20/09/2011

O mundo global e o deficit dos países ! Como sair deste aparente "beco sem saída" !


Se analisarmos globalmente o mundo, e quais os países mais endividados, depressa chegaremos à conclusão de que estes (incluindo os EUA), continuarão a crescer marginalmente por mais 10 ou 20 anos, sem qualquer hipótese, na sua maioria de regularizarem as suas dividas externas. Alguns deles entrarão em incumprimento mesmo! A não ser que.....

Num mundo globalizado, de livre circulação, de partilha do conhecimento e conectividade instantâneos, a tendência tem sido para que as indústria se tenham deslocalizado para os países de mão de obra mais barata. Então, estamos já hoje a assistir ao crescimento dos países onde se instalaram essas indústrias, como a China, Índia  Brasil, etc. ao mesmo tempo que assistimos impávidos e serenos ao continuo crescimento dos países produtores de gás e petróleo (com o mundo globalmente dependente na quase totalidade destes últimos).

Portanto, os países com elevadas dividas externas têm, em minha opinião apenas uma alternativa face a perpetuarem-se no crescimento económico débil e a verem a sua riqueza esvair-se, bem como ao assistir a uma regressão no seu progresso social, mesmo com cenários evolutivos de crises sem fim à vista.

E essa alternativa parece-me não só óbvia como altamente viável e de sucesso para os países que a adoptarem. Ora se os únicos países a crescer economicamente muito acima da média são os países para onde se deslocalizaram indústrias e os países produtores de petróleo e gás, bom então a conclusão parece-me ridiculamente simples.
Excluindo, de novo a localização de fábricas, uma vez que se trata de uma alternativa impossível, já que o mundo não anda para trás, a única forma de crescer é por meio da inovação intensiva no domínio das tecnologias de produção de energias limpas e todas as outras tecnologias associadas, susceptíveis de se tornarem mais eficientes e mais económicas.

Mas a chave do progresso e crescimentos económico não está só nas energias limpas e renováveis, mas também no foco na inovação quer por parte das empresas, quer por parte das agências e empresas governamentais em áreas, já hoje consideradas de futuro nos próximos 10-20 anos, e onde a inovação intensiva determinará o sucesso dos países que aí se focalizarem.

Mais que nunca estamos em tempos de mudança acelerada e como tal, é urgente e mandatório investir mais e mais naquilo que nunca foi tentado ou feito, e à semelhança dos nossos navegadores "ir por mares nunca dantes navegados".

"O Homem não poderá nunca descobrir novas terras.... a não ser que tenha a coragem de largar de vista a costa" [desconhecido].

Francisco Gonçalves
20Sept2011
francis.goncalves@gmail.com


Atenção: Esta nota tem carácter geral e não teve qualquer intenção de colocar em questão a complexidade maior da economia mundial e outras causas que contribuem igualmente para que os países desenvolvidos do ocidente estejam a acumular grandes dividas. Isso poderá ser tema de um artigo bem mais vasto.

"Os humildes  podem herdar a Terra, mas não os seus direitos minerais" [Lei De Murphy]

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