25/01/2013

Portugal vive hoje por entre elites “doentias” e paranóicas que insistem em (des) governar-nos !


Portugal vive hoje por entre elites “doentias” e paranóicas, que insistem em divergir da realidade que nos rodeia !

Vivemos tempos complexos, não porque a sociedade seja mais intrincada que em qualquer outra época da história, mas sim porque os valores e a moral se evaporaram e a mentira, a falácia e a dissimulação passaram a ser as ferramentas de "marketing" de toda uma sociedade, em que metade do mundo tentar enganar a outra metade! Em que um cidadão engana o seu vizinho, através da ostentação de riqueza e/ou de poder, que de facto não tem, nem nunca teve. O empresário que ostenta riqueza que não possuí e que o leva a criar compromissos danosos para a sua empresa, pondo em risco projectos e dinheiro privados e públicos. E tudo isto e muito mais ocorre, sem qualquer responsabilidade, ética, moral e menor responsabilização ainda de quem deveria assegurar que, situações desta gravidade não ocorreriam nunca ou então seriam gravemente punidas, para que mais não se pudessem repetir!

Eu sempre assumi que numa empresa, colectividade ou mesmo a governação de um país, não será necessário passar o ano a publicitar aquilo que supostamente se quer "mostrar" como obra feita ou resultados a conseguir/conseguidos. Mas esta é a prática e é difícil perceber porque se gasta tempo e esforços, a tentar demonstrar todos os dias, aquilo que deveria estar à vista de todos no final desse mesmo ano, pelo menos!

E eu pergunto e questiono-me: Então se a obra está feita e os resultados foram atingidos, qual a necessidade de publicitá-los e convencer as plateias disso mesmo??Digo eu - os resultados e as obras feitas não falarão por si só ?

Sempre aprendi que quando alguém tem necessidade de explicar algo, então é porque já perdeu !

Vivemos, como tal, um tempo de ilusionismo onde brilham os "encantadores de serpentes" e onde o espectáculo e a ribalta são mais importantes do que as realizações, ou pior que isso, o que conta não é obter sucesso, mas sim simular o sucesso!

Portanto, não admira que os resultados de 38 anos de politica assim dissimulados, nos tenham conduzido a este lodaçal dantesco e a um país na mais absoluta falência económica, social e à mais densas trevas, onde perdura a ignorância e a iliteracia, que transpira hoje por todos os poros de Portugal.

É caso para reflectir e perceber que “antigamente  os homens realizavam e não falavam. Depois começaram a falar e a realizar. Hoje, falam e já não realizam “ [Omar Ibn Al-Hores]

Mas não realizar já nem é o mais grave nesta sociedade doente e completamente paranóica. Já o é, e de gravidade letal, o facto de nada se realizar e ao mesmo tempo se vender a ideia de que tudo está a ser feito e com muito sucesso, o que nos fez chegar ao conceito supremo de “democracia de sucesso”, com o líder da manipulação e da mentira atroz, chamado José Sócrates, ao qual sobreveio e chegou ao poder o (Cândido) Passos Coelho, enfermando exactamente dos mesmos sintomas clássicos, e com as mesmas técnicas comportamentais (abjectas),  mas que como povo ainda não aprendemos aparentemente a distinguir!

E, só reconhecendo estes factos autênticamente criminosos e o engano a que todo um povo foi vilmente condenado ao longo de 38 anos, poderemos inverter estas ideia peregrinas e estas prestigiações diabólicas de que a imitação do sucesso é mais importante que o real sucesso, de que mais importante parecer do que ser, e de que o “segredo do sucesso é a honestidade - e uma vez aprendido o truque de como fingi-la, o sucesso é garantido”.

"O truque supremo da demência em massa é que convence que a única pessoa anormal é aquele que se recusa a aderir na loucura dos outros, aquele que tenta resistir." [dramaturgo Eugene Ionesco].

E.. O poder quando não se legitima pela conquista diária, torna-se ilegítimo, corrompe e é corrompido!

Francisco Gonçalves in 26July2012
francis.goncalves@gmail.com
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