25/01/2013

As redes sociais como factor potenciador da produtividade e da inovação nas empresas

Quando se fala de incremento da produtividade (individual e de grupo) temos que admitir que a produtividade aumentou continuamente nestas últimas décadas, mas que apesar de tudo isso as empresas parecem não ter conseguido 
Softelabs-small.gifmelhorado sua situação financeira nem a dos seus colaboradores. Aliás esta é a problemática da produtividade desde há já longos anos, em que apesar da evolução e dos enormes saltos tecnológicos, os processos em si não evoluíram tanto como seria de esperar, tal como não evoluiu a "tradicional forma de fazer as coisas". Facto aliás que desespera oSocial-Networks1.jpg mundo, envolvido numa lógica de competitividade acrescida não correspondida pelo factor produtividade.
 O mundo está a viver um processo de mudança disruptiva e a assistir-se a uma vaga transformacional que se iniciou com o movimento de open-source e que ameaça estender-se a toda a sociedade e actividades humanas. Todas as ideias desenvolvidas de forma aberta tem o contributo activo de grandes comunidades levando as pessoas a participar cada vez mais nos processos de inovação e a criar valor. A democratização da inovação e a partilha acelerada do conhecimento é um processo aberto, dinâmico e viral, que está a determinar por sua vez novas forma de fazer ciência, investigação, aprendizagem, etc.
O sucesso no mundo dos negócios depende hoje de factores que dizem sobretudo respeito à organização humana e em torno de aspectos como: a colaboração, inovação e resolução de problemas. Através da introdução da computação social, pode trazer-se racionalidade e rigor a esses domínios e, simultaneamente, fornecer as ferramentas para a comunidades florescerem e se desenvolverem.

E é aqui que as 
redes sociais e as plataformas de software de web social, como blogs, wikis e principalmente organizadas em torno de comunidades on-line podem tornar as empresas, e as sociedades em geral, mais produtivas e eficazes. Considero pois que o futuro da colaboração dependerá, no futuro, inteiramente do que se poderá designar porprodutividade social - fazer as coisas acontecerem através de redes sociais ad hoc em vez de dependerem apenas de progressos individuais ou em colaboração num grupo de trabalho, que é sempre muito mais restrito.
Charles Darwin, afirmou: "Na longa história da humanidade (e das espécies animais também) aqueles que aprenderam a colaborar e improvisar mais efectivamente têm prevalecido".
A produtividade social irá crescer geometricamente e de modo viral, tanto mais quanto as pessoas e os serviços aderirem à revolução que já está em marcha. E a "magia" da adesão, que à partida parece complexa e difícil de atingir, consiste em Social-Networks2.jpgtransformar os colaboradores e pessoas passivas, em actores num comunidade que se identifique com a sua forma de ver o mundo e que lhe proporcione uma participação activa e imersiva nos processos e negócios da empresa ou da organização em que se inserem. Imagine ainda os seus clientes a participarem e a contribuírem com ideias e opiniões sobre novos produtos e serviços, bem como sobre novas formas de fazer as coisas? Aqui, cito Albert Einsten que disse "Love is a better teacher than duty.".
Pois, que benefícios acrescidos tem este tipo de colaboração ad hoc, indo para além das fronteiras organizacionais ? Talvez para projectos ambíguos e incertos e para as tarefas em que os próximos passos e destinos eventualmente não sejam de todo evidentes - concepção de um produto inovador ou resolver um problema do cliente, especialmente espinhoso, por exemplo. Tais projectos exigem conversas com pessoas fora dos grupos normais de trabalho, rajadas de percepção, "feedbacks" e resolução criativa de problemas, ao invés de discussões com colegas de equipe actual, o conhecimento estático, e processos pré-definidos.
Usando recursos como fóruns de discussão, blogs, wikis e gestão de documentos, uma rede social une os funcionários das empresas e os seus processos de trabalho com os clientes, prospects, fornecedores, colaboradores, colaboradores externos e terceiras partes interessadas.
No processo de socialização, uma rede de relações sociais é estabelecida. A Computação Social é, portanto, em essência, uma forma de codificar e explorar as relações entre pessoas e agentes articulados em espaços sociais com multidões, comunidades, países, mercados, etc.
Um aspecto deveras importante desses serviços providenciados pelas plataformas de redes sociais, que não podem ser ignorados no entanto, é a forma como permitem às pessoas conectar-se com os outros, construindo uma rede de amigos e conhecidos. Muitas destas conexões podem até trabalhar para outras empresas que são clientes potenciais ou existentes, e amizade deste colaborador poderia potencialmente resultar numa ligação e oportunidade de negócio. Por muitos anos, os executivos têm usado o campo de golfe como sua base de redes sociais. Agora podem utilizar as redes sociais para esta tarefa concentrarem-se no seu jogo, quando forem jogar golfe !!!
As aplicações de computação social estão agora a centrar-se na web com suporte às comunidades on-line, como redes sociais, wikis, blogs e mundos virtuais, fornecendo feedback sobre o comentário social interactivo, o entretenimento, os avanços científicos, médicos e serviços empresariais, etc. Esta também suportam as técnicas de previsão colectiva e a tomada de decisão, utilizando o poder combinado de grupos e comunidades para resolver problemas difíceis, como aqueles associados com as grandes catástrofes e conflitos. Além disso, são cada vez mais aplicados para ajudar a analisar como evolução das tecnologias e políticas podem alterar o comportamento político, social e cultural.
Sem dúvida que as redes sociais, o social bookmarking, os fóruns, blogs, Wikis, partilha de vídeo e microblogging são os novo caminhos para a produtividade nas empresas, nas escolas e em todas as outras formas que a actividade humana assume.
Demonstrar os benefícios de produtividade social de uma forma que faça sentido para as empresas em adaptar a TI às exigências do mercado de formas quantificáveis e com retorno sobre o investimento, são talvez difíceis de mostrar quando se fala de incentivo à inovação e solução de problemas ambíguos ao invés da sua efectividade em melhorar processos individuais ou de grupo de trabalho e com menores custos.
Como já atrás mencionado, as redes sociais ou software social está totalmente focado em capacitar as conversação e a troca de ideias. As redes de cooperação são focalizados em grupos de acesso e organização de dados em formatos de recursos variados que permitem a tomada de decisões, a colaboração e reutilização da informação ou conhecimento. As redes de cooperação será cada vez mais criticamente importantes para as empresas e organizações, ajudando a estabelecer uma cultura de inovação e materializando a excelência operacional.
Ainda de acordo com o analista de mercado Gartner, esta aponta em análise divulgada na última terça-feira (27/10/2009) que, em 2013, 80% das plataformas de colaboração das empresas serão inspiradas nas técnicas adoptadas por redes sociais, sites e blogs de hoje (ver Artigo). Ainda segundo este analista do mercado de sistemas de informação, também por 2013, mais de 80% das empresas terão como norma partilhar informações na Web, através de mecanismos e sites web social (ver predict da IDC).O Futuro

Muitas organizações têm vindo nos últimos anos a adoptar ferramentas Web 2.0 para estimular a inovação e a produtividade. E algumas estão a começar a abraçar as redes sociais como uma forma mais eficaz de serviços de marketing e acompanhamento do comportamento dos seus clientes. Aliás, as redes colaborativas na empresa, já são hoje tão indispensáveis como e-mail ou o telefone.

Mas a aplicação de computação social para melhorar a qualidade do processo de decisão, a optimização de processos e cenários de previsão ainda não estão no horizonte das empresas, mas serão certamente os próximos passos no sentido da adaptação e capacidade de sobrevivência das empresas, num mercado globalizado e cada vez mais competitivo.

O negócio não está separado da mudança social. No futuro, a computação social será um componente essencial e integrante da gestão estratégica e operacional da empresa do futuro, ao mesmo tempo, transformando a web numa plataforma verdadeiramente global, colaborativa e social, tirando partido da 
inteligência colectiva ao nível planetário.

Num futuro não muito longínquo (2-5 anos) os 
mundos virtuais em 3D, os jogos e as simulações farão também parte da panóplia de interacções, numa sociedade integrada em rede e capacitarão as redes sociais e empresariais do futuro, que terão características altamente imersivas e facilitarão ainda mais a socialização, independentemente do local físico de cada pessoa num dado momento.
Mais, serão ainda as 
redes sociais o elemento aglutinador que determinará quais as tecnologias que serão adoptadas em cada momento, em função do ponto evolutivo em que a humanidade se encontrar !!
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