13/10/2013

Portugal é um país à beira da irrelevância e da mais absoluta falência económica e social

Um país onde impera a mais danosa corrupção perante os olhos de todos os portugueses e da justiça há décadas, onde a justiça não funciona, onde apenas os "amigos" dos partidos têm empregos e financiamentos a fundo perdido.

Onde um pobre por roubar para comer é preso, e submetido muitas vezes a violência gratuita, e os vigaristas que defraudaram, e continuam a defraudar, o país e os contribuintes em muitos milhares de milhões de euros, continuam a monte, na mais perfeita liberdade de movimentos e de acção, e até em encontros formais e informais com governantes de um país que se diz democrático!

Em suma um país que perdeu a vergonha e meteu a ética e a moral num baú qualquer no sotão, e que terá os seus dias contados, para mal dos seus cidadãos e ainda pior das gerações vindouras.

Mas cidadãos esses que também tem uma quota parte da responsabilidade, pelo estado de ingovernabilidade a que chegou o país, pois viram toda esta evolução e nada fizeram, ou disseram. Por medo, por acomodação, porque estariam a beneficiar do sistema ou talvez por muitas outras razões. Mas nada os desculpa de não terem exercido a sua cidadania e o seu direito a exigir que os politicos e os governantes deste país se pautassem por transparência e com justiça, explicando com verdade o estado da nação.

Agora parece-me tarde demais, mas talvez ainda a tempo de sair do "buraco". Vai é custar muito mais sacrificios a todo o povo, e sabe-se lá com que futuro os cidadãos, e as gerações vindouras, poderão vir a contar!!

Francisco Gonçalves @ Feb 2011

Um Cidadão inconformado e pefeitamente "lixado" com o estado de um país (que é o meu) e que se governado com rigor e honestidade bem poderia ser um exemplo de vanguarda na Europa.
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Resta-me o consolo de alguém muito mais lúcido que eu e que já sofreu a mesma mágoa que agora sofro, do qual aqui vos deixo um excerto:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.".

Excerto de Guerra Junqueiro,"Pátria", publicado em 1896

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