28/11/2012

Fim da corrupção colocaria Portugal ao nível da Finlândia !


Estudo do Banco Mundial de 2005, mostra que países podem triplicar os seus rendimentos per capita e diminuir mortalidade infantil.
A corrupção prejudica famílias mais pobres com impostos injustos e cria a necessidade e aguça o engenho de «subornos» nos serviços públicos, aumentando cada vez mais os níveis de corrupção no poder local, junto de municipios e juntas de freguesia, onde esta já representa uma fatia rondando os 60% do total nacional estimado valores ligados à corrupção.

Mais, este estudo mostra algo mais surpreendente, o de que o fim da corrupção poderia colocar Portugal ao nível de um país como a Finlândia.

«Dez mitos sobre a governação e corrupção» aponta o caminho para o desenvolvimento. E garante que a diminuição da corrupção poderia pôr Portugal na senda do desenvolvimento, ao mesmo nível da Finlândia.

Daniel Kaufmann, director dos Programas Globais do Instituto do Banco Mundial, apresenta esta tese num artigo publicado na revista trimestral do Fundo Monetário Internacional, «Finance and Development», também divulgada na internet.
O estudo do Banco Mundial estima que um país que melhore a sua governação e que parta de um baixo nível pode alcançar uma bom termo de desenvolvimento e triplicar o rendimento per capita da população. As melhorias, segundo Kaufman, vão mais longe e afectam ainda a redução da mortalidade infantil assim como a iliteracia.

Essa melhoria corresponderia a subida no nosso ranking em questões de «controlo e corrupção» na base de dados do Banco de Portugal, subindo Portugal ao nível da Finlândia, Guiné Equatorial ao nível do Uganda que, por sua vez, alcançaria a Lituânia que, chegaria ao rendimento de Portugal.
O texto, intitulado «Dez mitos sobre governação e corrupção», aborda várias questões, nomeadamente o impacto da governação no desenvolvimento. No estudo, o responsável do Banco Mundial mostra que em geral os países podem extrair enormes dividendos do desenvolvimento e da melhoria da governação.

Segundo Kaufman, governação e corrupção não podem ser mensurados. Mas o Banco Mundial reuniu em base de dados indicadores de governação de mais de 200 países, constituidos por mais de 350 variáveis obtidos por dezenas de instituições por todo o mundo.
No caso de corrupção, em países em desenvolvimento, a corrupção acaba por resultar numa desproporção para as famílias com menores rendimentos: pagam mais impostos do que deveriam, e parte dos seus rendimentos são gastos em «subornos» para terem acesso aos serviços públicos. Numa estimativa, as transacções mundiais são «manchadas» pela corrupção em perto de um trilião de dólares."



                                                 Texto extraído do artigo acima mencionado:

Daniel Kaufmann: diminuição da corrupção colocaria Portugal a par da Finlândia


"Daniel Kaufmann, responsável do Banco Mundial, considera que a diminuição da corrupção em Portugal poderia colocar o país ao nível da Finlândia em termos de desenvolvimento.

O director dos Programas Globais do Instituto do Banco Mundial defende esta questão num artigo publicado hoje na revista trimestral do Fundo Monetário Internacional, "Finance and Development", divulgada no sítio oficial da organização na Internet.


Kaufmann afirma que o "controlo da corrupção" poderia, por exemplo, colocar em termos de desenvolvimento a Guiné Equatorial ao nível do Uganda, o Uganda a par da Lituânia, a Lituânia no patamar de Portugal e Portugal ao nível da Finlândia.


O texto, intitulado "Dez mitos sobre governação e corrupção", aborda várias questões, nomeadamente o impacto da governação no desenvolvimento.

"A pesquisa mostra que em geral os países podem extrair um muito grande 'dividendo de desenvolvimento' da melhoria da governação", escreve Daniel Kaufmann.

O mesmo responsável considera também que um país com uma governação forte pode triplicar o rendimento "per capita" da população a longo prazo, assim como reduzir a mortalidade infantil e a iliteracia." (fim de citação).



Algumas ideias simples para portugal sair deste buraco imundo:

Porque neste post muitos dos cidadãos tem questionado, que apesar de se reduzir a corrupção, nunca iríamos chegar ao nível de uma Finlândia (uma visão ultra-pessimista em minha opinião), e como tal elaborei, embora de forma rápida transcrevendo apenas ideias que me vão na cabeça sobre alguns tópicos relativamente pacíficos que poderiam re-inventar o País, resolvi adicionar esse meu comentário a este artigo aqui, para que todos lhe tenham mais fácil acesso.

Claro que não temos o nível cultura da Finlândia, mas pensem um pouco comigo, e imaginem por momentos que:

1, O país consegue travar drasticamente a corrupção e os níveis de economia paralela, para valores mínimos desprezíveis, como por exemplo em Inglaterra.

2, Que As grandes empresas que fornecem serviços em forma sob a forma de monopólio ou similar, tipo Bancos, EDP´s, Galp, Águas, etc, são obrigadas a que pelo menos 20% dos seus lucros, sejam obrigatoriamente destinados a projectos sociais e educativos.

3, Que o Estado gordo e desperdiçador é limpo e convertido numa estrutura mais magra e eficaz, e que consegue desta forma reduzir o seu desperdício de gastos operacionais em 30%.

4, Que Todas as Câmaras Municipais e Freguesias sofram a mesma re-estruturação que o Estado central (numa 1. fase), reduzindo o número de câmaras municipais e juntas de freguesia, mas de forma a respeitar a gestão territorial e as populações, mas conseguindo-se ainda assim uma redução de custos operacionais em pelo menos 35%.

E STOP. Podem parar de imaginar (embora muito mais imaginação poderia continuar, mas o que já temos chega e sobra para começar a mudar Portugal).

Agora vamos usar o que poupamos em desperdício na máquina central (Estado) e município e aplicá-lo num novo projecto de ensino que não só re-estruture do 1º ao 12º Ano, como ainda faça avançar a inclusão de adultos em algo tipo de programa que aqui agora invento com o nome de "volte à escola para avançar na vida"!!

Os valores que fossem conseguido decorrentes da implementação no ponto 2. seria canalizados para o apoio a instituições de terceira idade condignas pelo País, e para o apoio às crianças com carências e em idade escolar.

E os valores que se captariam em impostos decorrentes de a economia passar a funcionar normalmente (porque acabámos com a corrupção e o trafico de influências de gente sem carácter), iriam numa primeira fase quase na totalidade para ajudar a pagar a dívida externa ao País.

Meus Caros, este é apenas um exercício simples que fiz agora aqui de transposição directa de ideias que estão na minha cabeça, enquanto escrevia este post, mas algum de vós é capaz de contestar a sua exequibilidade ???

Estou ao vosso dispor para o discutir, se vos restam algumas dúvidas, e até agradeço que o façam....

E têm dúvida que daqui a 5 anos o País estaria noutro patamar a nível económico, social e mesmo de grau de literacia (eu quero lá saber de diplomas, quero é gente com saber e experiência para fazer crescer o País produzindo e inovando no Séc XXI).

Claro que em grau de literacia ainda estaríamos longe da Finlândia, mas nos campos social e económico, acreditem bem mais perto deles... e sempre em desenvolvimento e nos aproximando deles.

E claro não abordei aqui ideias sobre como colocar o país a inovar e a gerar riqueza adicional, e não a marcar passo como está actualmente, mas apenas porque vos seria demasiado extenso, e obrigaria a desfocar do tema central deste post. 

Francisco Gonçalves
francis.goncalves@gmail.com

Nota Importante: As percentagens que referi no documento são meros referenciais, mas existem variados estudo publicados que apontam para aqueles níveis de desperdício no estado actualmente, pelo que correspondem minimamente à realidade actual.

Enviar um comentário

Translate