16/09/2009

Inovar é preciso !! A Arte e a orientação para a inovação nas empresas: a economia das Empresas, Portugal e os Portugueses agradecem....

Muito pouca atenção tem sido dada às políticas para a melhoria da capacidade das empresas em absorver e aplicar os frutos de uma maior compreensão da oferta da ciência e investigação, nem de como as necessidades dos mercados e os clientes são servidos e de como os efeitos de produtividade beneficiam as empresas e a comunidade de um País.
A inovação não trata apenas da descoberta inicial, é sobretudo sobre o processo de aprendizagem - aprender fazendo, a aprendizagem através da aplicação da tecnologia, de equipamentos e de sistemas de e-learning, através da interacção com os outros, e com o mundo. Os maiores benefícios da inovação são activados quando as empresas decidem estrategicamente criar uma vantagem competitiva, pela percepção do valor que geram ao descobrir novas e melhores ofertas de produtos e serviços, porque alguém está disposto a pagar por eles.

É crucial para compreender melhor como a inovação funciona ao nível da empresa e, em particular, como as empresas adquirirem, absorvem e aplicam o conhecimento de todas as fontes (da ciência e investigação, bem como dos mercados e clientes) para fornecer novas, diferenciadas e valorizadas ofertas de negócios, e continuamente sendo capaz de o fazer sempre que as condições e as circunstâncias mudam.
Essa inovação empresarial envolve a criação de competências e aprendizagem por parte das empresas. Mais do que apenas o toque empresarial, requer-se proficiência em sustentar o dia a dia de sistemas de negócio e competências de gestão para trazer produtos e serviços para o mercado e melhorar continuamente ofertas de mercado em resposta às mudanças deste, mesmo em circunstâncias adversas como em tempos de turbulências e crises económicas.

Mark Dodgson, da Universidade de Queensland na Austrália, identificou uma ampla gama de planos estratégicos, operacionais e de integração e sumarizou quais as capacidades necessárias para guiar as empresas inovadoras, e que são:
As competências estratégicas e de liderança
• capacidade para responder às mudanças no ambiente de mercado;
• comunicar claramente a intenção estratégica e articular a necessidade de operar a mudança através da inovação;
• capacidade de nutrir ideias inovadoras e criatividade em toda a empresa;
• compreender o valor que a inovação pode oferecer, e estar aberto a novos modelos de negócios alternativos;
• abertura para aprender com o fracasso ("quanto mais depressa errar, mais rapidamente poderá tentar de novo e acertar", Tom Peters 2008);
• pensar e agir a partir de uma perspectiva global.

Competências operacionais
• avaliação de oportunidades de inovação através de métodos formais para sua análise, avaliação e selecção, incluindo o mercado pesquisa e avaliação de riscos;
• identificar os desafios na gestão das actividades inovadoras, aquisição de ferramentas para tornar os processos mais sistemáticos e necessidade de configurar os recursos para apoiá-los;
• reduzir o tempo de ciclo e custo da inovação através da simulação, modelagem e uso de prototipagem virtual e rápida (uso de redes sociais e Web 2.0 e Web 3.0);
• criação de valor do projecto; capacidade de inovação dos colaboradores;
• Incentivar, através de incentivos e recompensas para a experimentação e inovação;
• proteger a propriedade intelectual de forma adequada e;
• Auditoria e medição do desempenho da inovação de forma significativa, incluindo a opção de valores que ela cria.

As capacidades integrativas
• colaborar efectivamente com parceiros, clientes e fornecedores na criação e entrega de inovação;
• respeitar e desenvolver quadros regulamentares, normas técnicas e exigências ambientais;
• intermediação de conhecimento sobre a inovação em toda a organização, limites profissionais e disciplinares.

O sucesso assenta em estratégias de longo prazo e deliberadas, concentrando investimento no suporte da empresa detendo e cuidando dos activos tangíveis e intangíveis. O mais importante aqui são a formação, aquisição de qualificações e competências, gestão de risco, recrutamento, design, transferência de tecnologia, proficiência em vendas e marketing, produção e capacidades específicas de gestão na óptica da inovação, acrescentando valor.
Inovação, portanto, precisa ser entendida não como apenas um sistema envolvendo novos produtos e tecnologias, nem apenas criatividade e empreendedorismo. A essência da inovação na prática é a criação de novo valor de mercado voltado para a transformação do negócio numa perspectiva aberta e colaborativa.
Como tal os gestores das empresas necessitam estar cientes de que estas têm que adaptar-se às tecnologias do século XXI e à luz das mais recentes ciências do comportamento (ver apresentação). Só a inovação nesta perspectiva poderá impulsionar as empresas e as sociedades na senda do sucesso e de mais progresso.

Francisco Gonçalves @ Softelabs (2009).

Fontes: Agenda Austrália on Innovation (c) 2009 (Studies & White Papers).
O Open Source e seu impacto económico 2008 (c)

Ver também:
Open Innovation
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