05/01/2012

Os cidadãos demitem-se e os politicos servem-se a seu bel-prazer

Os Cidadãos deste País têm que passar a participar activamente na vida pública e isso implica muito mais do que limitar-se a ir votar de quatro em quatro anos ou a participar passivamente em comicios e festas de rua promovidas pelos partidos politicos.
Temos um povo que se demite de exigir os seus direitos, e depois admira-se de ser deploravelmente governado, e mesmo explorado até à medula da forma mais vil e pérfida, por uma classe de poder abominável, que o tomou de assalto em nome do povo.

Sim, porque a legitimidade destes governos, com os niveis de abstenção que se tem verificado nos ultimos anos, é bem frágil, muito embora contraste com a força que eles empregam contra os cidadãos, em prepotência, manipulação dos meios de comunicação social e na forma como continuam a privatizar os lucros públicos e a nacionalizar os prejuizos de uma economia corrupta, monopolista e cartelizada, por amigos também bem instalaos em lugares chave do poder.

Não são portanto, em minha opinião, estes governantes eleitos de pleno direito pelo povo, mas sim usurpadores do poderes que o povo não lhes concedeu de todo.
Certamente o povo não lhes concedeu o direito nem a autorização para terem endividado o país até ao limite actual, o que nos torna totalmente incrediveis e inviáveis perante os nossos credores internacionais.
Mas notem que a culpa de toda esta situação que vivemos, É TODA SÓ E UNICAMENTE DE TODOS NÓS CIDADÂOS DESTE PAÍS.

Não acreditam? Então queiram dar atenção por favor ao que nos diz a constituição portuguesa, sobre estes pontos concretos:
"Artigo 108.º
Titularidade e exercício do poder
O poder político pertence ao povo e é exercido nos termos da Constituição.
Artigo 48.º
Participação na vida pública
1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.
2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.".

Portanto, perante a demissão dos cidadãos face aos instrumentos que a constituição lhe confere, para fiscalizar os actos de governação deste país e as contas públicas, os nossos politicos, tendo a grande maioria vindo a aprimorar as suas técnica de roubo da "coisa pública", sem qualquer pudor, e tendo sido dispensados de qualquer moral ou ética, têm por conseguinte aproveitado para lançar uma operação vasta de pilhagem sobre os recursos do país e dos próprios cidadãos.
A culminar com isto tudo, existem no estado orgãos de soberania que não estão sequer subordinados a nenhum outro orgão de fiscalização previsto na constituição, situação que só por si gera a mais pérfida confusão, por entre a qual se evadem os criminosos de colarinho branco e todos aqueles que de alguma forma lesam o estado e os cidadãos (e que têm sido muitos como todos sabemos).

Perante isto só há uma hipótese para parar esta pilhagem e destruição do país, que é os cidadãos unirem-se fortemente e começarem a exigir a fiscalização de toda a legislação que venha a ser produzida pela AR, das contas públicas e sobre os níveis de endividamento que nos têm vindo a impor criminosamente.
E isto só está nas mãos dos portugueses, só estes poderão por um ponto final e alguma ordem na desordem e caos actual de governação do país.

O meu apelo vai pois para os cidadãos responsáveis deste país, para que se unam e comecem a trabalhar no sentido de criar um comité, ou núcleo, preparado para lidar e fazer "interface" com os orgãos de poder, na mais abosluta operação continua de fiscalização das contas públicas e de todas as medidas que o governo e a AR venham a determinar.

Por Portugal sempre !

Francisco Gonçalves @ 30 Oct 2011
francis.goncalves@gmail.com

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