16/04/2013

O MUNDO GLOBAL E O DÉFICE DOS PAÍSES !

Portugal precisa re-nascer das cinzas, tal qual Fénix!

Precisamos fazermo-nos novamente "aos mares nunca dantes navegados" e dar "novos mundos ao mundo" !


E "enquanto não ousamos perder de vista a costa, não seremos capazes de descobrir novas terras e novos horizontes."




O MUNDO GLOBAL E O DÉFICE DOS PAÍSES !


Como sair deste aparente “beco sem saída” !?
Se analisarmos globalmente o mundo, e quais os países mais endividados, depressa chegaremos à conclusão de que estes (incluindo talvez os EUA), continuarão a crescer marginalmente por mais 10 ou 20 anos, sem qualquer hipótese, na sua maioria de regularizarem as suas dividas externas. Alguns deles entrarão mesmo em incumprimento ou até pior! A não ser que…..
Num mundo globalizado, de livre circulação, de partilha do conhecimento e conectividade instantâneos, a tendência tem sido (e assim continuará) para que as indústria se tenham deslocalizado para os países de mão de obra mais barata ou de outras melhores condições. Como tal, estamos hoje a assistir ao crescimento dos países onde se instalaram essas indústrias, como a China, Índia, Brasil, etc., e isto  ao mesmo tempo que contemplamos  impávidos e serenos, o continuo crescimento dos países produtores e donos de amplos recursos naturais como o gás e petróleo (e com a agravante de um mundo globalmente dependente na quase totalidade destes últimos.)
Portanto, os países com elevadas dividas externas têm, em minha opinião, apenas uma alternativa duradoura e com enorme potencial de sucesso, face à actual situação de se perpetuarem no crescimento económico débil e a verem a sua riqueza esvair-se, bem como ao assistir a uma regressão no seu progresso social, ou até mesmo perante cenários evolutivos de crises sem fim à vista.
E essa alternativa parece-me não só óbvia, como altamente viável e de sucesso para os países que a adoptarem.  Ora se os únicos países a crescer economicamente muito acima da média são os países para onde se deslocalizaram indústrias e os países produtores de petróleo e gás, bom então a conclusão parece-me ridículamente simples.
Excluindo, de novo a re-localização de fábricas, uma vez que se trata de uma alternativa impossível também em minha opinião, já que o mundo não anda para trás, a única forma de crescer é por meio da inovação intensiva no domínio das tecnologias de produção de energias limpas e todas as outras tecnologias associadas, e com enorme potencial para tornarem as sociedades mais eficientes e mais produtivas, contribuindo assim para um real crescimento sustentável destes países.
Como tal,  a chave do progresso e crescimento económico, não está só nas energias limpas e renováveis, mas também no foco na inovação quer por parte das empresas, quer por parte das agências e empresas governamentais, em áreas já hoje consideradas de futuro para os próximos 10-20 anos, e onde a inovação intensiva determinará o sucesso dos países que se empenharem nesta direcção, e com toda a sua competência e determinação. E apenas um  exemplo do que atrás refiro,  são as tecnologias de “impressão 3D”, que irão criar uma disrupção na forma como o mundo passará a produzir os “artefactos” usados na  nossa civilização actual  e futura.  Para mais informação sobre esta “revolução” já em curso consulte aqui.
Mais que nunca estamos em tempos de mudanças disruptivas e em  aceleração continua e como tal, é urgente e mandatório investir mais e mais naquilo que nunca foi tentado ou feito, e à semelhança dos nossos navegadores, temos na actualidade que enfrentar novos desafios que requerem muita coragem, e sempre ousando  “ir por mares nunca dantes navegados”.  É o tempo de todos os tempos e será “inovar ou morrer”.
“O Homem não poderá nunca descobrir novas terras…. a não ser que tenha a coragem de largar de vista a costa” [desconhecido].
Francisco Gonçalves
15 Abril 2013
“A produtividade e o crescimento da produtividade devem ser a primeira consideração económica em todos os momentos, não o último. Essa é a única fonte da inovação tecnológica, de mais emprego e maior riqueza.” [William E. Simon]
“Uma variedade de estudos nacionais e internacionais indicam que a implantação de uma ampla base de tecnologias de sistemas de informação pode ter um impacto substancial na produtividade económica de nosso país e crescimento, bem como o sucesso educativo e social dos nossos cidadãos.” [Tim Holden].
Re-inventar Portugal é urgente e possível!
Nota: Esta nota tem carácter geral e não pretende subestimar a actual complexidade à escala da economia mundial e da nossa civilização actual, e as muitas causas que contribuem igualmente para que os países desenvolvidos do ocidente estejam a acumular grandes dividas externas. Isso poderá ser tema de um artigo mais vasto.


Enviar um comentário

Translate