Como educar os portugueses para a cidadania activa?

 


Face a recentes estudo da OCDE, constata-se que os portugueses em geral não dispõem de ferramentas nem literacia suficiente para intervirem criticamente e exercerem uma cidadania activa, que leve os políticos a prestarem contas à sociedade com total transparência, que combatam a corrupção, uma Justiça mais "igual para todos", também uma democracia mais evoluída, tendo em vista uma sociedade mais justa e equitativa.

Como tal importa que cada cidadão esteja desperto para a uma cidadania activa e para enfim se promover uma verdadeira cultura política, pensamento crítico e literacia entre os portugueses, especialmente quando a escola actual falha nestes objectivos. Para tal julgo será necessário que a sociedade se empenhe num esforço multifacetado e de longo prazo, para que este grande objectivo possa ser alcançado.

Eis algumas abordagens práticas e transformadoras:

1. Movimentos Cívicos e Educação Popular

  • Criar movimentos cívicos independentes que promovam debates públicos e workshops sobre temas como democracia, constituição e direitos humanos.
  • Organizar escolas populares e círculos de leitura em comunidades locais, inspirados em experiências como as de Paulo Freire no Brasil, focados em formar cidadãos conscientes e activos.

2. Reformulação dos Meios de Comunicação Social

  • Incentivar o surgimento de media independentes e comunitários, focados em "fact-checking", análise política e jornalismo de investigação.
  • Criar programas de literacia mediática para ensinar a distinguir factos de manipulações e incentivar o consumo de fontes diversas e confiáveis.

3. Formação Contínua de Adultos

  • Implementar programas de educação ao longo da vida, com cursos gratuitos sobre pensamento crítico, filosofia política e história de Portugal e do mundo.
  • Estimular debates públicos regulares em espaços como juntas de freguesia e bibliotecas públicas, promovendo o diálogo intergeracional.

4. Cultura e Arte como Ferramentas de Consciencialização

  • Promover peças de teatro, cinema e literatura que abordem temas políticos e sociais, inspirando o público a reflectir sobre a sociedade.
  • Incentivar a produção de documentários e podcasts educativos focados em temas como corrupção, participação cívica e sistemas de poder.

5. Educação Alternativa e Projectos Piloto

  • Criar escolas-piloto ou programas extra-curriculares que ensinem filosofia, lógica e análise crítica desde cedo.
  • Introduzir iniciativas como o Parlamento Jovem de forma mais profunda e nacional, onde os jovens discutam e proponham soluções para problemas reais.

6. Acção Comunitária e Redes Locais

  • Incentivar a criação de associações de bairro focadas em debates e acções locais, como assembleias populares.
  • Implementar bancos de tempo e plataformas de troca de conhecimentos, promovendo o ensino mútuo e o envolvimento cívico.

7. Exemplos de Países que Inspiram Mudança

  • Islândia: Após a crise de 2008, a sociedade islandesa promoveu amplos debates públicos e uma reescrita da constituição de forma participativa.
  • Finlândia: Forte investimento em literacia mediática e educação crítica desde a infância.

A mudança cultural e política exige persistência e mobilização colectiva. Vamos a isto cidadãos informados de Portugal !

Francisco Gonçalves / chatGPT 2025

email : francis.goncalves@gmail.com

Imagem gerada pelo chatGPT (c)

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