01/04/2013

Estou mesmo furioso !! Por entre Muros, barreiras e Tiranos!


Porque estou lixado !!

"As pessoas.... nos negócios, no governo.... são, de uma forma geral bem intencionadas. Gostariam de andar para a frente. Serem úteis para os outros. Mas são travadas..... a cada passo do caminho.... por barreiras organizacionais absurdas .... e pelos egos de tiranos mesquinhos (quer sejam gestores, governantes, políticos, coronéis do exército ou superintendentes escolares).".

"As organizações que criámos tornaram-se tiranas. Tomaram o controle, restringem-nos criando barreiras que prejudicam os negócios em vez de os ajudarem. As linhas que desenhámos nos nossos diagramas organizacionais transformaram-se em muros que não podemos saltar, nem penetrar ou mesmo espreitar por cima.
Sim. Muros, barreiras. Tiranos!

Poderemos recuperar o controle ?

Extraído de Reinventar o Mundo! (c) do Guru da Gestão Tom Peters! (2010)


É preciso Re-inventar a empresa e a sociedade com carácter de urgência ! Inovar ou morrer !
Hoje nas empresas e organizações em geral, públicas e privadas, a acentuada falta de produtividade, competitividade e mesmo a suposta falta de competências, têm quase sempre por base as actuais desigualdades nas empresas, e que são na sua maioria, devidas a disfunções nas relações de trabalho, face a condicionalismos impostos por organizações de cariz arcaico, implementado sistemas de comando e controle do tempo do Henry Ford e no modelo de Taylor. ( Aliás como acima muito bem refere TOM PETERS! ).

Ora, sistemas organizacionais caoticos, ausência completa de gestão adequada de RH, de politicas sociais e sistemas motivacionais, falta de cultura empresarial e outras graves disfunções levam a que os colaboradores, ou empregados como em portugal ainda gostam de chamar às pessoas numa organização (que pessoalmente detesto), tenham dificuldades na execução do seu trabalho, impossivel mesmo a colaboração e mesmo em dar o seu melhor, levando a que o seu potencial não seja sequer explorado.

Daí decorre frustração, falta de motivação, problemas de relacionamento organizacionais, etc, que acabam por criar desigualdades e injustiças laborais, que são decorrentes exactamente das formas de operar perfeitamente disfuncionais das empresas, com chefias a mais, sistemas de avaliação inadequados, sistemas hierarquicos rigidos e inflexiveis entre muitos outras. 

Pelo menos foi esta a minha má experiência sempre que passei por empresas nacionais, e sobretudo as grandes empresas e Bancos, algo que nas multinacionais não acontece de todo desde 1978, altura em que comecei a colaborar com uma delas em Portugal, Inglaterra e Holanda!

Depois os empresários (ou patrões) ainda se têm vindo a queixar de falta de produtividade e competitividade, num cenário destes em que são os únicos culpados, e acham que a única saída é baixar ainda mais os salários, o que equivale a fazer baixar a fasquia, em que a sociedade portuguesa já está mesmo atrás de quase todos os países da Europa.
Isto apenas se vai traduzir em ainda menor desempenho da economia, mas desemprego, menos poder de compra, que introduz um ciclo de falências e pobreza acentuada no país, se entretanto nada for feito, mas de radicalmente oposto às actuais políticas de destruição que têm vindo a ser tomadas, com descaque para os últimos anos.

E ainda por seu lado os governos, politicos e sindicatos mesmo, como nunca tiveram nenhuma experiência empresarial, não sabem sequer o que se andam a discutir e vão na onda!! da destruição completa do País!!

Por isso quero aqui reforçar que, sem recursos humanos altamente motivados, adequadamente treinados e informados, não há chefia, capataz ou até mesmo chicote, que valha às empresas. Como diria Mr. Winston Churchill  "os impérios do futuro são os império da mente.".
E para tirar o melhor partido possível do poder de todas essas mentes, que constituem o activo mais valioso de qualquer empresa, só poderá haver um caminho a seguir que é o de encontrar modelos organizacionais mais flexíveis e adaptativos, que dispensem o mais possível o comando e controlo e todos os lugares de chefias intermédias, que não acrescentam qualquer valor ao produto ou serviço final.
Assim aliviadas de burocracia e processos de comando e controlo completamente desadaptados no tempo e no modo, poderão as empresas encontrar novas formas de colaboração e inovação, também pelo verdadeiros entrosamento dos seus trabalhadores com a missão da empresa.

Só deste modo poderão as empresas tornar-se mais produtivas e competitivas no futuro e prepararem-se para os novos desafios de um mundo cada vez mais globalizado. Será "inovar ou morrer !!!!". É a alternativa que resta às empresas portuguesas, sejam elas públicas ou privadas !!! E tudo numa lógica global de "ou acrescenta valor ou se é extinto". E é bom que o governo, os políticos, os sindicatos e principalmente os empresários (ou patrões) entendam rapidamente isto, senão poderá já ser tarde demais.

Francisco Gonçalves @ Mar2011

"inovar ou morrer !!!!"
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