16/09/2009

As Agências Bancárias do Futuro na economia Conceptual !!!

Os bancos terão cada vez mais que marcar a diferença pela qualidade e inovação dos serviços que prestam aos seus clientes. E as tecnologias de informação e telecomunicação asseguram que estes dois factores estão presentes e acentuam o domínio de mercado, pelas organizações que mais rapidamente as adoptam.

A tecnologia tem como tal, ao longo dos últimos 30 anos, vindo a redefinir o modo como os consumidores interagem com os bancos aos mais variados níveis, mas infelizmente ainda não nos moldes em que o negócio se desenvolve.

No entanto, apesar das caixas automáticos, Banca on-line através da Web e banca no telemóvel, a actividade tradicional continua a ser muito importante para os clientes e os próprios bancos. Os clientes exigem a conveniência dos serviços bancários, onde, quando e como quiserem, quer se trate da simples transferência de fundos on-line, ou de como aplicar as suas poupanças. Também a actividade comercial e a angariação de clientes continua fundamentalmente a ser conseguida através dos contactos locais, na comunidade em que os clientes se inserem. E aqui as expectativas das pessoas continuam fortemente no sentido de ter ligações mais estreitas e de obter um sentimento de diferenciação.

As agências bancárias, ou balcões, não terão como tal tendência para desaparecer, com a ainda mais rápida automatização de processos e a proliferação de acessos online e a massificação da mobilidade, como nos poderá parecer à primeira vista. Ao contrário, estas serão factor de diferenciação, através de uma maior personalização de serviços, de forma inovadora. A relação com o cliente (Customer Relationship Management) será o pólo aglutinador destes serviços, que serão adequados na exacta dimensão dos seus clientes, num novo estilo informal e flexível.

O vídeo:

As agências do futuro terão, para tal, que recriar espaços elegantes com uma atmosfera amigável. Os grupo-alvo serão as pessoas de qualquer nível de rendimento que querem tratar das suas finanças com total liberdade e sem qualquer aspecto mais formal ou rigoroso.

Terão várias áreas diferentes tecnologicamente apetrechadas e destinadas aos visitantes, com base por exemplo, na identificação por RFID do perfil bancário do cliente e após conhecer a razão da sua visita. Desta forma os clientes de maior valor podem aceder a áreas mais adequadas e obter os seus serviços mais eficazmente, enquanto outros clientes com perfil diferente podem ser solicitados a aguardar em sala onde os sistemas de informação lhe podem oferecer também informações personalizadas de utilidade intrínseca.

A Agência bancária do futuro promoverá seminários livres e eventos sobre como tratar das suas finanças e de envolver-se com o mercado monetário. Promoverá e divulgará eventos locais e regionais, envolvendo e envolvendo-se com a comunidade local em que se insere.

As redes sociais farão parte deste "puzzle" e serão o pólo aglutinador de eventos, ideias e negócios, que a tecnologia materializará através de serviços integrados de voz, dados e imagem, propiciando sessões de video-conferência, comunicação de voz, publicitação de eventos dos mais variados e de oferta de serviços bancários e outros, etc.

Os bancos do futuro flexibilizarão os actos bancários oferecendo um leque de serviços de molde a que o cliente possa lidar com o seu dinheiro com total independência e flexibilidade. E os serviços traduzirão muito mais do que dinheiro: Os bancos do futuro apresentar-se-ão como locais de reunião com total mobilidade, abrindo espaços para a arte, cultura e favorecendo a discussão de ideias e negócios, e um lugar de eleição para visitar e tomar um café, diante de um nova proposta de empréstimo / aprovação de crédito para aquisição de casa ou para investir num negócio próprio, enquanto apreciam uma pintura ou escultura de um brilhante artista plástico local.

O Séc XXI será dominado pela emoção e pela dominância do hemisfério direito do cérebro, como tal os balcões dos bancos, para além dos aspectos tecnológicos que estarão em mudança e adaptação contínuas, poderão acentuar a sua relevância e terão como tal reunidas condições para que as suas agências sejam pontos de encontro onde as artes em geral e finanças se podem interpenetrar, traduzindo espaços multi-culturais e de informação, assegurando que serão visitados pelos seus clientes, por forma a unir e, porque não, moldar preferências e tendências pessoais e de grupos.

Poderá não concordar com o que atrás descrevi, mas certamente que o vídeo acima lhe terá despertado a imaginação para outras inovadoras formas de serviços, que serão deveras apelativos para os clientes actuais e futuros dos bancos.

Francisco Gonçalves @ Softelabs as IT Architect & Open Source Solutions Advisor (2009).

Nota: Os seus comentários a este "post" são muitos benvindos !!! Diga-me o que pensa sobre este tema ou algo que queira acrescentar. Obrigado !!! (francis.goncalves@gmail.com).

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