorsão... nunca de criação de riqueza…. e o sempre badalado “empreendedorismo” é uma falácia e uma forma desonesta de propor o “desenvolvimento” do país. E pior, uma mentira concertada pelos agiotas para assim manterem o povo no seu lugar, enquanto estes desfilam por entre a podridão das suas fortunas inúteis e estéreis, quase sempre fruto do roubo e da agiotagem sobre a nação.
Citando Reid Hoffman Co-Fundador do Linkedin "...(...).. um empreendedor que tenta criar um negócio numa sociedade enferma é como uma semente num vaso que nunca é regado: por mais talentoso que seja esse empreendedor, o negócio nunca poderá florescer."
Uma moeda ("currency") que não circula na economia traduz necessáriamente uma economia débil e sem qualquer vitalidade, e como num corpo humano onde a circulação sanguínea é deficiente, tal só pode determinar a falência e a morte !
Cuidados paliativos e medidas avulso são sempre a receita, mas nunca a cura e o resultado é um país sempre em crise e num imenso lodaçal de pobreza! Ontem, hoje e amanhã.. fatalmente!
O país precisa ser qualquer coisa de LIMPO E ASSEADO e nas escolas precisam ensinar outras matérias... que não só como se faz extorsão, evasão fiscal, economia paralela, crime económico.. e em
suma, parar de ensinar e dar exemplos de como se sobe na vida apenas pela desonestidade, pela cabotinagem e bajulação sórdidas, pela mentira e mesmo pelo crime.... quem em Portugal compensam sempre !
Em tom de desalento, resta-me citar Mia Couto A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.. A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos". Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas.”
Francisco Gonçalves “in” 05 Dec 2013

( francis.goncalves@gmail.com )

Os pobres dos nosso ricos, por Mia Couto, Escritor !

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